Minha lista de blogs

terça-feira, 12 de maio de 2026

Embrapa Semiárido realiza audiência pública para seleção de chefe-geral em 20 de maio

A Embrapa Semiárido realizará, no dia 20 de maio de 2026, a audiência pública que integra o processo de seleção para o cargo de Chefe-geral da Unidade. Na ocasião, será apresentado o plano de trabalho do candidato homologado, o pesquisador Carlos Alberto Tuão Gava.

Aberta à sociedade, a audiência ocorrerá das 9h às 11h30, em formato híbrido. O encontro presencial será realizado na Biblioteca da Embrapa Semiárido, em Petrolina-PE, com transmissão simultânea pela plataforma Google Meet, link: https://meet.google.com/eee-ngxw-nzz

Além da apresentação pública, o processo inclui etapa de entrevista do candidato com a Diretoria-Executiva da Embrapa. 

De acordo com o cronograma, o resultado deverá ser divulgado no dia 27 de julho. Caso seja aprovado em todas as etapas, o novo gestor assumirá oficialmente o cargo em 1º de setembro de 2026. O mandato é de dois anos, com possibilidade de prorrogação por igual período, condicionada ao processo de avaliação e recondução.

Dinâmica da audiência

Conforme previsto em normativa, a audiência pública terá duração máxima de duas horas e 30 minutos. A programação prevê uma hora para apresentação do plano de trabalho do candidato e até uma hora e meia destinada à arguição conduzida pelos integrantes do Comitê de Seleção de Chefes (CSC), colegiado responsável por coordenar e conduzir o processo de seleção na Unidade.

A normativa também estabelece que os questionamentos direcionados ao candidato deverão ser previamente analisados e selecionados pelo CSC, considerando a relevância e aderência às propostas apresentadas. Para melhor organização dessa etapa, as perguntas poderão ser encaminhadas antecipadamente por meio do formulário eletrônico: https://forms.gle/7csje14JAxw8eG5A9

Durante a audiência, os questionamentos do público deverão ser enviados pelo canal de WhatsApp do Núcleo de Comunicação Organizacional (NCO) da Unidade. As perguntas serão encaminhadas ao Comitê, que fará a avaliação e formulação da arguição ao candidato.

Processo seletivo

O processo de recrutamento e seleção para o cargo de Chefe-geral da Embrapa Semiárido teve início em 31 de março de 2026, com a publicação do edital no Boletim de Comunicações Administrativas (BCA) da Embrapa. Restrito aos empregados do quadro efetivo da Empresa, o processo é dividido em três etapas: recrutamento, inscrição e homologação das candidaturas; avaliação da habilitação dos candidatos; e seleção final, composta pela audiência pública, avaliação da Diretoria-Executiva e designação do novo Chefe-geral pela Presidência da Embrapa.

Sobre o Comitê de Seleção

Integram o Comitê de Seleção de Chefes (CSC) da Embrapa Semiárido, como representantes da instituição: Daniel da Silva Ferreira (Chefe Adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Algodão), que preside o comitê; Anderson Ramos de Oliveira (pesquisador da Embrapa Semiárido), no papel de secretário-executivo; Janaina Paula Marques Tanure (Chefe Adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Meio Ambiente); e Francisco de Assis Evangelista Filho (Técnico da Embrapa Semiárido), eleito como representante dos empregados junto à comissão.

O CSC conta ainda com membros externos, que são: Lúcia Marisy Souza Ribeiro de Oliveira, vice-reitora da UNIVASF; Jair Fernandes Virginio, diretor da empresa Biofábrica Moscamed Brasil; e Beatriz Araripe Bezerra de Menezes Lyra, superintendente da SUDENE.

Conheça o candidato

Carlos Alberto Tuão Gava é graduado em Agronomia pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (1992), possui especialização em Biotecnologia pelo CNPq/Biobrás/Unimontes (1997), mestrado em Agronomia/Ciência do Solo, com ênfase em Microbiologia do Solo, pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (1997), e doutorado em Produção Vegetal/Proteção de Plantas pela Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (2003), com especialização em controle microbiano de pragas.

Pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária há 25 anos, ingressou na instituição em 2001. Ao longo de sua trajetória, tem atuado principalmente nas áreas de controle biológico de pragas e manejo integrado em culturas de importância econômica para o Vale do São Francisco. Atualmente, sua principal linha de pesquisa é voltada à seleção e ao desenvolvimento de agentes microbianos para controle biológico aplicado à agricultura.

Na área de gestão, Gava atuou como presidente do Comitê Técnico Interno (CTI) da Embrapa Semiárido e exerceu a função de chefe-adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da Unidade entre janeiro de 2025 e março de 2026.

Serviço: 

Audiência pública para seleção de chefe-geral da Embrapa Semiárido

Local: Biblioteca da Embrapa Semiárido – Petrolina (PE)

Data: 20 de maio de 2026

Horário: das 9h às 11h30

Link da transmissão: https://meet.google.com/eee-ngxw-nzz

Programação

9h – Boas-vindas e abertura da audiência pelo Comitê de Seleção

9h05 às 10h05 – Apresentação do candidato Carlos Alberto Tuão Gava

10h05 às 11h35 – Arguição do candidato pelo Comitê de Seleção

Clarice Rocha (MTb 4733/PE)

Embrapa Semiárido


Contatos para a imprensa

semiarido.imprensa@embrapa.br

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Casas das Juventudes: governadora Raquel Lyra entrega kits de equipamentos e mobiliário para mais de 60 municípios e garante funcionamento dos espaços

O ato faz parte da nova etapa de funcionamento dos espaços, reforçando a infraestrutura e fortalecendo a execução da política de juventude em todas as regiões do Estado.

A governadora Raquel Lyra entregou, nesta segunda-feira (11), kits de equipamentos para mais de 60 municípios, garantindo o funcionamento das Casas da Juventude. A iniciativa, executada pela Secretaria da Criança e da Juventude, recebeu investimento de aproximadamente R$ 6 milhões e contempla a entrega de computadores, impressoras, mobiliário, smart TVs e equipamentos de som para o programa Casa das Juventudes. Cada kit é composto por 60 itens. A medida amplia serviços onde já havia iniciativas e supre lacunas em municípios que agora passam a contar com espaços estruturados para a juventude. A cerimônia foi realizada no Palácio do Campo das Princesas e contou com a presença da vice-governadora Priscila Krause.

"Hoje resgatamos uma política pública que é a Casa das Juventudes. Quando a gente entrega mesa, cadeira, computador, um kit de som, multimídia, colocando como condição a criação de conselhos de juventude, de política pública para juventude, é a forma da gente fazer com que os jovens possam participar de maneira ativa e exercer protagonismo na transformação dos municípios. Para falar do futuro, nós precisamos construir agora, com a presença ativa dos nossos jovens”, ressaltou a governadora Raquel Lyra.

Nesta primeira etapa, os municípios que atenderam aos requisitos necessários para a aquisição do mobiliário, foram contemplados e já estão levando para as suas cidades. O Programa Casa das Juventudes amplia oportunidades de convivência, formação profissional, participação social e desenvolvimento sociocultural, ao articular ações locais ao Sistema Estadual de Políticas Públicas de Juventude, além de cursos adequados para cada região. Nos espaços serão oferecidos a jovens de 15 a 29 anos, por exemplo, oficinas, cursos e formações profissionais. Atualmente, Pernambuco conta com 28 Casas das Juventudes em funcionamento, e terá a iniciativa ampliada para todo Estado.

“O Governo do Estado estrutura a casa inteira, que vai ser entregue para o Estado todo. Hoje nós estamos entregando a mais de 60 municípios que se organizaram com os requisitos. Este repasse hoje é um dia importante em que a gente começa a retomar de uma forma mais concreta o protagonismo da juventude dentro de Pernambuco, para qualificar, capacitar o jovem, incentivar os estudos, empreender, e ter oportunidade”, disse Yanne Teles, secretária da Criança e da Juventude.

