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domingo, 17 de maio de 2026

Direita e mercado ficam inquietos com Flávio e cogitam mudança

Apesar de ainda não ser oficial, busca de uma alternativa ao filho 01 de Bolsonaro e de uma mulher na chapa é cogitada pela oposição.

A revelação da proximidade do senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que está preso em Brasília, caiu como uma bomba na direita brasileira. Enquanto alguns políticos fortes da ala bolsonarista decidiram classificar a situação como "inaceitável", outras lideranças resolveram aguardar os impactos do estrago.

Meses antes das eleições de 2026, opositores da candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliam o impacto da divulgação do áudio da conversa entre o parlamentar e o ex-banqueiro e tentam traçar novos caminhos.

As intenções da direita, no momento, não envolvem a troca de candidato, mas essa hipótese não está descartada. Flávio ainda não conversou com o pai, Jair Bolsonaro (PL), para fazer uma avaliação da situação.

Assim que o escândalo veio à tona com a divulgação do áudio em que Flávio pede dinheiro a Vorcaro supostamente para bancar um filme, Romeu Zema (Novo), o ex-governador de Minas Gerais, afirmou que a conduta de Flávio foi "imperdoável" e que "é um tapa na cara dos brasileiros de bem". A declaração abriu uma crise entre o PL e o Novo, que incluiu a avaliação pelo partido de Zema da possibilidade de romper chapas com o Partido Liberal nos estados.

Havia uma possibilidade de Zema ser convidado para compor a chapa de Flávio Bolsonaro na posição de vice. No entanto, na última sexta-feira, Flávio afirmou que após as declarações do político mineiro, essa estratégia se torna "inviável".

"Não deu oportunidade para eu me explicar e correu para o estúdio para gravar um vídeo e se aproveitar eleitoralmente disso", afirmou o senador. Ontem, Zema recuou e disse que a situação "é página virada". De acordo com ele, a manifestação anterior foi em razão do momento. "Fui duro, porque fiquei muito decepcionado, mas agi de acordo com meus princípios e valores", disse Zema, que não chegou a pedir desculpas publicamente.

Lideranças da direita afirmam que a campanha de Flávio, se prosseguir, deve tomar novos rumos. Quando o áudio foi divulgado, o mercado financeiro também reagiu rapidamente. O dólar chegou a subir 1,60%, voltando ao patamar de R$ 5. 

Ao mesmo tempo, a Bolsa de Valores de São Paulo teve queda significativa na sexta-feira, fechando com queda de 0,60%, cotada aos 177 mil pontos. Fontes do mercado financeiro ouvidas pela coluna Brasília-DF, do Correio, ontem, afirmam que a campanha de Flávio "morreu", em razão das relações dele com Vorcaro. Contudo, alguns ainda esperam o resultado das próximas pesquisas para cravarem o sepultamento da candidatura do filho 01 do ex-capitão.

Ontem, em um evento no interior de São Paulo, o pré-candidato Flávio Bolsonaro chamou o governador paulista e pré-candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos) de "meu amigo". A declaração ocorreu durante evento de lançamento da pré-candidatura do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) ao Senado, realizado em Sorocaba.

Tarcísio estava confirmado na cerimônia, mas não compareceu em razão de uma gripe, segundo sua assessoria de imprensa. Flávio e Tarcísio estiveram juntos em um primeiro evento de lançamento da pré-candidatura de Derrite na semana passada em Campinas, também no interior paulista.

"Meu amigo Tarcísio de Freitas, nosso pré-candidato ao governo de São Paulo, que está fazendo um trabalho histórico junto com Derrite e André do Prado PL-SP", disse Flávio, em Sorocaba. Prado é presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo e pré-candidato ao Senado pelo PL.

Durante o discurso, Flávio Bolsonaro tentou minimizar a repercussão negativa do vazamento da conversa entre ele e Vorcaro e ainda relacionou Lula ao diabo, além de acusar a gestão do petista de "aparelhar a Polícia Federal".

