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segunda-feira, 27 de maio de 2019

Corpo do músico Gabriel Diniz foi localizado em uma área de mangue


Corpo do músico foi localizado em uma área de mangue
O cantor Gabriel Diniz, 28 anos, morreu em um acidente de avião nesta segunda-feira (27), na cidade de Estância, no sul do Sergipe. Ele estava em uma aeronave monomotor, que caiu no litoral do estado com outras duas pessoas, que também faleceram. Diniz havia fretado a aeronave, que decolou de Salvador/BA, após ele fazer um show em Feira de Santana/BA, no fim de semana. O corpo foi localizado em uma área de mangue.

Próximo ao local da queda aeronave foram achados documentos pertencentes ao cantor. O avião que caiu era um Piper PA-28-180 Archer de matrícula PT-KLO. O músico queria ir para Maceió/AL comemorar o aniversário da noiva, a psicóloga alagoana Karoline Calheiros, que completou 25 anos nesse domingo (26). 
Gabriel Diniz nasceu em 10 de outubro de 1990 em Campo Grande/MS. Com "Jenifer", GD, como era conhecido, despontou como hit do Carnaval 2019 e alcançou o auge da sua carreira.

          Blog do França.
          Fonte: Jornal Folha.

POR 6X3 REJEITADA CONTAS DE LULA DA CAPIVARA

Na última  sexta-feira 24/05, a câmara municipal da cidade de Frei Miguelinho rejeitou o parecer do TCE, do ex-prefeito Lula da Capivara. 

Por 6 votos a favor e 3 contra, a maioria  dos vereadores rejeitaram o parecer do TCE que aprovou as contas com ressalvas. 

Segundo os vereadores havia vários indícios de irregularidades, que foram encontrados pelos mesmos. Tendo conhecimento da realidade na época do município, com o descaso do ex-prefeito Lula da Capivara em sua gestão, com salários atrasados e obras superfaturadas sendo que mais de 50% não foram concluídas.

Por esses motivos os vereadores rejeitarem as contas do ex-prefeito Lula da Capivara, que pretende recorrer e tentar uma nova eleição em 2020.  


                       Blog do França. 

Humberto Costa volta a criticar cortes do Governo Federal em áreas que considera essenciais

O líder do PT no Senado, Humberto Costa, esteve concedendo entrevista ao radialista Alberes Xavier, e na oportunidade, voltou a criticar cortes em áreas essenciais promovidos pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL), além disso, o mesmo comentou a proposta de Reforma da Previdência que tramita no Congresso Nacional.

Diante dos cortes que tem se estendido por áreas como educação, saúde e benefícios sociais, o senador não polpou críticas ao Governo Federal e se mostrou preocupado com os municípios. "Nossa preocupação é que o governo Bolsonaro tem se resguardado de continuar a exercer várias daquelas que são funções da união, deixando essas funções para as administrações municipais que não podem fugir do atendimento as necessidades da população".

Apesar da Reforma da Previdência ainda está tramitando na Câmara Federal, o Senador avaliou que mudanças importantes precisam ser feitas no texto. "Acho que a Reforma da Previdência na forma que ela está proposta dificilmente será aprovada. Para que haja qualquer aprovação, terá que haver muitas mudanças importantes de conteúdo e sem isso ela não passa. Se acontecerem essas mudanças, acho que tem uma chance de ela ser aprovada pela Câmara e no Senado", disse.

Para o senador, a Reforma da Previdência não vai garantir a volta do crescimento e que atual proposta deveria prever o combate aos privilégios da classe política e dos judiciário. "No meu ponto de vista essa Reforma da Previdência não garante crescimento, não garante absolutamente nada em relação a isso. Se ela tivesse que ser aprovada, ela teria que cortar despesas, naturalmente eliminar privilégios, o que não está acontecendo e aumentar arrecadação da própria Previdência Social por intermédio do combate a sonegação e da cobrança daqueles que são os devedores da Previdência". afirmou

Humberto se mostrou preocupado com o fato de que o Governo Federal coloca a Reforma da Previdência como a solução para vários problemas que existem atualmente. "Nenhum governo pode pautar sua política econômica por um assunto só que, inclusive, não depende diretamente do Governo, depende do Governo e do Congresso Nacional. Para tudo a alternativa é a Reforma da Previdência, nós não temos uma proposta para enfrentar o desemprego, não temos uma proposta para enfrentar o baixo crescimento econômico", avaliou.

