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domingo, 26 de setembro de 2021

Projeto de Deputado pernambucano quer proibir que Polícia Militar faça segurança de eventos privados

"A intenção é que festas nos quais haja comércio ou que tenham lucro, contratem empresas privadas que fiquem responsáveis em fazer a segurança do evento."

O deputado federal Pastor Eurico (Patriota/PE) apresentou um projeto de lei proibindo policiamento militar em eventos privados nos quais haja comércio ou que tenham lucro. A segurança, nesses casos, seria feita exclusivamente por empresas privadas.

Com a proibição, mais policiais estarão disponíveis nas ruas, já que os efetivos militares não estarão imobilizados em eventos, assegura Pastor Eurico. “No momento em que eles estão lá, em seguranças de eventos, as ruas ficam desprotegidas e a população fica nas mãos da bandidagem”, diz.

“A quantidade de policiais em Pernambuco é muito baixa — um policial para cada quase 500 pessoas — e eles não devem ser deslocados para efetuar segurança em eventos privados cujo intuito seja a geração de lucro para seus organizadores”, acrescenta.

O Brasil é o país onde a população mais sente medo da violência, segundo o levantamento Global Peace Index (GPI) de 2021. Além disso, dados do monitor da violência apontam que 95% das mortes violentas em Pernambuco foram de homicídios dolosos, justamente os crimes que a polícia militar pode combater com mais efetivo nas ruas.

O projeto de Pastor Eurico está tramitando na Câmara desde 2019, e o relator na Comissão de Segurança Pública é o deputado Fernando Rodolfo (PL/PE), que, inicialmente, havia apresentado um parecer a favor do projeto, mas mudou de posição e agora quer rejeitar o texto.




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Prefeitura de Jataúba intensifica ações de combate a Covid-19 na feira livre do município

"Uma semana após a publicação do decreto, os números de casos positivos no município diminuíram quase 50%."

Nesta quinta e sexta-feira respectivamente, a Prefeitura de Jataúba através de uma ação conjunta entre as secretarias de Saúde e Agricultura, intensificou ações no município visando o combate a proliferação da Covid-19, bem como garantir o cumprimento do Decreto Municipal 56/2021 de 14 de setembro, que torna obrigatório o uso de máscara em todo o espaço público e de uso coletivo no âmbito do município.

As ações ocorreram na feira livre e na feira de gado simultaneamente onde equipes das duas secretarias, e da vigilância em saúde orientaram os feirantes e população em geral e fizeram a distribuição de máscaras, panfletos educativos e fizeram a aplicação do álcool em gel.

Vale salientar que o decreto inicialmente está em vigor até o dia 30 de setembro podendo ser prorrogado, além da obrigatoriedade do uso de máscara o mesmo ainda proíbe festas de qualquer natureza e a prática de esportes coletivos, bem como qualquer tipo de eventos que provoquem aglomerações.

Uma semana após a publicação do decreto, os números de casos positivos no município diminuíram quase 50%, por isso, o apelo da gestão é que toda a população, comerciantes da cidade e Zona Rural façam a sua parte para que juntos possamos vencer a Covid-19 e logo possamos voltar a normalidade. Confire o vídeo:




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       ASCOM – Prefeitura de Jataúba/PE

JATAÚBA- Aliamento para o turismo ecológico

 A Secretaria de Educação, Esportes, Cultura, Turismo e Lazer participou de uma reunião, na manhã desta sexta (24/09), para implantar e fortalecer o turismo ecológico em Jataúba.

O encontro aconteceu na sede da Secretaria de Cultura, Turismo e Desenvolvimento Econômico de Brejo da Madre de Deus, com a participação do Diretor de Turismo de Jataúba, Geraldo Silva, além de Denis Monteiro e Lucas Torres que fazem parte de sua equipe e do Diretor de Turismo de Brejo da Madre de Deus, Cali Oliveira. O intuito foi alinhar as diretrizes fundamentadas em decretos, leis e portarias que regulamentam o setor do Ecoturismo.    