                         Candidatura feminina

Setores da direita defendem que Flávio Bolsonaro deve ter em sua chapa uma mulher para atrair o voto feminino. O senador se encontrou com a deputada federal Simone Marquetto (PP-SP), uma das cotadas para ser sua vice.

O encontro foi registrado pela deputada em suas redes sociais. "Ontem (sexta-feira), estive ao lado de grandes lideranças que compartilham do compromisso com o nosso país, participando do lançamento da pré-candidatura do deputado Derrite. Ao lado do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, e do deputado Maurício Neves, seguimos fortalecendo o diálogo, a união e o trabalho por um Brasil que valorize a família, a segurança e as pessoas", escreveu Simone, na publicação.

A deputada também afirmou que "a política precisa ser feita com responsabilidade, coragem e propósito", e mencionou São Miguel Arcanjo. Ligada ao Frei Gilson e a outras lideranças religiosas, a deputada consolidou-se como uma das principais representantes da Igreja Católica no Congresso. A possibilidade de ela tornar-se vice de Flávio também é lida como um aceno do PL aos católicos.

                 Efeito Michelle

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro passou a ser tratada nos bastidores da direita como um possível plano B para a corrida presidencial de 2026 após o desgaste provocado pela crise envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro. Aliados do parlamentar admitem preocupação com os impactos políticos das investigações e já discutem reservadamente cenários alternativos caso a situação do senador se agrave nos próximos meses.

Interlocutores próximos ao grupo avaliam que a repercussão do caso Master elevou o risco de novas operações envolvendo pessoas do entorno político e financeiro do senador. A preocupação aumentou depois que a mais recente fase da Operação Compliance Zero atingiu o pai de Daniel Vorcaro, alimentando entre aliados a percepção de que a investigação ainda pode gerar novos desdobramentos.

Um dirigente do Centrão ouvido reservadamente afirmou que o episódio provocou alerta máximo dentro da direita. "Ele foi burro em mentir, e isso pode, sim, virar uma operação. Estamos em alerta", disse. Segundo relatos de aliados, integrantes do PL também passaram a demonstrar preocupação com possíveis impactos jurídicos e políticos sobre parlamentares próximos ao grupo bolsonarista.

Um interlocutor do partido afirmou que o ambiente em Brasília é de apreensão diante da possibilidade de novas medidas da Polícia Federal e do Supremo Tribunal Federal (STF).

A divulgação das conversas fez um estrago na pré-campanha de Flávio Bolsonaro. Lideranças próximas relatam que foram surpreendidas pelo conteúdo revelado e reclamam da ausência de informações prévias sobre a relação do senador com Vorcaro.

Em uma reunião reservada após a publicação das reportagens, Flávio teria afirmado a aliados que não existiriam novas revelações comprometedoras relacionadas ao caso. Apesar disso, interlocutores admitem que o material divulgado produziu um dos momentos mais delicados da articulação eleitoral da direita até agora.

Após o vazamento dos áudios, aliados de Flávio Bolsonaro passaram a avaliar reservadamente que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro poderia surgir como alternativa caso a situação política do senador "comece a azedar mais" até o período das convenções partidárias.

Integrantes do entorno bolsonarista também passaram a defender que a "chapa perfeita" para 2026 teria sido formada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ao lado de Michelle Bolsonaro. Segundo esses interlocutores, a possibilidade de Tarcísio concorrer à Presidência, contudo, acabou inviabilizada após o prazo de desincompatibilização eleitoral, encerrado em 4 de abril, conforme as regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Uma fonte próxima a Michelle afirmou ao Correio que a ex-primeira-dama seria, hoje, o único nome da família Bolsonaro capaz de preservar o capital político do grupo em um eventual cenário de desgaste do senador.