A prefeita de Ibirajuba, Maria Izalta, comemorou a chegada dos equipamentos. “Essa Casa das Juventudes vai fazer com que os jovens enxerguem neste equipamento um atrativo educacional e de acolhimento”, disse. Já o prefeito de Salgueiro, Fabinho Lisandro, comentou a importância das entregas. “Nós merecemos avançar com a responsabilidade que a gestão faz com compromisso, com transparência e principalmente com responsabilidade social e fiscal”, pontuou.

O deputado estadual João Paulo ressaltou a ação do Governo do Estado em se colocar à disposição de todos os municípios: “Essa política da criança e da juventude é fundamental, porque o futuro é mais próximo do que pensamos, e devemos construí-lo hoje”. O diretor da juventude de Brejo da Madre de Deus, Daniel Ribeiro, destacou a necessidade da política pública. ”Precisávamos de um governo que, de fato, trabalhasse e que olhasse para a juventude e colocasse ela como prioridade”, registrou.

Estiveram presentes na ocasião os deputados estaduais Joaquim Lira, Joãozinho Tenório, Luciano Duque, Isaías Regis, Antonio Moraes, Débora Almeida e ⁠Cleiton Collins; os secretários Andreza Pacheco (Assistência Social, Combate à Fome e Políticas sobre Drogas) e Ivete Lacerda (Esportes); o desembargador Coordenador Estadual de Família do Tribunal de Justiça de Pernambuco, Humberto Vasconcelos; os prefeitos Joel Gonzaga (Feira Nova), Dió Filho (Riacho das Almas), Helbinha (Trindade), Elias Filho (Calçado), Dr. Evaldo (Mirandiba), Elizinho (Carnaubeira da Penha), Dr. Stênio (Vertente do Lério), Paulinha da Educação (Paudalho), Wellington Siqueira (Ibimirim), Beto do Sargento (Belém de Maria), Éder Waltter (Vicência), Junior de Irmã Teca (Itapissuma), Edmilson Cupertino (Moreno), Mano Medeiros (Jaboatão dos Guararapes), Henrique Queiroz (Buenos Aires), Thallita Fonseca (Camutanga), Silvestre (Passira), Dedé (Carpina), Washington Bigodão (Tacaratu), George de Sidiney (Granito), Junior de Rivaldo (Saloá), Chiquinho (Olinda), Pollyanna Abreu (Sertânia), Dimas Natanael (Lagoa de Itaenga), Jaime Lima (Glória do Goitá), Júnior de Beto (Palmares), Fátima Borba (Cortês), Cátia Ribeiro (Jataúba), Elias Meu Fi (Pombos), Pedro Pilota (Itaíba) e ⁠Saulo Maruim (Brejão).

Os primeiros municípios que cumpriram com os requisitos necessários e já foram contemplados nesta primeira etapa são: 


ANGELIM

ÁGUAS BELAS

ALTINHO

ARAÇOIABA

ARCOVERDE

BELÉM DE MARIA

BELO JARDIM

BODOCÓ

BREJÃO

BREJO DA MADRE DE DEUS

BUENOS AIRES

BUÍQUE

CABROBÓ

CALÇADO

CAMARAGIBE

CANHOTINHO

CARPINA

CARUARU

CORTÊS

FEIRA NOVA

GAMELEIRA

GLÓRIA DO GOITÁ

GRANITO

GRAVATÁ

IBIMIRIM

IBIRAJUBA

IGUARACY

ITAÍBA

ITAPISSUMA

JABOATÃO DOS GUARARAPES

JAQUEIRA

JATAÚBA 

JATOBÁ

LAGOA DE ITAENGA

LAGOA DO CARRO

LAGOA DOS GATOS

LIMOEIRO

MIRANDIBA

MORENO

OROCÓ

PARNAMIRIM

PARANATAMA

PALMARES

PASSIRA

PAUDALHO

PAULISTA

PEDRA

POMBOS

RIACHO DAS ALMAS

SALGUEIRO

SALOÁ

SÃO JOSÉ DA COROA GRANDE

SÃO JOSÉ DO EGITO

SERRITA

SERTÂNIA

SOLIDÃO

SURUBIM

TACARATU

TAQUARITINGA DO NORTE

TRINDADE

TUPARETAMA

VERTENTE DO LÉRIO

VERTENTES



Fotos: Hesíodo Góes/Secom

Kaio Maniçoba fortalece pré-candidatura à reeleição com apoios de Aerto Luna e Gilberto Luna no Recife