As cidades de Jataúba, Brejo da Madre de Deus, Riacho das Almas, Toritama, Taquaritinga do Norte e Santa Cruz do Capibaribe formam a Rota da Moda e do Ecoturismo de Pernambuco, que tem como objetivo, disseminar o potencial da confecção e do turismo ecológico de cada região para todo o país.



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         Fonte: Ascom Seduc/Jataúba-PE


26 DE SETEMBRO - DIA NACIONAL DOS SURDOS

 "O mês de celebração do Dia dos Surdos é conhecido como “Setembro Azul”, em que se comemora também o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência e o Dia do Atleta Paralímpico."

Neste domingo foi comemorado e celebrado a data de pessoas surdas em seu dia especial, e que uma das principais conquistas da pessoa com deficiência auditiva ao longo dos anos foi o reconhecimento nacional da LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), através da lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002 e do Decreto nº 5.626/2005. Essa conquista pode ser celebrada neste domingo (26/9), Dia Nacional dos Surdos. 

O Ministério dos Direitos Humanos ressalta a importância de se desenvolver políticas públicas para avançar ainda mais na inclusão dessas pessoas na sociedade.

Esta data foi oficializada através do decreto de lei nº 11.796, de 29 de outubro de 2008. A escolha do 26 de setembro é uma homenagem à criação da primeira Escola de Surdos do Brasil, em 1857, na cidade do Rio de Janeiro, que atualmente é conhecida como INES (Instituto Nacional de Educação de Surdos).

O mês de celebração do Dia dos Surdos é conhecido como “Setembro Azul”, em que se comemora também o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência e o Dia do Atleta Paralímpico. A cor remonta a um hábito comum durante a Segunda Guerra Mundial, quando os nazistas identificavam todos os deficientes com uma faixa azul no braço.


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Pernambuco abre mais flexibilização para eventos a partir dessa segunda (27)

"No caso dos bares, restaurantes e serviços de alimentação, o local pode ter 80% da capacidade, com até 15 pessoas por mesa, houve mudanças no horário de funcionamento."

O Governo de Pernambuco anunciou, que estão autorizados eventos para 2,5 mil pessoas ou 50% da capacidade, no que for menor, podendo os eventos acontecer até 1h da madrugada.

A partir de agora, os eventos-testes deixam de existir, pois, não será mais preciso pedir autorização para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco. O avanço no Plano de Convivência com a Covid-19 será a partir dessa segunda-feira (27) – confira abaixo como o fica o funcionamento de acordo com os vários setores.

Já no mês de novembro, o Governo do Estado irá liberar eventos para até 5 mil pessoas ou 70%, o que for menor. Para os eventos sociais, é preciso o uso da máscara, desde que não esteja consumindo comida e bebida. O público deve estar 100% vacinado com duas doses ou com a vacina de dose única. Os eventos devem ter duração de, no máximo, 7 horas com horário até 1h, qualquer que seja o dia.

Para a secretária executiva de Desenvolvimento Econômico, Ana Paula Vilaça, o avanço é importante e foi possível graças aos números da saúde e diálogo com o setor. “São setores que movimentam bem a cadeia econômica. Vamos liberar eventos em todo o Estado com público de até 2,5 mil pessoas. Essa é uma forma de estimular a vacinação, já que ingressos são destinados a pessoas com duas doses da vacinação”, disse.

Confira como fica o funcionamento dos setores a partir desta segunda (27) em Pernambuco:

                  Eventos corporativos

Também houve avanços para os eventos corporativos a partir desta segunda-feira, que poderá ter capacidade máxima de 2,5 mil presentes ou 80% do local, o que for menor, mas a partir de 300 pessoas. Para esses eventos, será necessário o controle seguro do esquema vacinal, sendo destinados 90% da venda dos ingressos para pessoas com a segunda dose da vacina ou com uma dose no caso de vacina de dose única. Já nos eventos sociais, a capacidade máxima poderá chegar a 2,5 mil presentes ou 50% do local, o que for menor.

                 Bares e restaurantes

No caso dos bares, restaurantes e serviços de alimentação, o local pode ter 80% da capacidade, com até 15 pessoas por mesa e distanciamento reduzido para 1 metro. O horário de funcionamento também foi estendido, podendo operar das 5h à 1h da madrugada em todo Estado- até então, está até 0h -, em qualquer dia da semana.