"O que eu tenho observado é que realmente o único nome dentro da família Bolsonaro que abraça nossas bandeiras, caso o Flávio Bolsonaro fique desgastado até as convenções partidárias, até o momento ali do pontapé da candidatura, é a Michelle Bolsonaro. Porque é uma liderança feminina, ela consegue trazer as mulheres, ela tem uma pauta social muito forte, fala muito bem, é uma pessoa que tem passado por uma situação muito difícil, então as pessoas se solidarizam com a questão de todo o processo de injustiça que a família tem passado. Então ela carrega muitos sentimentos que reverberam na sociedade", declarou.




Leia esta matéria no Correio Braziliense. 




Lula deve reenviar nome de Jorge Messias ao STF após derrota no Senado, dizem aliados

Presidente resiste a trocar indicação do chefe da AGU, o que pode aprofundar crise com Alcolumbre; no PT, aliados defendem enfrentamento político após rejeição inédita

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avisou a aliados nos últimos dias que pretende reenviar ao Senado a indicação de Jorge Messias para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF), mesmo após a rejeição inédita sofrida pelo advogado-geral da União na Casa.

Segundo relatos feitos ao GLOBO, Lula passou a tratar o episódio não como uma derrota pessoal de Messias, mas como uma afronta política ao governo e à prerrogativa constitucional do presidente da República de escolher ministros da Corte. A informação sobre a intenção de reenviar o nome foi publicada inicialmente pelo jornal Folha de S.Paulo.

A disposição de Lula de insistir no nome do chefe da AGU ocorre em meio ao agravamento da crise política entre o Palácio do Planalto e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. No entorno presidencial, permanece a convicção de que Alcolumbre atuou nos bastidores para derrotar Messias, ainda que o senador negue publicamente qualquer articulação contra a indicação.

Auxiliares de Lula avaliam, porém, que o presidente do Senado não deve recuar diante de pressões do governo e que uma eventual nova tramitação da indicação tende a se transformar em novo teste de força entre Executivo e Congresso.

Nos bastidores, interlocutores afirmam que Lula chegou a discutir alternativas para a vaga no STF após a derrota de Messias, inclusive diante da pressão de setores do PT e de movimentos ligados ao governo pela indicação de uma mulher.

A hipótese, contudo, perdeu força rapidamente. Auxiliares argumentaram ao presidente que abandonar o nome do AGU neste momento consolidaria a leitura de derrota política imposta pelo Senado e transformaria uma eventual indicada mulher em uma espécie de “plano B”, cenário considerado ruim politicamente pelo entorno presidencial.

A avaliação predominante hoje entre ministros palacianos é de que Lula prefere transformar o episódio em disputa institucional e política, em vez de transmitir a imagem de recuo diante do Congresso.

O clima entre Lula e Alcolumbre já vinha deteriorado desde a rejeição de Messias e ficou evidente na última terça-feira, durante a posse do novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques. Apesar de dividirem a mesa principal da cerimônia, os dois praticamente não conversaram durante todo o evento. Segundo relatos de pessoas presentes, houve apenas um cumprimento protocolar nos bastidores antes do início da solenidade.

A cena foi interpretada por aliados do presidente como demonstração pública de que ainda não há ambiente para reaproximação entre o Planalto e o comando do Senado. No entorno de Lula, a avaliação é que Alcolumbre “vestiu o chapéu” da derrota de Messias ao longo dos últimos dias, sobretudo após os sinais públicos dados durante a cerimônia do TSE.

O gesto que mais irritou aliados do presidente ocorreu durante uma homenagem feita ao AGU pelo presidente da OAB, Beto Simonetti. Ao citar Messias em discurso, Simonetti provocou uma salva de palmas de cerca de 30 segundos da plateia e de praticamente toda a mesa principal da cerimônia.

Alcolumbre foi o único integrante da mesa a não aplaudir o advogado-geral da União, num episódio interpretado no entorno do governo como uma demonstração explícita de distanciamento político.