Se ligue – O programa “Cidade em Foco” vai ao ar de segunda a sexta-feira: 11:00 hs, na Rede Agreste de Rádios, composta pelas Emissoras: Rádio Filadélfia FM (104,9), Farol FM (90,5), Rádio Vale FM (91.7), Rádio Cambucá FM e pela Internet: www.filadelfiafm.net.


                Blog do França.
                Fonte: Blogcidadeemfoco.

Homens de 20 a 39 anos são maiores vítimas de acidentes de trânsito

         

Cerca de 23,5% dos que sobrevivem apresentam sequelas, principalmente amputação e traumatismo craniano; motociclistas são os que mais morrem

Os motociclistas são as principais vítimas fatais, segundo o Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde divulgou nesta sexta-feira (24) que os homens são as maiores vítimas de acidentes no trânsito. A maioria tem entre 20 e 39 anos. A maior parte das mulheres que morre no trânsito também é jovem, da mesma faixa etária.
Cerca de 35,3 mil pessoas morrem por ano em acidentes de trânsito, de acordo com dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM).
O Ministério afirma que os acidentes são a segunda maior causa de mortes no país. "Isso gera uma grande sobrecarga nos serviços de urgência e emergência do SUS com números crescentes de internações", afirmou por meio de nota. 
De acordo com o SIM, foram 182 mil internações em 2017, ano mais recente do levantamento, sendo que 78,2% se referem a homens.
As principais vítimas fatais são motociclistas (12.199), ocupantes de automóveis e caminhonetes (8.511), pedestres (6.469) e ciclistas (1.306).
O Ministério resssalta que o impacto dos acidentes na saúde pública inclui o tratamento de sequelas físicas e emocionais.
Um levantamento feito a partir de 1,7 milhões de internações relacionadas a acidentes de trânsito entre 2000 a 2013 mostrou que 23,5% dos pacientes apresentam sequelas, sendo as principais a amputação e o traumatismo craniano, principalmente em pedestres e motociclistas homens de 20 a 29 anos.


                       Blog do França.
                       Fonte: R7

No Facebook conteúdo violento aumenta quase 10 vezes em um ano

         
Número de publicações chegou a 33,6 milhões entre janeiro e março deste ano.

O número de publicações com conteúdo violento punidos por violar as regras do Facebook aumentou quase 10 vezes em um ano, saindo de 3,4 milhões no primeiro trimestre de 2018 para 33,6 milhões entre janeiro e março de 2019.
O balanço foi divulgado pela plataforma no documento Relatório de Transparência, que traz números relativos a providências tomadas em relação a posts de usuários a partir de suas regras internas.
Do total de 33,6 milhões conteúdos violentos punidos, 171 mil foram objeto de reclamações questionando a retirada e solicitando a retomada. Cerca de 70 mil mensagens foram republicadas, sendo 24 mil após o recebimento de reclamação e 45 mil por iniciativa própria do Facebook.
As sanções foram tomadas com base nos "Padrões da Comunidade", uma das normas internas da rede social, juntamente com os "Termos de Serviço" e as "Políticas de Privacidade". Os “Padrões da Comunidade” são formados por um conjunto de regras que definem o que é proibido e o que é passível de sanção pela companhia.
São vetados, por exemplo, posts com nudez, imagens de violência extrema, de suicídio ou auto-mutilação, vendas não autorizadas, mensagens de apoio a causas ou grupos terroristas e discurso de ódio. Com base nesses parâmetros, o Facebook monitora as publicações de seus usuários, bem como recebe denúncias dos usuários apontando violações às regras.
Entre as providências tomadas estão a cobertura de publicações com avisos (como indicando que se trata de conteúdo violento), a remoção de um conteúdo, a suspensão de uma conta ou até mesmo o repasse da denúncia para autoridades quando se tratar de um crime. No caso de notícias falsas, não há remoção, mas limitação do alcance no newsfeed dos usuários.
Além dos conteúdos violentos, a empresa também puniu mensagens com discursos de ódio. O número de publicações removidas, marcadas ou cujos autores tiveram as contas suspensas saiu de 2,5 milhões para 4 milhões na comparação entre o primeiro trimestre de 2018 e de 2019.
Os posts de propaganda terrorista punidos com medidas deste tipo também subiram no mesmo período: saíram e 1,9 milhão no primeiro trimestre de 2018 para 6,4 milhões nos primeiros três meses de 2019. Quase a totalidade das medidas foi resultante de iniciativa própria do Facebook a partir da filtragem que realiza dos conteúdos publicados.
Os relatórios de transparência são divulgados periodicamente pela plataforma. Eles estão disponíveis na rede.