Fotografia Jairo Lima
O deputado estadual Kaio Maniçoba oficializou o recebimento de apoios de peso à sua pré-candidatura para a reeleição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe): o ex-vereador do Recife, Aerto Luna, e a liderança Gilberto Luna.

A aliança foi selada, nesta segunda (11),e reforça a força política do grupo político de Maniçoba, que vem intensificando seu trabalho também na capital pernambucana. 

“É com muita alegria que recebemos o apoio de lideranças tão respeitadas como Aerto Luna e Gilberto Luna. Agradeço imensamente pela confiança depositada em nosso trabalho, essa união nos motiva a seguir com ainda mais determinação em busca de novas conquistas para o estado", afirmou Kaio Maniçoba.




Pagamento do Gás do Povo será feito sempre no dia 10

Medida começou a valer neste domingo (10) para 2,71 milhões de famílias

  • Cerca de 345 mil famílias entrarão no programa pela primeira vez em maio.
AGÊNCIA BRASIL O benefício do Gás do Povo será pago sempre no dia 10 de cada mês, independentemente de a data cair em fim de semana ou feriado. A medida já começou a valer neste domingo (10), liberando o crédito de maio para 2,71 milhões de famílias brasileiras.

O programa garante a recarga gratuita do botijão de gás de 13 quilos para famílias de baixa renda, mas não cobre o valor do vasilhame nem custos de entrega, se houver. Para acessar, o beneficiário pode consultar se tem direito ao programa pelo aplicativo "Meu Social - Gás do Povo", no qual também é possível verificar o vale e localizar revendas credenciadas.

A retirada do botijão pode ser feita diretamente na revenda, mediante validação com cartão do Bolsa Família, cartão de débito da Caixa ou CPF com código enviado ao celular. Quem não tem acesso à internet pode usar os cartões físicos ou informar o CPF diretamente na maquininha utilizada pelas revendas.

É necessário estar inscrito no Cadastro Único, com renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa e dados atualizados nos últimos dois anos, para ter direito ao benefício. O programa prioriza beneficiários do Bolsa Família.

Conforme o MDS (Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome), o investimento total para este mês será de R$ 288,66 milhões. Segundo o governo, o vale anterior permanece válido até o dia 9 do mês seguinte ao novo pagamento. Em maio, cerca de 345 mil famílias entrarão no programa pela primeira vez.

Os beneficiários podem verificar se têm direito ao vale e localizar revendas credenciadas pelos seguintes canais:

Aplicativo Meu Social, Gás do Povo;

Portal oficial do programa;

Disque Social 121.

Por telefone, basta informar o CPF (Cadastro de Pessoas Físicas) do responsável familiar para consultar automaticamente a situação do benefício.












Deputado Edson Vieira amplia base política com novo apoio em Palmares

O deputado estadual Edson Vieira (Podemos) anunciou mais um importante reforço político para o seu projeto de reeleição. Desta vez, o parlamentar confirmou o apoio de Luciano Júnior, liderança com atuação consolidada no município de Palmares, na Zona da Mata Sul de Pernambuco. O anúncio foi feito através das redes sociais do deputado.

Pré-candidato a deputado federal, ex-vereador por dois mandatos e ex-vice-prefeito de Palmares, Luciano Júnior passa a integrar o grupo político de Edson Vieira, fortalecendo ainda mais a presença do deputado na região.

“É assim que a gente faz política de verdade: somando, dialogando e trazendo quem tem serviço prestado. Celebramos a chegada de Luciano Júnior ao nosso time. Um nome que carrega experiência, sempre com presença e compromisso com o povo”, destacou o deputado.