Reservadamente, aliados de Messias afirmam que o chefe da AGU ainda mantém esperança de voltar a ser indicado ao Supremo apesar da derrota sofrida no Senado.

Segundo revelou o colunista Lauro Jardim, do GLOBO, o ministro tem respondido “Deus proverá” ao ser questionado sobre o próprio futuro político. Interlocutores do governo afirmam que a forte manifestação pública de apoio recebida por Messias na posse de Nunes Marques reforçou no entorno presidencial a percepção de que o advogado-geral preservou respaldo em setores do meio jurídico, mesmo após a rejeição parlamentar.

Após a derrota, Messias chegou a sinalizar a pessoas próximas que cogitava deixar o governo. Lula, porém, pediu que ele não tomasse nenhuma decisão “no calor do momento”. O advogado-geral entrou de férias no último dia 13 e deve retornar ao cargo no próximo dia 25.

Apesar do desgaste provocado pela votação no Senado, Lula também decidiu, ao menos por enquanto, não promover mudanças na articulação política do governo. Segundo relatos feitos ao GLOBO, o presidente avalia que integrantes do próprio Senado descumpriram acordos firmados com o Planalto e costuma repetir a aliados que o líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT-BA), foi “traído” durante a construção da votação.

Da mesma forma, não há previsão de mudanças envolvendo o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, apesar das críticas internas sobre falhas na articulação com o Congresso.

Dentro do PT, porém, cresce a pressão para que Lula transforme a crise em enfrentamento político aberto com setores do Centrão e da oposição. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou ao GLOBO que defende explicitamente o reenvio da indicação de Messias e disse ver motivação política na derrota do AGU.

— Eu defendo que o presidente reenvie, sim. O Senado só poderia barrar alguém por incapacidade técnica, e esse não é o caso do Jorge. O que houve foi uma conspiração do bolsonarismo com setores do Centrão para tentar impedir investigações da PF e afrontar o governo — afirmou Lindbergh.

No entorno presidencial, a avaliação é que uma eventual nova indicação de Messias também serviria para medir até onde o Senado está disposto a tensionar a relação com o Planalto num momento em que o governo já enfrenta dificuldades em pautas consideradas estratégicas, como a PEC da Segurança Pública, a negociação das emendas parlamentares e projetos prioritários da área econômica.

Apesar do desgaste provocado pela derrota de Jorge Messias no Senado, há no Palácio do Planalto uma avaliação de que a crise envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ajudou a alterar parcialmente o clima político em Brasília nos últimos dias. Integrantes do governo avaliam reservadamente que o avanço das suspeitas envolvendo o caso Banco Master reduziu a pressão concentrada e enfraqueceu momentaneamente a disposição de setores do Centrão e da oposição para impor novas derrotas à gestão.

Na semana passada, o portal Intercept Brasil revelou mensagens entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, nas quais os dois negociavam financiamento ao filme "Dark Horse", uma biografia de Jair Bolsonaro. O episódio ampliou o desconforto dentro do PL e levou aliados de Lula a avaliarem que parte do foco migrou para o entorno bolsonarista.





sábado, 16 de maio de 2026

Prefeito de Malhador-SE anuncia envio de projeto para aumentar salário dos garis para R$ 3,5 mil

Com o índice de 96,02% dos moradores de Malhador, que aprovam a administração de Assisinho, o prefeito realizou uma pegadinha e anunciou nas primeiras horas desta sexta-feira (15), o envio de um projeto de lei à Câmara de Vereadores propondo salário de R$ 3,5 mil para os garis do município. O anúncio foi feito durante uma conversa descontraída com os trabalhadores da limpeza urbana, na véspera do Dia do Gari, comemorado neste sábado (16).

Antes de revelar a proposta, o prefeito brincou com os servidores ao dizer que faria demissões, causando surpresa entre os trabalhadores. Em seguida, Assisinho explicou que o encontro era, na verdade, para anunciar o novo valor salarial, caso o projeto seja aprovado pelos vereadores na sessão da próxima terça-feira.