                                Blog do França.
                                Fonte: R7

Famup lidera lobby de prefeitos da PB para prorrogação de mandatos por mais 2 anos


Políticos de 210 municípios paraibanos assinam manifesto em defesa da PEC que unifica eleições no Brasil  (Foto: Ascom)
Políticos de 210 municípios paraibanos, entre prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, assinaram, nesta  última sexta-feira (24), um manifesto em defesa da PEC 56/2019, apensada à PEC 376/2009, que propõe uma eleição única em 2022. A adesão aconteceu durante ato realizado pela Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup), em Campina Grande. Durante o evento, que contou com a participação de senadores, deputados federais e estaduais, também ficou garantido o apoio da bancada federal paraibana no Congresso à causa
De acordo com o autor da PEC 56/2019, o deputado federal Rogério Peninha Mendonça (MDB-SC), a proposta já recebeu o parecer favorável do relator na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, Valtenir Pereira (MDB-MT), e aguarda apenas a votação para seguir ao plenário. “Temos grandes chances de aprovarmos essa proposta, basta união. Então, é importante que identifiquemos os deputados de cada estado que compõem a CCJ para pedirmos o apoio, pedir para que votem favorável ao relatório”, destacou durante pronunciamento encaminhado aos prefeitos e vereadores da Paraíba.
De acordo com o presidente da Famup, George Coelho, a todas as federações do país estão envolvidas e discutindo esse tema, assim como a Confederação Nacional de Municípios (CNM). Na defesa da PEC, George destacou as dificuldades enfrentadas pelos municípios e disse que se for preciso vai acampar no Ministério da Economia para cobrar o que é de direito, além de fazer vigília no Supremo Tribunal Federal (STF) para que a liminar dos royalties seja apreciada.
“Aqui na Paraíba decidimos fazer esse movimento, pois sabemos que eleições de dois em dois anos atrapalha principalmente as gestões. Nós prefeitos somos obrigados a parar, ficamos sem poder realizar convênios, fazer licitações e até de receber uma emenda parlamentar. Acho interessante que a gente trabalhe nesse sentido de unificar as eleições. Também dizer para a população que o melhor é uma eleição única a cada quatro anos já que as gestões enfrentam muitas dificuldades em anos eleitorais. E nesse encontro dissemos justamente isso, que a eleição unificada é melhor para os municípios paraibanos e brasileiros”, destacou o presidente da Famup.
O deputado federal e coordenador da bancada federal paraibana no Congresso, Efraim Filho (Democratas), disse que apesar de acreditar na aprovação da PEC, o caminho ainda carece de alguns desafios, como por exemplo, convencer os estados do Centro-Sul a aderirem à proposta de unificação das eleições.
“Aqui somos mais unidos, mas lá é mais difícil. O caminho que enfrentaremos não encontraremos só flores, mas acredito que venceremos. É necessária a unificação. Se não houvessem eleições a cada dois anos, tenho certeza que a gestão interna – onde o grande desafio da nossa democracia hoje que é a eficiência – talvez estivesse em outro patamar. Então é com esse sentimento de mudança e melhorias que junto com a bancada marcharemos unidos em prol dessa causa. Tenho quase certeza que teremos os 15 votos da bancada da Paraíba na aprovação dessa PEC”, destacou Efraim Filho
O prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSD), representando os prefeitos no evento, pediu a união de todos os gestores, vice-prefeitos e vereadores para a aprovação da PEC. Na ocasião ele citou a defesa dos agentes de saúde para aprovação do novo piso salarial. “Precisamos ser fortes e unidos como eles foram. Não é possível que prefeitos, vices e vereadores não consigam se mobilizar e fazer essa mudança para termos eleições unificadas no Brasil”, defendeu.
Estiveram presentes os senadores José Maranhão (MDB), Daniella Ribeiro (Progressista) e Veneziano Vital do Rêgo (PSB), além dos deputados federais Aguinaldo Ribeiro (Progressista), Edna Henrique (PSDB), Damião Feliciano (PDT), Frei Anastácio (PT), Gervásio Maia (PSB), Julian Lemos (PSL), Pedro Cunha Lima (PSDB), Ruy Carneiro (PSDB), Wellington Roberto (PR), Wilson Santiago (PTB); e a secretária estadual do Desenvolvimento e Articulação Municipal, Ana Cláudia Vital do Rêgo, representando o governador João Azevêdo (PSB).
Entre os deputados estaduais estavam Camila Toscano (PSDB), Ricardo Barbosa (PSB), Wilson Filho (PTB), além do presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Adriano Galdino (PSB).
Iniciativa – A Famup foi a responsável por levar o a pauta ao Conselho Político da Confederação Nacional de Municípios durante o 36º Congresso Mineiro de Municípios, realizado em Minas Gerais. Depois da proposta apresenta por George Coelho, o presidente da CNM, Glademir Aroldi, foi até a Câmara dos Deputados conversar com o autor da PEC e o relator da proposta.
“A gente se reuniu com o relator da matéria, o presidente da CCJ, para tentar construir uma posição que atenda à expectativa da população brasileira. A unificação das eleições é boa para o Brasil por conta da economia. Nós tivemos uma eleição no ano passado e teremos outra no próximo ano. Os orçamentos não se conversam. Em 2017, os Municípios vão estar nos seus planos plurianuais. Agora em 2019, a União e os Estados fazem o deles. Então, nosso orçamento não se alinha”, disse Aroldi.