Shopping centers e galerias comerciais

Passam a funcionar das 8h à meia-noite, durante a semana e nos finais de semana e feriados. Continuam permitidos um cliente a cada 5 metros quadrados nas áreas internas das lojas, e um visitante a cada 10 metros quadrados nas áreas de circulação.

Escritórios comerciais

A capacidade dos escritórios passa para 80% do local, considerando o distanciamento de 1 metro entre as estações de trabalho. Podem funcionar em todo o Estado das 5h à meia-noite, qualquer dia da semana.

              Igreja e templos religiosos

A exemplo dos eventos sociais, a capacidade máxima em igreja e templos religiosos pode chegar a 2,5 mil presentes ou 80% do local, o que for menor, mas a partir de 300 pessoas, será necessário o controle seguro do esquema vacinal, sendo destinados 90% das vagas para pessoas com a segunda dose da vacina ou com uma dose no caso de vacina de dose única. Os outros 10% dos lugares serão destinados a pessoas com a primeira dose, e com exame RT-PCR feito 48 horas antes ou teste de antígeno realizado 24 horas antes da celebração.

Mantém-se obrigatório o uso da máscara. As igrejas e templos religiosos poderão funcionar das 5h à 1h da madrugada, em todo o Estado, durante a semana e nos finais de semana e feriados.

               Cinema, teatro e circo

A capacidade máxima poderá chegar a 2,5 mil presentes ou 80% do local, o que for menor, mas, a partir de 300 pessoas, será necessário o controle seguro do esquema vacinal, sendo destinados 90% da venda dos ingressos para pessoas com a segunda dose da vacina ou com uma dose, no caso de vacina de dose única. Os outros 10% dos ingressos serão vendidos a pessoas com a primeira dose, e com exame RT-PCR feito 48 horas antes ou teste de antígeno realizado 24 horas antes do evento. Vão poder funcionar, das 9h à 1h da madrugada, em todo o Estado, durante a semana e nos finais de semana e feriados

Museus e demais equipamentos culturais

A partir desta segunda (27), museus e equipamentos culturais podem funcionar em todo o Estado das 8h à meia-noite durante a semana e nos finais de semana e feriados. Continuam permitidos um visitante a cada 20 metros quadrados nas áreas expositiva internas, e um visitante a cada 10 metros quadrados nas áreas expositivas externas.

               Academias e similares

Podem funcionar em todo o Estado das 5h à meia-noite, durante a semana, nos finais de semana e feriados. Com a capacidade passando para 80% nos aparelhos de cardio.

                        Feiras de negócios

Passam a funcionar das 8h à meia-noite, durante a semana e nos finais de semana e feriados. Continuam permitidos um cliente/visitante a cada 5 metros quadrados nas áreas internas das lojas, e um visitante a cada 10 metros quadrados nas áreas de circulação.

                 Clubes sociais

Liberado o funcionamento em todo o Estado, das 5h à 1h da madrugada, durante a semana e nos finais de semana e feriados. Permanece liberada a apresentação musical com até cinco integrantes, com quaisquer instrumentos musicais, incluindo o cantor ou DJ, mas sem dança. Liberadas as saunas.


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Ninguém acerta a Mega-Sena e prêmio acumula em R$ 10 milhões

"De acordo com a estimativa da Caixa, o prêmio acumulado para o próximo sorteio, na próxima terça-feira (28), é de R$ 10 milhões."


Nenhuma aposta acertou as seis dezenas do concurso 2412 da Mega-Sena. O sorteio foi realizado na noite deste sábado (25) no Espaço Loterias Caixa, no Terminal Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo.

De acordo com a estimativa da Caixa, o prêmio acumulado para o próximo sorteio, na próxima terça-feira (28), é de R$ 10 milhões. As dezenas sorteadas foram: 09 - 16 - 34 - 36 - 49 - 60.

A quina registrou 37 apostas ganhadoras. Cada uma vai pagar R$ 59.039,36. A quadra teve 3.285 apostas vencedoras. Cada apostador receberá R$ 949,97.

As apostas para o concurso 2.413 podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo país ou pela internet. O volante, com seis dezenas marcadas, custa R$ 4,50.