“Vocês acordam cedo, trabalham na chuva, no sol, não têm hora. Vocês deixam a cidade mais linda”, afirmou o prefeito ao agradecer o serviço prestado pelos garis. Durante a fala, ele também destacou que a medida representa um reconhecimento ao trabalho diário realizado pela categoria no município, com organização e respeito com o dinheiro público, sem gastos desnecessário.

De acordo com o último Censo Demográfico realizado pelo IBGE, a população oficial do município de Malhador, em Sergipe, é de 11.533 habitantes. 




Set de "Dark horse" teve tensão, sinais de investimento alto e champanhe na prisão de Bolsonaro

Filme sobre a facada no ex-presidente teve patrocínio de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master e preso sob acusações de corrupção e outros crimes.

As filmagens de Dark Horse tiveram momentos de tensão nos bastidores, porque boa parte da equipe era progressista, como é comum no meio audiovisual, enquanto os líderes do projeto eram identificados com o bolsonarismo e o trumpismo — como o roteirista Mário Frias e o diretor Cyrus Nowrasteh. Além disso, o dia a dia da produção deixava claro que o longa contou com altos investimentos, conforme participantes relataram ao Globo.

Dark Horse, ou "azarão", conta a história da facada em Jair Bolsonaro e de sua ascensão à presidência. A produção teve patrocínio do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, preso sob acusações de lavagem de dinheiro, corrupção, organização criminosa, táticas de intimidação, coerção e outros crimes. O Globo questionou a produtora Go Up, responsável pelo projeto, sobre os bastidores das filmagens, mas não teve resposta — o espaço segue disponível.

Desde o início, os chefes deixaram claro que as equipes deveriam tomar cuidados ligados a questões ideológicas — como não usar roupas de cor vermelha ou símbolos de grupos como o MST.

Mas, com o correr das filmagens, as equipes também passaram a questionar bonés e vestimentas das lideranças, que exibiam símbolos como a bandeira americana adornada por fuzis. "A gente concordava em não usar vermelho, mas pedimos que eles também não usassem aquilo", conta uma pessoa que participou da produção.

De acordo com os relatos, integrantes da equipe resistiram a participar do projeto por conta da natureza ideológica do filme, e alguns só aceitaram porque teriam recebido cachês mais elevados que a média do mercado. Uma participante chegou a perder um outro trabalho, após os responsáveis saberem que ela participava de Dark Horse. "Ela chorou no set", diz um profissional.

O ponto alto das tensões teria acontecido no chamado "dia do rolo 100". É uma tradição no cinema que, quando as gravações chegam ao centésimo rolo de filme, exista uma celebração no set. Atualmente, com a digitalização do setor, a festa acontece quando se atinge o "cartão de memória 100" — embora, por conta da tradição, os profissionais ainda chamem de "rolo 100".

Conforme a data se aproximava, boa parte da equipe não estava animada para os festejos, por conta das divergências políticas, mas as lideranças compraram champanhes e planejaram a celebração. Ocorre que o "rolo 100" aconteceu em 22 de novembro de 2025, data da prisão de Jair Bolsonaro. Resultado: a equipe abriu champanhes e celebrou, até meio ostensivamente, com a "desculpa" de que se tratava da festa do "rolo 100" — enquanto Frias e outros bolsonaristas lamentavam nos bastidores.

'Dinheiro para todo lado'
Os relatos também indicam que a produção, de fato, teve farto financiamento — como sugerem os documentos e mensagens que ligam Vorcaro ao projeto.

As filmagens duraram cerca de dez semanas, acima até do tempo gasto em séries com diversos episódios, segundo profissionais do setor ouvidos pelo Globo. "Tudo era filmado com calma, a gente filmava três páginas de roteiro por dia, quando o normal no cinema é cinco ou seis", diz um integrante da equipe.

