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terça-feira, 20 de outubro de 2026

No Agreste e Sertão o TRE-PE informa que 8 sessões eleitorais mudaram de endereço no 2º turno.

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) informou que oito seções eleitorais distribuídas em três locais de votação terão mudança de endereço no segundo turno das Eleições 2026, agendado para o próximo domingo (25). As alterações abrangem 2.914 eleitores aptos a votar nos municípios de Buíque, Tacaimbó e Floresta.

Segundo o órgão, as adequações representam uma fração reduzida diante das 22.091 seções instaladas nos 3.406 locais de votação do estado, onde os demais endereços permanecem idênticos aos do primeiro turno. As modificações atendem a solicitações de eleitores, recomendações do Ministério Público e, no caso de Tacaimbó, à realização de obras no prédio anteriormente utilizado.

Em Buíque, no Agreste, as seções 005 e 006 deixam a Secretaria Municipal de Assistência Social e retornam ao prédio da Câmara Municipal, na Rua Doutor João Hiecenio Alves Maciel, nº 111 — endereço que fica a apenas 150 metros do local anterior e envolve 756 eleitores.

Em Floresta, no Sertão, as seções 068, 091, 121 e 123 foram transferidas da Unidade Básica de Saúde Dr. Cantidiano Valgueiro de Carvalho para a Creche Municipal Professora Nair Diniz Ferraz, na Rua Adalberto Emílio Novaes, no mesmo bairro, atendendo 1.568 votantes.

Já em Tacaimbó, no Agreste, reformas na Escola Manoel Martins de Lima, na Vila Igrejinha, motivaram a transferência das seções 107 e 112 para a Escola Maria Luíza Pereira, localizada na Rua Velha, nº 13, no Centro. A medida afeta 590 eleitores da zona rural, e o TRE-PE garantirá transporte gratuito para o deslocamento até o novo ponto.

Para avisar os moradores, os cartórios eleitorais instalaram faixas explicativas nos prédios afetados e veiculam comunicados em rádios locais e carros de som.

A Justiça Eleitoral orienta os eleitores a confirmarem o local de votação antes de sair de casa. A verificação pode ser feita pelo aplicativo e-Título, pelo portal oficial (www.tre-pe.jus.br) ou por meio do telefone e WhatsApp (81) 3194-9400.


Lula formaliza ao TSE abertura de sigilo caso Flávio Bolsonaro entregue seus dados

 

Campanha do Presidente percebe que tema causa desgaste a adversário e o pressiona na reta final; ideia foi inicialmente lançada no debate da Band.

O presidente e candidato a reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) formalizou nesta terça-feira (20) a proposta abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico caso seu adversário no segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), faça o mesmo. A formalização foi feita por meio de documento entregue ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Lula tem batido nessa tecla desde de o último domingo (18), quando, no debate presidencial da TV Bandeirantes, desafiou o adversário a abrir seus sigilos. A campanha do presidente avalia esse como um dos pontos altos da participação do presidente no debate. Também identificou que, ao não aceitar o desafio, Flávio Bolsonaro se desgastou com setores do eleitorado.

O documento entregue por Lula ao TSE afirma que a medida inclui ele próprio, sua mulher Janja Lula da Silva e seus filhos, Lurian Cordeiro Lula da Silva, Marcos Cláudio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, Sandro Luís Lula da Silva e Luís Claudio Lula da Silva. Fábio Luís é o filho conhecido nacionalmente como Lulinha.

A proposta de Lula é que também sejam abertos os sigilos de pessoas jurídicas das quais os candidatos sejam sócios ou administradores, “bem como em cujas contas bancárias figurem como responsáveis financeiros ou – usuário máster -, nas palavras usadas no documento.

Lula afirma ser sócio de uma única pessoa jurídica, a L.I.L.S. PALESTRAS, EVENTOS E PUBLICAÇÕES LTDA. A abertura dos sigilos incluiria informações dos últimos oito anos.

A menção a “usuário máster” é uma referência a investigação que aponta que Flávio tinha acesso operacional relevante em uma conta bancária pertencente a empresa offshore Alcazar Holding, da qual o advogado Willer Tomaz.

A condição estipulada por Lula para abrir as informações é que Flávio, seu pai e ex-presidente Jair Bolsonaro; sua mãe, Rogéria Bolsonaro; seus irmãos Carlos Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro; e sua mulher, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, também as disponibilizem.