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Bolsonaro comemora mil dias de governo com agendas pelo país e inaugurações

 "Aumenta os rumores de que o presidente Jair Bolsonaro pode desistir de concorrer à reeleição para disputar uma cadeira na Câmara ou no Senado. Seria um plano B."

Apesar da perda de popularidade, o presidente Jair Bolsonaro pretende marcar a comemoração dos 1.000 dias de governo com uma série de eventos e inaugurações para mostrar que o governo trabalha incansavelmente para superar as dificuldades — percebidas pela população na forma de disparo da inflação, com aumento nos preços dos combustíveis, da luz e do gás de cozinha, além do desemprego e dos juros em rota de subida. Para turbinar a ideia de se construir um momento virtuoso, o Palácio do Planalto divulgará um compilado de informações com análises positivas da atuação do presidente. Haverá destaque para o avanço da vacinação contra a Covid-19, obras de infraestrutura e a promessa de ampliação do Bolsa Família, além de propostas para a retomada econômica e reforço no discurso anticorrupção.

Mas a ideia de fazer com um só limão uma limonada parece improvável, pois, nos quase dois anos e 10 meses de governo, o país teve de lidar com a piora em uma série de indicadores econômicos e foi duramente atingido por uma pandemia que deixou quase 600 mil mortos. Bolsonaro é apontado como o principal responsável por esses cenários, tanto que enfrenta uma rejeição cada vez maior entre a população.

Enquanto candidato, Bolsonaro chegou a afirmar no seu plano de governo que uma das estratégias, caso eleito, seria a de “adotar as mesmas ações que funcionam nos países com crescimento, emprego, baixa inflação, renda para os trabalhadores e oportunidades para todos”. Contudo, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a realidade é bem diferente: são pelo menos 14,4 milhões de pessoas sem trabalho e, em 12 meses, a inflação bate na casa dos 10%.

Essa alta da inflação é puxada, principalmente, pelos preços dos combustíveis e do gás de cozinha. Em 12 meses, a gasolina acumula alta de 31,09%, o etanol de 40,75%, o diesel de 28,02% e o botijão de 13kg, de 31,7%. Os alimentos também estão mais caros, sobretudo os da cesta básica: entre setembro do ano passado e agosto deste ano, por exemplo, o valor do arroz subiu 32,68%, o da carne, 30,77%, o do café, 22,54% e o do açúcar, 37,74%. Há, ainda, a crise hídrica, que empurrou a conta de luz para as alturas

O presidente vem sendo cobrado por conta da carestia e há um sentimento de que ele não tem se empenhado para tomar atitudes que revertam o quadro atual. Mesmo assim, na semana passada, ao discursar na 76ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), apresentou uma versão do Brasil aos demais chefes de Estado, colocando o país como uma das melhores economias emergentes do mundo e jogando a culpa da inflação em governadores e prefeitos que adotaram medidas de isolamento para tentar impedir o avanço da Covid-19.

Cenário difícil

Segundo parlamentares, no entanto, qualquer discurso do governo não será capaz de alterar o atual cenário. A avaliação no Congresso é de que Bolsonaro não pode virar as costas para a realidade do Brasil e pintar um quadro que não existe.

“O país vive uma inevitável e grave escalada da inflação. A elevação dos preços se reflete diariamente no consumo das famílias brasileiras. Estamos diante de um processo inflacionário, acompanhado de estagnação econômica. O emprego se esvai por completo. Há 17 milhões de pessoas desempregadas (pelos cálculos oficiais são 14,4 milhões) no Brasil. Só há uma saída para isso: desenvolvimento econômico”, cobra o deputado Otavio Leite (PSDB-RJ).

Na mesma linha, o deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA) diz que Bolsonaro precisa dar uma resposta urgentemente. “Nós temos um país com os maiores índices de inflação, com a economia estagnada, sem crescimento, com o índice de desemprego nos maiores patamares, com 19 milhões de brasileiros sem segurança alimentar. Além disso, não há investimento público nem privado. O Brasil está se desindustrializando. Portanto, a realidade é a tragédia da carestia. A cesta básica subiu mais de 30%”, comenta.