Em boa parte desse período, o set tinha centenas de figurantes — entre 250 e 300, conforme os relatos. Havia sempre ao menos três equipes de câmeras, que chegavam a cinco em certos dias — mesmo em filmes de bom orçamento, o normal são dois times. Elas usavam equipamentos sofisticados, como gruas da marca Scorpio com braço robótico.

Os atores norte-americanos, como o protagonista Jim Caviezel e Esai Morales, contavam com trailers de apoio, uma exigência do sindicato do país. Nos momentos em que se maquiavam ou se preparavam para as cenas, a produção contava com stand-ins — profissionais com as mesmas características físicas dos atores, usados para se ensaiar a preparação de luz e o posicionamento das câmeras, também um luxo incomum nas produções filmadas no Brasil.

A colunista Malu Gaspar, do Globo, apurou que ao menos R$ 62 milhões de Vorcaro teriam sido repassados à produção. O valor supera os orçamento de produções brasileiras que disputaram o Oscar, como 'Ainda Estou Aqui' (R$ 45 milhões) e 'O Agente Secreto' (R$ 28 milhões). "Em Dark Horse, era dinheiro para todo lado", diz um integrante da equipe.











EM UMA SEMANA, OPERAÇÃO DO GOVERNO DO ESTADO REMOVE 100 CAÇAMBAS DE RESÍDUOS DO RIO BEBERIBE

Nesta primeira semana de trabalhos, a força-tarefa emergencial de limpeza e desobstrução do Rio Beberibe do Governo de Pernambuco já retirou mais de 100 caçambas do material que obstruía o rio, o que inclui lixo, entulhos, vegetação e resíduos diversos. A operação foi iniciada no último dia 8 e acontece no trecho a partir da altura da ponte Dalva de Oliveira e integra um conjunto de medidas de enfrentamento aos impactos do período chuvoso nas áreas ribeirinhas, que conta com atuação das secretarias de Recursos Hídricos e Saneamento, Desenvolvimento Urbano e Habitação, Cehab, Compesa e Apac. 

“Até o momento, aproximadamente 400 metros do rio já passaram por serviços de limpeza. Ao todo, a intervenção abrangerá uma extensão de 3,7 quilômetros, com atuação contínua das equipes do Governo do Estado. Os trabalhos contam com o apoio de quatro escavadeiras hidráulicas, cinco retroescavadeiras e trinta caminhões-caçamba. Esse serviço é essencial para garantir melhores condições de drenagem do rio e proteger as comunidades que historicamente sofrem com os alagamentos nesta região”, avaliou Rodrigo Ribeiro, secretário de desenvolvimento urbano e habitação. 

De acordo com o secretário de recursos hídricos e saneamento, Almir Cirilo, a intervenção segue sem prazo definido para conclusão. “O trabalho segue firme, sem previsão para terminar, porque o Governo do Estado chegou a esta região e só sairá quando a condição do rio e das pessoas que vivem perto dele estiver bastante melhorada. Estamos atuando para garantir mais segurança às famílias, melhorar o escoamento das águas e reduzir os impactos das chuvas sobre as comunidades ribeirinhas”, afirmou.

Moradora da Rua Dalva de Oliveira há mais de seis décadas, Neide Xavier relatou os impactos constantes das cheias na região e comemorou o início da ação do Governo do Estado. “Eu tenho uma lanchonete, sirvo almoço e esse lixo é péssimo pra quem trabalha com comida. Além disso, sofremos muito com as enchentes. Na última chuva, do início do mês, perdi muita mercadoria do meu comércio. Graças a Deus que veio essa equipe do governo para fazer essa limpeza no rio e espero que prossiga ainda mais. A gente não aguenta mais cheia”, disse. Neide contou ainda que precisou elevar sua residência em cerca de 1,80 metro acima do nível da rua para tentar reduzir os impactos das inundações, mas mesmo assim segue convivendo com prejuízos a cada novo inverno. “Deus queira que dê certo. É o que a gente mais espera”, finalizou.