                Blog do França. 

domingo, 26 de maio de 2019

Bolsonaro pretende passar por cima de todos e de tudo fechando a Câmara,Senado e a Corte Suprema.

Militantes radicais falam em fechar o Congresso e o STF – o que seria um golpe na democracia. Incapaz de se articular com os poderes republicanos, o presidente parece não reprovar a ideia

A boa-fé do político é a clareza; Jair Bolsonaro é a escuridão – toda vez que ele se manifesta, pessoalmente ou no Twitter, dá curto-circuito na democracia do País. Bolsonaro aposta na confusão social e política, como o faz todo governante com temperamento autoritário, porque é nesse clima que ele consegue se vitimizar e responsabilizar os demais poderes republicanos pela paralisia do Brasil – enquanto a culpa é dele próprio, devido, sobretudo, a sua incompetência, inépcia e inabilidade. O truque é velho demais e frequenta a agenda dos que narcisicamente deliram com a perpetuação no poder. Bolsonaro deu as costas à classe política e menospreza o Congresso – poder constituinte imprescindível ao funcionamento democrático de uma Nação -, e isso ocorre desde o primeiro minuto de seu mandato. Nos últimos dias, no entanto, o capitão da reserva ultrapassou os limites de freios e contrapesos inerentes ao Estado de Direito e aos regimes representativos, flertando abertamente com o autoritarismo ao dar motivo à organização de uma manifestação em seu apoio, agendada em cinquenta cidades do País para esse domingo 26. Bolsonaristas radicais alardearam ao longo da semana que “um protesto estava sendo montado”, e a primeira pergunta, a mais óbvia de todas, é a seguinte: protestar contra o quê? É ridículo, mas só se for para protestar contra o próprio Bolsonaro, pois não é outra pessoa, senão ele, a responsável pela fomentação das crises nacionais – nelas incluído o choque entre os poderes federativos.
A ideia do “protesto” flerta com o autogolpe autoritário, pega na mão do arbítrio e beija o regime de exceção, a tal ponto que apoiadores de Bolsonaro, do primeiro time à época de sua campanha eleitoral, não concordam inteiramente com esse ato. O movimento empresarial Brasil 200, por exemplo, que tem entre seus representantes os empresários Flávio Rocha e João Appolinário, diz sim às palavras de ordem que cobram do Legislativo as aprovações da Reforma da Previdência e do pacote anticrime do ministro Sergio Moro. O movimento é literalmente avesso, porém, aos extremismos que pregam o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal. “A forma como a proposta da manifestação surgiu era um pouco nebulosa, vimos pessoas com hashtags sobre invadir o Congresso e o STF”, diz Gabriel Kanner, presidente da entidade. “A nossa orientação é refutar qualquer tipo de pedido nesse sentido”. No interior do Brasil 200, as mensagens de Whatsapp que se liam na semana passada explicitavam “parabéns ao Flávio por não aderir ao ato golpista de Bolsonaro”, “peço a todos que repensem qualquer apoio a esse governo” e “estamos num momento gravíssimo”. Ou seja: o conservadorismo clássico do Brasil 200, que pode até ser de direita, quer economia liberal e democracia política, mas jamais ditadura. O igualmente conservador Movimento Brasil Livre (MBL) segue