Além da offshore ligada a Willer Tomaz, o petista cita quatro outras empresas que seriam ligadas a Flávio e precisariam ter os sigilos abertos em caso de aceite do desafio.

“A divulgação pública dos dados bancários, fiscais e telefônicos dos dois candidatos, anterior à próxima quarta-feira (21), é fundamental para que a população brasileira seja devidamente informada e possa decidir livremente em quem vai votar”, afirma o documento assinado por Lula.

O texto foi apresentado à imprensa nesta terça-feira pelo secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, e pelo advogado Angelo Ferraro, que representa a campanha. De acordo com os lulistas, as informações poderiam ser disponibilizadas em plataformas como a Divulgacand ou outras páginas na internet.





Congresso esvazia pauta na semana do segundo turno presidencial

Deputados e senadores passam a atuar diretamente nas campanhas de seus aliados; fluxo deve ser retomado na próxima semana.

O Congresso Nacional entra na semana decisiva do segundo turno das eleições de 2026 com a pauta esvaziada e sem expectativa de votações em Plenário. A proximidade da disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), marcada para este domingo (25), deslocou a atenção de parlamentares para as campanhas e reduziu a movimentação parlamentar em Brasília.

O esvaziamento já era esperado por lideranças partidárias diante da reta final das eleições. Deputados e senadores passaram a atuar diretamente nas campanhas de seus aliados, dificultando a formação de quórum para votações que possam provocar divisões entre as bancadas. A expectativa é que temas de maior repercussão sejam retomados depois da definição das urnas.

Na Câmara, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), já havia sinalizado aos líderes partidários que pretendia evitar pautas controversas no período entre os dois turnos. A orientação comunicada às bancadas foi priorizar propostas com acordo político e evitar transformar o plenário em palco de disputas que poderiam repercutir diretamente na campanha presidencial.

Com isso, a última semana antes da votação tende a ser marcada mais pela movimentação eleitoral fora de Brasília do que por grandes decisões legislativas. O segundo turno está oficialmente marcado para 25 de outubro, quando os eleitores voltarão às urnas para escolher presidente da República e governadores nos Estados onde houver necessidade de uma segunda votação.

Por outro lado, o Senado trouxe à mesa de negociação pautas consideradas prioritárias ao governo. Um dos temas de maior repercussão foi a mudança constitucional relacionada à escala de trabalho 6x1, aprovada no Senado e promulgada na última sexta-feira (16).

Já a PEC da Segurança Pública foi retirada de pauta após disputa entre integrantes da base do governo sobre a proposta do líder do PT, Camilo Santana (PT-CE), de reduzir a maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos. A matéria, uma das prioridades do Executivo, só deve ser votada depois do segundo turno.

Também avançou o aumento do teto do MEI dos atuais R$ 81 mil para R$ 140 mil, este nas duas Casas. De autoria do governo federal, o projeto de lei complementar 186/2026concluiu a tramitação na Câmara dos Deputados na quarta-feira (14) e já foi aprovado no Senado no dia seguinte.

Agenda

Enquanto a Câmara dos Deputados não tem agenda, o Senado deve realizar duas sessões especiais de homenagem. Na terça-feira (20), o Plenário celebra o aniversário de 60 anos da Universidade Federal de Campinas (Unicamp). Já no dia seguinte, a comemoração é sobre os 120 anos do primeiro voo do 14-Bis, data que abrange o Dia do Aviador e o Dia da Força Aérea Brasileira.


 










segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Governo antecipa pagamento de Bolsa Família antes do 2º turno

 O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antecipou o calendário de pagamentos do Bolsa Família para outubro, novembro e dezembro. Com a mudança, todos os beneficiários receberão os valores reajustados antes do segundo turno das eleições presidenciais.

O novo cronograma foi publicado nesta segunda-feira, 19, por meio de portaria. Os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) terminado em 1 recebem hoje, 19, enquanto aqueles com final 2 terão o dinheiro depositado amanhã, 20. Na quarta-feira, 21, o governo unificará os pagamentos para os demais beneficiários, com NIS terminado em 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 0. Pelo calendário original, os depósitos ocorreriam até o dia 30, após o segundo turno.