“Os nossos inimigos são evidentes e claros. É o desemprego, é a fome, é a miséria, é a inflação. Nesse sentido, nós temos que juntar forças para vencê-los e fazer com que o Brasil volte a crescer”, acrescenta o deputado Darci de Matos (PSD-SC).

Melhorias

Na base governista, porém, a visão é bem diferente. O deputado Major Vítor Hugo (PSL-GO), ex-líder do Palácio do Planalto na Câmara, garante que os primeiros anos da gestão do presidente foram excepcionais e que o governo tem muito a comemorar. Ele cita a reforma da Previdência, o Acordo de Alcântara, a proposta de emenda à Constituição (PEC) do Orçamento de Guerra e o auxílio emergencial como importantes feitos.

“Conseguimos preservar os empregos dos brasileiros e salvar vidas, contratamos milhões de vacinas. Os desafios principais do governo foram plenamente alcançados na relação com o parlamento e no enfrentamento da pandemia nesses mais de dois anos. Avançamos na infraestrutura, leilão de portos e aeroportos, construção de pontes e ferrovias. O governo tem muito do que se orgulhar e vai avançar muito mais com a reforma tributária e administrativa”, observa.

Ele lembra que o presidente é bem recebido nas cidades por onde passa, o que mostra que a popularidade dele não é tão baixa assim como apontam as pesquisas. “Em 2018, falava-se que ele não avançaria, que desidrataria, que não passaria do primeiro turno — e, em todas as situações, venceu. Tenho plena consciência de que o governo vai seguir em frente. O Brasil segue firme para tentar equilibrar as necessidades de desenvolvimento econômico e a necessidade de preservação do meio ambiente”, diz.

Momento ruim

“Os cidadãos comemorarão os 1.000 dias com um banho rápido e com as luzes apagadas. Quando o presidente assumiu, a situação fiscal já era difícil e a pandemia a agravou. O aniversário cai em um péssimo momento. As crises institucional, econômica e social estão entrelaçadas”, afirma o diretor-geral da Associação Contas Abertas, Gil Castello Branco.

Ele lembra que “privatizações, reformas, cortes de subsídios e outras medidas aguardadas pelo mercado caminham a passos lentos” e comenta que o governo precisa agir para mudar esse quadro. “As expectativas também não são favoráveis. Há incertezas geradas pelo comportamento permanentemente conflituoso do próprio presidente com os outros Poderes. A ânsia pela reeleição ameaça a responsabilidade fiscal. Esses fatos não contribuem para a estabilidade e para a previsibilidade que os agentes econômicos desejam. Dessa forma, as consequências são a queda da Bolsa, a alta do dólar, a inflação ascendente, os juros futuros subindo, a fuga de capitais, os investimentos postergados e o desemprego”, alerta.

Castello Branco tem dúvidas se o presidente conseguirá contornar essas dificuldades investindo em programas populistas, como o Auxílio Brasil, e outros dirigidos a segmentos que fazem parte de sua base eleitoral — como policiais e militares.

Queda atrapalha virada no jogo

Pesquisa feita pelo banco Modalmais e consultoria AP Exata, divulgada na última sexta-feira, aponta que a reprovação do governo voltou a ultrapassar a marca dos 50 pontos percentuais. Segundo a sondagem, enquanto o índice de pessoas que avaliam a gestão Bolsonaro como bom ou ótima é de 26,9% (queda de um ponto em relação à semana anterior), as que consideram ruim ou péssima somam 50,3% (0,9%. ponto a mais) — as que dizem que o governo é regular ficaram em 22,8% (0,1% ponto a mais). Para a pesquisa, há uma tendência de piora na imagem da gestão de Jair Bolsonaro.

Périplo para marca não passar em branco

Para celebrar os 1.000 dias de governo, e dependendo do resultado do teste para a Covid-19 ao qual o presidente Jair Bolsonaro se submeterá, a princípio estão marcados os seguintes eventos:

» Dia 27 – Cerimônia no Palácio do Planalto, quando o governo completa quase três anos de gestão.