no mesmo rumo. “Pautas como o fechamento do Congresso e do STF são antiliberais”, diz o deputado federal Kim Kataguiri, um dos líderes do MBL. Assim, nem entre os recém-criados grupos e legendas direitistas o presidente recebe apoio integral. A favor do “protesto” – comandado principalmente por dissidentes radicais das diversas organizações que atuaram em sua campanha eleitoral -, bolsonaristas postaram mensagens que, inimaginavelmente nos dias atuais, de fato pregavam o fechamento da Corte Suprema, da Câmara e do Senado. Nas ruas, o que se verá serão reivindicações em todos os sentidos, algumas plausíveis exigindo as reformas, outras malucas atraindo um golpe.
O presidente Jair Bolsonaro, passando por cima de todos e por cima de tudo, quer uma ligação direta com as ruas e vislumbra o atalho populista – idêntico ao seguido pelo bolivarianismo na arrasada Venezuela -, que descarta as necessárias e saudáveis intermediações de partidos, Parlamento e Justiça na práxis de governar. Se isso é devaneio de Bolsonaro, que julga ter chegado ao Planalto como “missionário de Deus” ou se achando “o próprio Deus”, como o qualificou no Facebook o pastor congolês Steve Kunda, o certo é que tal surto não é um problema somente dele, de seu clã e seguidores, em relação ao qual podemos dar de ombros. Não! Trata-se de loucura que recai sobre todos os brasileiros e que apenas na aparência é oca de sentido. Que ninguém, nem o mais puro coração da Terra, se engane: Bolsonaro, em seu vaivém de morde e assopra o Congresso, de morde e assopra o STF, é o emblema sem retoques de uma das mais geniais análises de William Shakespeare, na tragédia Hamlet, quando o moço príncipe dá sinais de descolamento da realidade. A seu respeito, o conselheiro do reino sentencia: “Loucura embora, lá tem seu método”.
A perigosa metodologia presidencial começou a ser exposta de forma contundente quando, pelas redes sociais, o mandatário divulgou uma mensagem, até então apócrifa, falando de “ingovernabilidade” no Brasil devido às “corporações” instaladas na elite do poder, sobretudo no Congresso (declarou-se posteriormente como autor da escrita o engenheiro Paulo Portinho). Qualquer governante que tivesse uma gota de bom senso no sangue teria jogado a mensagem no lixo, mas o “mito” preferiu tocá-la à frente e com a recomendação de “leitura obrigatória”. Daí veio para militantes extremistas o combustível para as manifestações. Terá gente ponderada no ato? Sim. Mas também terá aqueles que se movem somente pela ideologia e doutrinação, sem compromissos sérios com o País. Até as paredes do Palácio do Planalto, já escoladas nas tramas ideológicas à direita e à esquerda, sabem que Bolsonaro assim agiu com a mensagem de Portinho porque é incapaz de assegurar politicamente a governabilidade. Além disso, era a chance de ele falar em “ruptura” institucional e testar o povo. Houve quem aderisse à tal projeto imediatamente, feito os dirigentes do Clube Militar, que assumiram a convocação no Rio de Janeiro – é todo mundo da reserva e sem comando de tropa. E o líder do governo no Senado, major Olímpio, que orgulhou-se em dizer que “encabeçava o movimento” – eis uma frase que de fato lembra golpe: “encabeçava o movimento”.
 