Em setembro, o governo anunciou um reajuste de cerca de 15% no Bolsa Família. O valor mínimo por família passou de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio chegou a R$ 777. Em nota, o Executivo justificou a antecipação como uma medida preventiva para “mitigar os efeitos do super El Niño sobre as famílias mais vulneráveis”. A mudança, porém, também fará com que todos os beneficiários recebam os valores atualizados antes da votação.

- Segundo o Ministro do Planejamento, Bruno Moretti, o reajuste recompõe as perdas do poder de compra acumuladas desde o início de 2023, conforme previsto na legislação do programa. Para custear a medida, o governo prevê remanejar recursos disponíveis em áreas com sobras orçamentárias e utilizar economias obtidas com a revisão cadastral e o combate a fraudes, sem elevar o limite total de gastos neste ano.





Em apoio a Lula e em defesa da democracia, multidões vão às ruas em todo o país

Atos em várias cidades mostram apoio ao petista

Apoiadores do presidente Lula voltaram às ruas neste domingo (18) em uma mobilização nacional pela democracia e pela reeleição do petista. A uma semana do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro, manifestações em diferentes regiões do país reúnem estudantes, artistas, movimentos sociais e lideranças políticas em uma demonstração de apoio ao presidente.

Com bandeiras do Brasil, camisetas vermelhas, cartazes e apresentações musicais, os participantes ocupam ruas, praças e avenidas de capitais como Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Florianópolis e Maceió. Os atos também buscam ampliar o diálogo com eleitores indecisos e incentivar a participação daqueles que não compareceram às urnas no primeiro turno.

Parte das mobilizações integra a iniciativa “Bora Virar”, que pretende fortalecer a candidatura de Lula na reta final da disputa contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). O movimento ganhou força após o primeiro turno, realizado em 4 de outubro, quando o candidato da extrema direita terminou à frente do atual presidente.

A mobilização deste domingo dá continuidade a uma série de manifestações organizadas principalmente por estudantes e movimentos sociais desde o início do segundo turno. No último dia 11, uma grande manifestação ocupou a Avenida Paulista, em São Paulo, com a presença do próprio Lula.

Rio de Janeiro: artistas se reúnem em Copacabana em grande ato pela democracia e reeleição de Lula

A Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, foi palco de uma grande mobilização artística e política em apoio à reeleição do presidenten Lula neste domingo (18). Convocado pelo cantor Caetano Veloso e pelo movimento 342 Artes, o Ato Musical pela Democracia reuniu artistas de diferentes gerações e estilos musicais, além de apoiadores do petista.

A concentração começou por volta das 14h, na altura do Posto 5, e as apresentações musicais tiveram início às 16h15, com a abertura do cantor e compositor Edu Krieger. Entre os artistas presentes no evento estão Caetano Veloso, Djavan, Simone, Marina Sena, Chico César, João Bosco, Frejat, Fernanda Abreu, Ivan Lins, Rubel, Duda Beat e Xamã.

A realização do evento musical em Copacabana também foi alvo de uma tentativa de impedimento judicial. O Partido Novo pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que barrasse a manifestação, sob a alegação de que apresentações de artistas poderiam configurar comícios disfarçados. O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, no entanto, negou o pedido e permitiu a realização do ato. Os organizadores esclareceram que a iniciativa não integra a agenda oficial da campanha de Lula e que parte das despesas seria custeada com recursos próprios.

O ator Paulo Vieira, apresentador do evento, criticou uma tentativa feita na Justiça de barrar o ato. “Tentaram impedir que esse evento acontecesse, mas não conseguiram. A democracia é justamente isso, poder fazer arte, cantar, se manifestar”, disse Vieira. “Não é comício, não é showmício e não é ato de campanha.”

O público presente carrega camisetas e adesivos de Lula e bandeiras do presidente. Políticos, como o deputado eleito Guilherme Cortez (PSOL-SP) e o deputado Henrique Vieira (PSOL-RJ) estão no evento.

A mobilização transformou a orla carioca em um espaço de manifestação política e cultural, unindo música e defesa da democracia na reta final da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL).

A realização do evento musical em Copacabana também foi alvo de uma tentativa de impedimento judicial. O Partido Novo pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que barrasse a manifestação, sob a alegação de que apresentações de artistas poderiam configurar comícios disfarçados. O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, no entanto, negou o pedido e permitiu a realização do ato. Os organizadores esclareceram que a iniciativa não integra a agenda oficial da campanha de Lula e que parte das despesas seria custeada com recursos próprios.