» Dia 28 – O ministro das Comunicações Fábio Faria inaugura, em Mossoró (RN), a conexão via satélite que entregará internet banda larga gratuita, por meio do programa Wi-Fi Brasil. Durante o evento, Bolsonaro fará participação ao vivo, mas em videochamada. Neste dia, a expectativa é de que o presidente viaje a Teixeira de Freitas (BA), onde deverá entregar 10 km de asfalto. Na sequência, segue para Teotônio Vilela (AL), onde participará de outro evento.

» Dia 29 – Previsão é de que Bolsonaro desembarque em Boa Vista (RR), onde assinará o contrato de concessão dos aeroportos do Bloco Norte.

» Dia 30 – Presidente deverá estar em Belo Horizonte, onde visitará uma estação de metrô acompanhado do ministro de Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho.

» Dia 1º de outubro – No último dia da celebração dos 1.000 dias, previsão é de que Bolsonaro se divida em duas agendas: em Anápolis (GO), onde estará para a assinatura do contrato de concessões de BRs; e Maringá (PR), para solenidade de inauguração das obras de ampliação da área operacional do aeroporto local.

Plano B é tentar uma cadeira no Congresso

A pouco mais de um ano das próximas eleições, crescem, nos corredores do poder em Brasília, rumores de que o presidente Jair Bolsonaro pode desistir de concorrer à reeleição para disputar uma cadeira na Câmara ou no Senado. Seria um plano B, discutido entre o Planalto e aliados, para o caso de avaliações internas apontarem que ele não teria condições de passar para o segundo turno da disputa. Parlamentares ouvidos pelo Correio confirmam essas conversas, que envolvem também uma suposta preocupação do chefe do governo — alvo de inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — em manter o foro privilegiado.

O cenário político tem se mostrado desfavorável ao projeto de reeleição — confirmado na entrevista que concedeu à revista Veja, que circula desde sexta-feira — que Bolsonaro acalenta desde a posse na Presidência. A opção do presidente de não descer do palanque o levou a adotar posições que lhe custaram caro em termos de popularidade. Entre os exemplos estão uma postura anticiência na pandemia da Covid-19 — que o levou a ser criticado pelo prefeito de Nova York, Bill de Blasio, e de ter se tornado razão de piada nos populares programas de Jimmy Fallon e de Jimmy Kimmel, na TV norte-americana — e certos comportamentos que destoam das promessas que fez na campanha, como as de acabar com a “velha política” e fazer um combate ferrenho à corrupção.

Segundo relatos que circulam no meio político, o Planalto passou a considerar a adoção de um plano B para Bolsonaro ante a dificuldade do governo para entregar resultados positivos à população, afetada por problemas como desemprego recorde, inflação em alta, aumento da pobreza e violência. A meta de turbinar programas sociais como o Bolsa Família, por exemplo, que poderia ajudar a recuperar a popularidade do presidente, está ameaçada pelos R$ 89 bilhões que devem ser pagos, em 2022, na forma de precatórios — dívidas da União reconhecidas pela Justiça.

A pouco mais de um mês para os últimos depósitos do auxílio emergencial, a equipe econômica ainda sequer conseguiu encontrar uma solução, junto ao Congresso, para honrar os débitos judiciais sem descumprir o teto de gastos — dispositivo constitucional segundo o qual o valor de despesas e investimentos da União deve ser o mesmo do ano anterior, corrigido pela inflação.

Conforme as versões que circulam no Congresso, o presidente, caso venha a desistir da reeleição, poderia
disputar um mandato de deputado ou senador para, se eleito, formar uma base conservadora forte, de oposição ao futuro governo. A estratégia visaria também a manter a prerrogativa de foro de Bolsonaro, atualmente investigado em cinco inquéritos no STF e no TSE. Dois deles se referem às ameaças feitas pelo chefe do Executivo à realização das próximas eleições.

O presidente enfrenta uma tendência de queda nos índices de aprovação, ao passo que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desponta como favorito para vencer a corrida ao Planalto, em 2022. Nos últimos meses, em reação, o inquilino do Planalto tem reforçado o discurso polarizado contra a esquerda, o mesmo que embalou sua vitória em 2018. A última vez que fez isso foi durante o discurso de abertura da 76ª Assembleia Geral das Nações Unidas. Porém, essa estratégia tem se mostrado suficiente apenas para manter o apoio dos bolsonaristas radicais — cerca de 25% do eleitorado, entre evangélicos, policiais, militares, caminhoneiros, produtores rurais e antipetistas.