                     
ESTRATÉGIA Jânio renunciou falando em “forças ocultas e terríveis”. Pensou que o povo o reconduziria ao Planalto. Bolsonaro faz o inverso: primeiro testa as ruas para depois, quem sabe, tentar o golpe
                                 O transatlântico e a canoa
Houve, no entanto, uma espécie de vitória antecipada das instituições democráticas, à medida que o próprio presidente do PSL, deputado federal Luciano Bivar, veio a público declarar que “a manifestação é sem sentido”. Contrário, também, dizia-se o líder do governo na Câmara, deputado federal Vitor Hugo. Finalmente, outra dura crítica à manifestação foi imposta pela deputada estadual Janaina Paschoal, de São Paulo. Com a força e o prestígio de parlamentar mais votada, Janaina iniciou os primeiros movimentos para deixar o PSL e disparou que o presidente está “gerando crises”. Na mesma linha foi o líder da comissão da Reforma da Previdência, Marcelo Ramos, para quem Bolsonaro arma “uma cilada”. “O problema dele não é com o Congresso nem com os parlamentares do centrão. É com a democracia e as instituições”, diz Ramos. “É surreal que alguém que viva da política há vinte e oito anos, que botou a família inteira na política, diga agora que a política não presta”. Para atar as duas pontas do cordão de isolamento que se faz em relação a Bolsonaro e ao seu personalismo, integrantes de dez partidos (entre eles PSDB, Cidadania, PT e PDT) reuniram-se em São Paulo e criaram uma cúpula suprapartidária de oposição, lançando o movimento “Direitos Já, Fórum pela Democracia”. Todas essas pessoas concordam com reivindicações realistas, mas é claro que jamais endossariam nem endossarão atitudes contra a democracia.
Com certeza Bolsonaro não esperava ficar tão isolado e nem supunha que o desembarque de tanta gente, daquilo que já lhe foi um transatlântico de apoio e hoje virou canoa sem remo, se daria com tamanha rapidez. Restam-lhe as ruas, mas as ruas são uma incógnita – e, nelas, ele não poderá estar pessoalmente para não correr o risco de impeachment por crime de responsabilidade. É bastante razoável supor que boa parte da militância radical anônima esteja presente no tal “protesto”, mas a cartada do presidente é contar com massiva participação do cidadão, digamos, comum. É dele que Bolsonaro precisa para se apoiar, após afrontar abertamente as instituições e, particularmente, a classe política. Jair Bolsonaro não conhece a história de seu próprio País, sequer a mais recente, porque, se a conhecesse, não teria esticado a corda sob risco de vê-la arrebentar.
Bastaria a ele lembrar de Fernando Collor e Dilma Rousseff, que quando se sentiram náufragos no mar de lama da corrupção insuflaram a população. Apelaram às ruas. E caíram do poder. Ainda no campo da história, a estratégia de Bolsonaro se aproxima, sobretudo, da tática de Jânio Quadros, em agosto de 1961. Jânio renunciou após sete meses na Presidência da República, falando em “forças ocultas” e “forças terríveis” que o impediam de governar. Tudo mentira. Ele acreditou que o povo o reconduziria nos braços ao Planalto, tal a sua popularidade sob o lema de “varrer a bandalheira”. Aconteceu o inesperado: o povo silenciou. Bolsonaro transformou as “forças ocultas” em “corporações” que levam à “ingovernabilidade”, mas está tomando uma precaução: testa as ruas antes de tentar o autogolpe. Seguindo o axioma matemático, a ordem dos fatores foi invertida, porém o resultado é bem provável que seja o mesmo: o suicídio político.
             A RUA E A QUEDA DE PRESIDENTES DA REPÚBLICA
Sempre que um governante do Brasil convoca a população para defendê-lo em praça pública, em uma situação de crise de poder, ele se dá mal. É quase uma regra. Começou com Jânio Quadros, que em agosto de 1961 tentou dar um golpe denunciando “forças terríveis e ocultas” que estariam atuando contra ele. Acabou sem apoio e sem cargo, além de ser classificado como lunático. Nenhum cidadão mexeu uma palha para mantê-lo no governo.
Outro caso notável é o do ex-presidente Fernando Collor, que, atolado em denúncias de corrupção, convocou, no dia 13 de agosto de 1992, em um pronunciamento na televisão, a população a vestir as cores verde e amarelo no domingo 16 e sair às ruas em defesa do governo. Seria uma resposta aos que o acusavam de corrupção. Em vez do verde e amarelo o que se viu foram milhares de jovens e adultos tomando as ruas das capitais vestidos com roupas negras e com o rosto pintado na mesma cor, em um sinal de luto contra a roubalheira. O movimento ficou conhecido como “caras-pintadas”. O mandato de Collor acabou em impeachment.
Dilma Rousseff, que, mais recentemente, chamou a população para ir às ruas defendê-la, também deu com os burros n’água. O chamado serviu de pretexto para a oposição se mobilizar. Diversas manifestações que reuniram centenas de milhares de pessoas tomaram o País entre 2015 e 2016 e definiram o seu destino, Dilma, pediu apoio do povovo. Também acabou sendo deposta.

                         Blog do França
                         Fonte: ISTOÈ

Governo de Pernambuco inicia obras da duplicação da BR-232 entre São Caetano e Belo Jardim, no Agreste

O Governo de Pernambuco iniciou, nesta quarta-feira (5), as obras da primeira etapa da duplicação da BR-232, no trecho entre os municípios d...