O ator Paulo Vieira, apresentador do evento, criticou uma tentativa feita na Justiça de barrar o ato. “Tentaram impedir que esse evento acontecesse, mas não conseguiram. A democracia é justamente isso, poder fazer arte, cantar, se manifestar”, disse Vieira. “Não é comício, não é showmício e não é ato de campanha.”

O público presente carrega camisetas e adesivos de Lula e bandeiras do presidente. Políticos, como o deputado eleito Guilherme Cortez (PSOL-SP) e o deputado Henrique Vieira (PSOL-RJ) estão no evento.

Rio de Janeiro: estudantes ocupam a Candelária e Chico Buarque defende a democracia

Também no Rio de Janeiro, estudantes, movimentos sociais e apoiadores do presidente se reuniram na região da Candelária, no Centro, durante a manhã deste domingo. Convocada pela União Nacional dos Estudantes (UNE), com apoio de partidos como PT e PDT, a manifestação destacou a defesa da educação pública, da juventude e da democracia. O público ocupou um trecho da Avenida Presidente Vargas, levando bandeiras, cartazes e palavras de ordem em apoio à reeleição de Lula.

Um dos momentos de maior destaque foi a participação do cantor e compositor Chico Buarque, recebido com entusiasmo pelos manifestantes. Diante do público, o artista fez uma defesa da democracia e ressaltou o protagonismo dos estudantes na mobilização política.

A capital fluminense também registrou mobilização na região do Viaduto de Madureira, na Zona Norte. Para a tarde, está previsto um grande ato musical no Posto 5 de Copacabana, convocado por Caetano Veloso e com a participação anunciada de artistas como Djavan, Simone, Frejat, Marina Sena e Chico César.

Brasília: apoiadores caminham pela Esplanada até o Congresso Nacional

Na capital federal, apoiadores de Lula ocuparam a Esplanada dos Ministérios desde as primeiras horas da manhã. A concentração começou por volta das 9h, em frente ao Museu Nacional da República, reunindo manifestantes em uma caminhada de apoio à reeleição do presidente. A mobilização provocou bloqueios de vias na região central de Brasília.

Por volta do meio-dia, os participantes seguiram em direção ao Congresso Nacional, enfrentando o forte calor da capital. O ato faz parte da iniciativa “Bora Virar”, organizada para ampliar o diálogo com a população, conquistar novos votos e incentivar a participação dos eleitores no segundo turno.

A mobilização ocorre poucos dias depois de outro ato realizado na Esplanada, na última terça-feira (13), convocado pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade de Brasília (UnB), com apoio da UNE. Na ocasião, milhares de pessoas participaram da manifestação, evidenciando a atuação do movimento estudantil na campanha pela reeleição.

Lula permaneceu em Brasília durante o dia, sem participar presencialmente da manifestação. O presidente se prepara para o debate presidencial previsto para a noite deste domingo, na Band, quando enfrentará Flávio Bolsonaro. No Distrito Federal, os eleitores também voltarão às urnas para escolher o governador, em uma disputa entre Leandro Grass (PT), aliado de Lula, e Celina Leão (PP), apoiadora do candidato do PL.

Salvador: Gilberto Gil, Daniela Mercury e BaianaSystem participam de ato pela democracia

Em Salvador, a música e a mobilização política se encontram no “Ato Pela Democracia”, organizado para este domingo com a participação de importantes nomes da cultura brasileira. A concentração começou às 13h, no Clube Espanhol, em Ondina, com programação de apresentações e um percurso em trio elétrico até o Farol da Barra.

Entre os artistas anunciados estão Gilberto Gil, Daniela Mercury, BaianaSystem, Zélia Duncan, Armandinho Macêdo, O Kanalha, Rachel Reis e Buja Ferreira, vocalista da Timbalada. A programação também reúne grupos tradicionais da cultura afro-baiana, como Ilê Aiyê, Cortejo Afro, Filhos de Gandhy e Banda Didá, ampliando a presença de diferentes expressões culturais na manifestação.