A expectativa do Governo de Pernambuco é retirar cerca de 2 mil metros cúbicos de resíduos ao longo da operação. Segundo a Secretaria de Recursos Hídricos e Saneamento, o assoreamento do Rio Beberibe ocorre de forma acelerada, principalmente em razão do descarte irregular de resíduos sólidos nas margens e no leito do rio. As últimas grandes intervenções de limpeza no Beberibe ocorreram na década de 1980 e em 2013. O Rio Beberibe nasce em Camaragibe e percorre cerca de 24 quilômetros até a sua foz, na Ponte do Limoeiro, no Bairro do Recife, onde encontra o Rio Capibaribe.




No Recife, ministra do TSE alerta para "manipulação eleitoral" nas redes sociais

Estela Aranha aponta que, no ambiente digital, a manipulação eleitoral tem sido feita de maneira sistemática

Para a ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Estela Aranha, o modelo tradicional de regulação do direito eleitoral, construído para o rádio e para a televisão, tornou-se obsoleto e incapaz de proteger a integridade das eleições na era digital. A afirmação foi dada, nesta sexta-feira (15), em palestra magna no Recife.

Estela, que atuará diretamente nas Eleições 2026, participou do I Congresso do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) e do III Congresso Integrado de Direito Eleitoral, que tem como tema “Eleições 2026: Integridade do processo eleitoral na era digital”.

Diferente do rádio e da TV, onde os emissores eram claramente identificáveis e o tempo era escasso e regulado pela Justiça Eleitoral, a ministra explicou que o ambiente digital dissolve as distinções de campanha e pré-campanha, criando um espaço de “campanha permanente”.

“Hoje, muitas vezes, grande parte de campanhas eleitorais ou de debates políticos ocorrem em diversas contas que também falam de música, de estilo, de dia a dia”, exemplifica. “Pesquisas mostram que essas contas são mais influentes, na questão política e na eleitoral, do que as contas propriamente ditas eleitorais. Elas têm muito mais alcance e criam muito mais confiança”.

Segundo Estela, o ambiente digital são espaços privados que atuam na captura da atenção, estruturados no interesse econômico. “O princípio básico que se atua nesses espaços é de manipulação eleitoral. Temos uma opacidade da infraestrutura em que não sabemos como o algoritmo entrega, por que ele entrega e nem os interesses daquele influenciador”, afirma.

Outro ponto comentado pela ministra foi sobre as fake news, que, em suas palavras, funcionam como processo de “manipulação adversarial online”. De acordo com Estela, o termo se refere a um ecossistema coordenado ou semicoordenado que utiliza influenciadores, bots e mídias alternativas não para debater propostas, mas para esgarçar o tecido social e destruir a confiança na imprensa, nas instituições de Justiça, na ciência e, também, na própria Justiça Eleitoral.

“Essas plataformas muito mais que hospedam conteúdo. Elas organizam a visibilidade desse conteúdo, definindo a prioridade, modulam a circulação e vão distribuir o alcance”, afirma a ministra. “Então, vemos muitas vezes fatos que não têm importância para o país ou para a população e que viram um grande debate nacional. O modelo econômico das redes sociais vai priorizar isso”.

A ministra também pontuou sobre influenciadores e sistemas econômicos invisíveis. De acordo com Estela, influenciadores invisíveis são perfis que não se apresentam como campanha, não se identificam como agentes políticos e não aparecem como coordenação partidária, mas têm “enorme” poder e capacidade de mobilização. Eles moldam o comportamento do eleitor de forma indireta e emocional sob a aparência de “comunicação espontânea”.

Estela citou como exemplo investigações recentes da Polícia Federal envolvendo redes de influenciadores ligadas ao mercado de jogos de azar (como o "Tigrinho"), que usam recursos vultosos para interferir em debates regulatórios e políticos.