Aliado de primeira hora de Bolsonaro, o deputado Bibo Nunes (PSL-RS) classificou como “boatos” as conversas que circulam no Congresso sobre a possibilidade de o presidente desistir da reeleição. “Já ouvi (os rumores) e a chance, curto e grosso, de o presidente Bolsonaro não concorrer é menos mil. Isso são vozes maldosas para tentar desestabilizar. Eu ouvi isso, mas não confirmo porque é boato. É menos mil, não é zero. É menos mil por cento”, diz o aliado.

Um parlamentar que pertence ao Centrão — grupo de partidos que negociaram cargos com o governo em troca de apoio no Congresso — confirma, reservadamente, que têm sido frequentes os relatos de que Bolsonaro pode vir a desistir de concorrer à reeleição. Segundo ele, é grande entre aliados do Planalto a preocupação com o ambiente desfavorável ao presidente. O congressista, porém, não acredita que o bloco político venha a abandonar o governo.

“O Centrão não vai desembarcar de ninguém. O Centrão vai no velório, carrega o caixão no cortejo, chora na beira da cova, mas não pula para dentro do caixão. Então, o Centrão, e eu estou dizendo isso inclusive no meu partido, vai ficar no governo até os 45 minutos do segundo tempo. Porque depende muito dessa relação fisiológica do poder, de cargos, emendas”, reconhece o congressista.

Segundo ele, “mesmo os partidos que se colocam num outro campo eleitoral não abandonam o governo no Parlamento, como MDB, PSD, Cidadania, PSDB, DEM, porque essa relação é muito fisiológica”. “Então, eles vão ficar até o último dia. Lembre-se que os partidos do Centrão dormiram no governo da (presidente) Dilma (Rousseff, do PT) e acordaram no governo (do presidente Michel) Temer (MDB)”, completou.

Sinais

Em julho, durante conversa com apoiadores, em frente ao Palácio da Alvorada, Bolsonaro admitiu que poderia não disputar a reeleição. “Entrego a faixa para qualquer um, se eu disputar a eleição”, disse o presidente, na ocasião. “Se eu disputar, eu entrego a faixa para qualquer um. Agora, participar de uma eleição com essa urna eletrônica…”, continuou o mandatário, quando estava no auge da pressão pela adoção do voto impresso, que levou o país à beira de uma ruptura institucional.

O vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL-AM), afirma que a decisão de concorrer a uma eleição é de caráter personalíssimo para qualquer político. Porém, ele avalia que Bolsonaro está cada vez mais inviável eleitoralmente.

“Acho que está dentro de uma tempestade perfeita do ponto de vista eleitoral. Os índices de popularidade dele são cada vez menores. Ele não tem um partido até agora para disputar a eleição e parece absolutamente incapaz de desmontar essa bomba, que é a crise econômica hoje”, afirma. “Desemprego alto, fome alta, inflação alta, juros altos e uma pandemia que ainda não acabou. Então, eu acho muito difícil ele se viabilizar eleitoralmente, em meio a essa tempestade perfeita”, acrescenta Ramos.

O cientista político André Pereira César, da Hold Assessoria Legislativa, diz que as versões sobre uma possível desistência de Bolsonaro começaram antes mesmo da declaração feita pelo chefe do Executivo a apoiadores em julho. “Esses relatos já vêm circulando há um bom tempo. Parlamentares com os quais tenho conversado dizem que, até mesmo internamente, na cúpula do governo, a avaliação é de que Bolsonaro hoje é um candidato disfuncional, não competitivo para chegar com força em 2022”, assegura.

O cientista político prevê que, caso Bolsonaro saia mesmo do páreo, haverá uma grande reviravolta na correlação de forças políticas, com um possível crescimento de pré-candidatos de centro nas pesquisas de intenção de voto, beneficiados, principalmente, pelo antipetismo — que ainda é forte entre um segmento de eleitores conservadores.




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   InformaçãodiariodePernambuco


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