Morre, aos 84 anos, Benito Di Paula, autor de ‘Retalhos de cetim’ e ‘Charlie Brown’


Artista fez do piano sua batucada e foi enredo da Águia de Ouro no Carnaval paulistano de 2025

Por Brasil de Fato

O cantor, compositor e pianista Benito Di Paula morreu na noite deste domingo (18), aos 84 anos, no Hospital 9 de Julho, em São Paulo (SP), em decorrência de complicações de um câncer de próstata. Ele enfrentava a doença havia cerca de um ano. Ainda não há informações sobre velório e enterro. Faltava pouco mais de um mês para ele completar 85 anos.

Batizado Uday Vellozo, Benito nasceu em 28 de novembro de 1941 em Nova Friburgo (RJ) e cresceu no Rio de Janeiro. Antes da fama, fez carreira como crooner na noite, tocando em boates e bailes, e se estabeleceu em Santos (SP), onde formou seu primeiro grupo.

O samba feito no piano

Foi justamente nas teclas que Benito encontrou sua marca. Sem formação musical formal, ele tocava o piano como instrumento de percussão. Nunca se apresentou como herdeiro da linhagem de Martinho da Vila e Paulinho da Viola, seus contemporâneos de sucesso. Preferia se definir como “sambeiro” e “pianeiro”. Sua principal referência declarada era Ataulfo Alves.

O estilo, chamado na época de “sambão-joia” e muitas vezes torcido pela crítica, é apontado como precursor do pagode romântico que dominaria as rádios nos anos 1990, com grupos como o Raça Negra. O visual também ficou na memória do país, com cabelos longos, anéis, colares e gravatas-borboleta nos auditórios da TV.

Seu primeiro álbum saiu em 1971, mas a virada veio em 1973, com o samba-canção “Retalhos de cetim”. A partir dali, Benito emplacou uma sequência de sucessos, sobretudo até 1977, entre eles “Charlie Brown” (1974), “Do jeito que a vida quer” (1976) e “Assobiar e chupar cana” (1977). Seu último grande êxito foi “Amigo do sol, amigo da lua” (1984), tema da novela “A gata comeu” (TV Globo, 1985).

Afastado das grandes gravadoras a partir dos anos 1990, o artista lançou poucos discos de inéditas nas décadas seguintes, o último deles em 2021, quando completou 80 anos. Nos últimos anos, sua obra passou por uma reavaliação.

Em parceria com o filho, Rodrigo Vellozo, ele revisitou o repertório em “Benito 80: Novo Samba Sempre Novo”, com participações de nomes como Teresa Cristina, Xande de Pilares e Zeca Baleiro. Em 2025, foi homenageado como enredo da Águia de Ouro no Carnaval de São Paulo e desfilou em um dos carros alegóricos da escola.



Flávio Bolsonaro mente e distorce 16 vezes em debate contra Lula na Band


Checagem da aos fatos expõe falsidades sobre criminalidade, armas e tarifaço; senador também distorceu dados econômicos e fez acusações sem comprovação contra Lula.

Flávio Bolsonaro (PL) fez três afirmações falsas e outras 13 imprecisas durante o primeiro debate presidencial do segundo turno, realizado neste domingo (18), na Band. O candidato utilizou informações incorretas sobre criminalidade, armamento, economia e relações internacionais para atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O resultado faz parte de uma checagem do Ranking dos Políticos, que examinou 76 declarações dos dois candidatos. Das 29 afirmações verificáveis de Flávio, 16 apresentaram problemas: três foram classificadas como falsas, 13 como imprecisas e outras 13 como verdadeiras.

As verificações da Agência Lupa e do Aos Fatos também identificaram mentiras e informações enganosas que circularam durante o confronto, incluindo acusações envolvendo Daniel Vorcaro, os gastos de Lula e Janja e supostos recordes negativos da economia brasileira.

Flávio Bolsonaro no debate da Band: as três afirmações falsas

1. Recorde de criminalidade no governo Lula

Flávio voltou a afirmar que o Brasil vive um recorde de criminalidade. A declaração contraria os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que apontou, em 2025, a menor taxa de mortes violentas intencionais desde o início da série histórica, em 2012.

O país continua enfrentando índices elevados de violência e registrou recorde de feminicídios, mas esses dados não sustentam a afirmação generalizada de que houve um recorde de criminalidade no governo Lula.

2. Negação dos números de armas e munições do governo Bolsonaro

Ao rebater Lula, Flávio afirmou que os números de armas e munições liberadas durante a gestão de Jair Bolsonaro não existiam e acusou o presidente de mentir.