“É um conteúdo de propaganda eleitoral que vai chegar sem rótulo de propaganda, sem transparência econômica, sem identificação de qual o interesse político que se faz por trás, mas com uma enorme capacidade de influência política e eleitoral”, alerta.

Em sua avaliação, a Justiça Eleitoral precisa parar de “enxugar gelo”, ao focar apenas no centro da mensagem, e passar a fiscalizar a “arquitetura de distribuição de uma propaganda explícita para uma modulação invisível de atenção”.

“Esse modelo tem que ser capaz de analisar não só o que é dito, mas também quem financia o que é dito, como circula tudo que está colocando, como é feita a amplificação, quais estruturas econômicas estão sustentando essa difusão e quais os efeitos concretos produzidos pela formação da vontade política de eleitor”, conclui.



sexta-feira, 15 de maio de 2026

André Raimundo e Joãozinho Tenório anunciam conquistas históricas em habitação e regularização fundiária para Cachoeirinha

Em uma agenda marcada por forte emoção e proximidade com a população, o prefeito de Cachoeirinha, André Raimundo, ao lado do deputado estadual Joãozinho Tenório, anunciou nesta sexta-feira (15) duas grandes ações estruturantes para melhorar a realidade habitacional e social do município. As iniciativas envolvem o início do processo de regularização fundiária na Fazenda Cabanas e a chegada do programa Reforma no Lar à cidade.

Segurança jurídica na Fazenda Cabanas

Durante visita à comunidade da Fazenda Cabanas, o prefeito assinou a ordem de serviço para o georreferenciamento do território, um passo decisivo para a regularização e emissão dos títulos de propriedade das famílias locais. Muitas das famílias residem na área há gerações, construindo suas histórias sem possuir a documentação oficial da terra.

"Imagina morar a vida inteira num lugar, criar os filhos aqui e ainda não ter o papel da sua terra. E isso aqui vai muito além de documento. É dignidade, é segurança e é tranquilidade para as famílias ", destacou o prefeito André Raimundo durante o diálogo com os moradores.

Com a execução do georreferenciamento, a gestão municipal garante o avanço legal necessário para que os trabalhadores rurais e moradores conquistem, de forma definitiva, o título de suas propriedades.

Mais dignidade com o programa Reforma no Lar

Complementando as ações do dia, foi anunciada a contemplação de Cachoeirinha com 50 reformas residenciais por meio do programa Reforma no Lar, uma vertente da iniciativa estadual Morar Bem Pernambuco. O projeto visa reestruturar habitações de famílias em situação de vulnerabilidade, oferecendo melhorias essenciais como reboco, pintura, banheiros e novas instalações elétricas e hidráulicas.

Para Joãozinho, a iniciativa atinge diretamente o bem-estar social: "Quem vive essa realidade sabe que uma reforma muda a dignidade de uma família inteira. O programa ajuda quem mais precisa a melhorar suas casas e ter mais qualidade de vida."

O mapeamento e a seleção das famílias beneficiadas serão detalhados pelas equipes técnicas responsáveis pelas vistorias nos próximos dias.

Parceria com o Governo do Estado

Ao final das agendas, os líderes políticos reforçaram a importância do alinhamento com a gestão estadual para viabilizar as conquistas. André Raimundo expressou seu agradecimento direto à governadora Raquel Lyra e ao Governo de Pernambuco pelo compromisso com o município.

"É o cuidado chegando dentro da casa das pessoas. Nosso agradecimento à governadora por essa conquista tão importante para a nossa gente. Seguimos trabalhando e buscando cada vez mais melhorias para Cachoeirinha ", concluiu o prefeito.




Direita e mercado ficam inquietos com Flávio e cogitam mudança

Apesar de ainda não ser oficial, busca de uma alternativa ao filho 01 de Bolsonaro e de uma mulher na chapa é cogitada pela oposição. A reve...