Os dados, entretanto, existem. O arsenal registrado de colecionadores, atiradores e caçadores (CACs) ultrapassou a marca de 1 milhão de armas. Levantamento do Instituto Sou da Paz também contabilizou aproximadamente 994 milhões de munições comercializadas no período.

3. Governo Lula não teria enviado ninguém aos Estados Unidos contra o tarifaço

Flávio afirmou que o governo brasileiro não enviou representantes aos Estados Unidos para defender as empresas prejudicadas pelas tarifas impostas por Donald Trump.

A declaração é falsa. O vice-presidente Geraldo Alckmin participou das negociações comerciais com autoridades norte-americanas, enquanto o chanceler Mauro Vieira esteve em Washington para encontros diplomáticos. Uma comitiva de senadores brasileiros também viajou aos Estados Unidos.

As outras 13 falas imprecisas de Flávio

Além das três afirmações falsas, o Ranking dos Políticos classificou outras 13 declarações do senador como imprecisas. São falas que contêm algum elemento verdadeiro, mas apresentam números equivocados, deixam de considerar informações relevantes ou oferecem interpretações incompatíveis com os dados completos.

4. Prisão de até 80 anos para chefes de facções. Flávio afirmou que líderes de organizações criminosas poderão ficar até 80 anos presos. A Lei Antifacção, proposta pelo governo Lula e sancionada em março de 2026, permite penas elevadas, mas o Código Penal estabelece, como regra, o limite de 40 anos para o cumprimento efetivo das penas privativas de liberdade.

5. Porto de Santos como segundo maior exportador de cocaína. O senador apresentou Santos como o segundo porto que mais exporta cocaína no mundo e atribuiu essa condição ao governo Lula. Relatórios internacionais identificam Santos como uma rota importante do tráfico, mas não estabelecem essa colocação em um ranking mundial. O problema também é anterior à atual gestão.

6. Queda dos juros após sua passagem ao segundo turno. Flávio afirmou que sua classificação para a etapa final da eleição provocou uma redução de 2% nos juros futuros. Houve recuo em contratos de juros, mas em magnitude inferior à anunciada. A atribuição exclusiva desse movimento à candidatura também não foi demonstrada.

7. Recorde negativo da dívida pública. Flávio citou uma dívida de aproximadamente R$ 11 trilhões, valor compatível com os dados do Banco Central. O problema foi apresentá-la como recorde absoluto sem considerar a relação com o PIB. Nesse indicador, o pico de 87,6% ocorreu em 2020, durante o governo Jair Bolsonaro.

8. Bolsonaro teria garantido Bolsa Família de R$ 600. Flávio atribuiu ao pai a elevação do benefício ao valor mínimo de R$ 600. O pagamento ocorreu em 2022, mas tinha caráter temporário, com término previsto para dezembro daquele ano. Sua continuidade foi viabilizada pela PEC da Transição.

9. Supostos pagamentos do Careca do INSS a Lulinha. O candidato associou diretamente o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, a pagamentos de Antônio Carlos Camilo Antunes. A Polícia Federal apura suspeitas citadas em depoimentos, mas a investigação não havia identificado pagamentos diretos na análise mencionada pela checagem. Não existe conclusão definitiva sobre a acusação.

10. Frei Chico e o escândalo do INSS. Flávio acusou um sindicato ligado ao irmão de Lula de roubar aposentados. José Ferreira da Silva, o Frei Chico, é vice-presidente do Sindnapi, entidade investigada, mas não é alvo direto da apuração e não há condenação que permita atribuir a ele os crimes investigados.

11. Responsabilidade do PT por mudanças no controle do INSS. O senador responsabilizou a bancada petista por alterações em uma medida provisória do governo Bolsonaro relacionada aos descontos associativos. A emenda que flexibilizou a revalidação teve autoria de um parlamentar do PSB, com apoio petista. Bolsonaro também sancionou, em 2022, legislação que eliminou a exigência de revalidação.

12. PT teria governado 20 dos últimos 24 anos. Flávio apresentou uma contagem superior ao tempo efetivo de governos petistas. Considerados os mandatos de Lula e Dilma Rousseff desde 2003, o PT esteve na Presidência por aproximadamente 17 dos últimos 24 anos.

13. Condenações de Lula por corrupção. Flávio voltou a lembrar que o presidente foi condenado e preso. O senador deixou de considerar que as condenações foram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal em 2021, razão pela qual elas não permanecem juridicamente válidas.

14. Votos de presidiários em Lula. O candidato afirmou que 73% dos presidiários votaram no petista. Nas seções instaladas em unidades prisionais, Lula obteve aproximadamente 79,8% dos votos em 2022. A generalização é enganosa porque apenas presos provisórios, sem condenação definitiva, podem votar. Foram cerca de 4,9 mil votos nessa condição.

15. Supostas condenações de Lula por fake news. Flávio afirmou que Lula já foi condenado diversas vezes pelo TSE por desinformação. Houve decisões contra peças da campanha petista, incluindo concessão de direito de resposta, mas não há registro que sustente a alegação de várias condenações pessoais do presidente.

16. Negação de responsabilidade pelo tarifaço. Flávio afirmou que ninguém trabalhou para impor tarifas contra empresas brasileiras. A declaração desconsidera a atuação política de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e o fato de Trump ter relacionado medidas comerciais ao processo judicial contra Jair Bolsonaro. Não há, entretanto, comprovação de que Eduardo tenha solicitado especificamente a tarifa, motivo pelo qual a fala foi classificada como imprecisa.

Vorcaro, viagens de Janja e outras mentiras no debate

As verificações feitas pelo Aos Fatos e pela Agência Lupa encontraram outras alegações falsas ou sem comprovação. Como os levantamentos adotam seleções e classificações diferentes, essas declarações não integram necessariamente as 16 ocorrências do Ranking dos Políticos.

Um dos episódios mais graves envolve Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Flávio repetiu que um suposto áudio do banqueiro revelaria um pagamento clandestino de R$ 30 milhões ao Instituto Lula para financiar um documentário sobre o presidente.

A Lupa classificou a acusação como insustentável. A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República negaram a existência do depoimento atribuído a Vorcaro, e não foram apresentados comprovantes dos supostos pagamentos. O material mencionado também não aparece nas propostas formais de delação examinadas pela imprensa.

A circulação de acusações envolvendo o banqueiro e a família Bolsonaro já havia sido abordada pela Revista Fórum em reportagem sobre a denúncia de um suposto vazamento de material contra Lula.

Flávio também afirmou que Lula e a primeira-dama Janja gastaram R$ 7 bilhões em viagens. O Aos Fatos classificou a declaração como falsa. O montante divulgado em publicações nas redes sociais corresponde a despesas de viagens de diferentes órgãos federais, e não a gastos pessoais do presidente e de sua esposa.

Outra informação desmentida foi a de que o governo Lula teria estabelecido um recorde de empresas fechadas. A checagem apontou que os dados não sustentam a afirmação nos termos apresentados pelo candidato.

Na segurança pública, Flávio também alegou que o atual governo coloca criminosos perigosos nas ruas simplesmente por falta de vagas nas prisões. A Agência Lupa classificou a declaração como falsa. A legislação não determina soltura automática de condenados pela falta de vagas; eventuais mudanças no regime de cumprimento da pena dependem de decisão judicial e de requisitos específicos.

Lula cobrou abertura de sigilos durante o confronto

Um dos momentos de maior tensão do debate ocorreu quando Lula desafiou Flávio Bolsonaro a abrir os sigilos bancários e telefônicos dos dois candidatos e de seus familiares antes do segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Flávio respondeu que não tinha nada a esconder, mas não confirmou que aceitaria a proposta apresentada pelo presidente. Em seguida, voltou a fazer acusações envolvendo o Instituto Lula e supostos recursos movimentados fora de contas bancárias.

O Ranking dos Políticos também encontrou erros nas declarações do presidente: das 47 falas de Lula analisadas, nove foram consideradas falsas, 23 imprecisas e 15 verdadeiras. A contagem se restringe às afirmações factuais selecionadas, sem incluir opiniões, promessas ou perguntas.

Ao final da noite, a disputa deixou um conjunto de afirmações documentadas e submetidas a checagem pública. No caso de Flávio, 16 das 29 declarações examinadas pelo Ranking dos Políticos não passaram integralmente pelo confronto com os fatos.
















No Agreste e Sertão o TRE-PE informa que 8 sessões eleitorais mudaram de endereço no 2º turno.

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) informou que oito seções eleitorais distribuídas em três locais de votação terão mudanç...