Segundo Edson Vieira, a chegada de Luciano representa um importante fortalecimento político em Palmares, contribuindo para ampliar ações e aproximar ainda mais o mandato das demandas da população.






domingo, 10 de maio de 2026

Lula, Trump e a derrota melancólica dos Bolsonaro nos EUA

A visita a Trump não foi apenas diplomacia. Foi a resposta de Estado à chancelaria paralela que a família Bolsonaro montou nos Estados Unidos para pressionar o Brasil, proteger Jair Bolsonaro e fabricar a candidatura de Flávio.

A reunião de Lula com Donald Trump na Casa Branca deve ser lida para além da fotografia oficial, dos apertos de mão, das frases protocolares e da cordialidade calculada entre dois líderes que representam campos políticos opostos. O encontro, ocorrido em Washington, não produziu uma declaração conjunta espetacular nem resolveu, de uma só vez, os conflitos comerciais, tarifários e geopolíticos entre Brasil e Estados Unidos.  

Mas produziu algo politicamente decisivo: desmontou a operação simbólica construída pela família Bolsonaro desde que Eduardo Bolsonaro se instalou nos Estados Unidos. 

Lula não foi à Casa Branca pedir bênção a Trump. Foi mostrar ao Brasil que a relação com os Estados Unidos não pertence aos Bolsonaro. 

Essa é a chave do episódio. 

Desde que Eduardo Bolsonaro atravessou a fronteira política e passou a viver nos Estados Unidos, a extrema direita brasileira tentou transformar Washington em retaguarda do bolsonarismo. Eduardo não foi apenas morar fora. Foi instalar uma espécie de embaixada paralela da família Bolsonaro no coração do trumpismo. 

Ali, passou a cultivar relações com lideranças republicanas, setores da direita radical americana, figuras próximas a Steve Bannon, autoridades do entorno político de Donald Trump e operadores da guerra cultural internacional. 

Sua missão era dupla. 

A primeira era ficar fisicamente mais perto de Trump, de Marco Rubio, de Steve Bannon, da CPAC, dos parlamentares republicanos e do aparelho político que voltou ao poder nos Estados Unidos com a restauração trumpista. 

A segunda era permanecer fisicamente longe do Brasil — longe da Polícia Federal, longe do Supremo Tribunal Federal, longe do risco concreto de responder aqui, em território nacional, pelas consequências da ofensiva que ajudou a organizar contra as instituições brasileiras. 

Eduardo fugiu para atuar. Mas também fugiu para se proteger. 

A chancelaria clandestina dos Bolsonaro 

O que se montou nos Estados Unidos não foi turismo político. Foi uma chancelaria clandestina. 

Eduardo Bolsonaro passou a operar como se fosse representante internacional de uma família derrotada nas urnas, desmoralizada pelo 8 de janeiro, cercada por investigações e empenhada em transformar a política externa americana em instrumento de pressão contra o Brasil. 

A lógica era transparente: se a extrema direita brasileira já não conseguia controlar plenamente as instituições nacionais, tentaria constrangê-las a partir de fora. Se Jair Bolsonaro estava inelegível, condenado e politicamente interditado, seria preciso internacionalizar sua defesa.  

Se Alexandre de Moraes, o Supremo Tribunal Federal, a Polícia Federal e o sistema eleitoral haviam se tornado obstáculos à restauração bolsonarista, então a saída seria acionar Washington. 

Não por acaso, Eduardo e seus aliados passaram a trabalhar para que autoridades brasileiras fossem enquadradas como violadoras de direitos, alvo de sanções e objeto de pressão diplomática americana.  

O Brasil deixaria de ser tratado como nação soberana para ser apresentado como território em crise, supostamente sequestrado por juízes, comunistas, censores e inimigos da liberdade. Era a velha gramática do golpe traduzida para o inglês. 

O que antes aparecia nos acampamentos diante dos quartéis — “SOS Forças Armadas” — passou a aparecer, com outra roupagem, nos corredores da extrema direita: “SOS Trump”. 

Eduardo, Bannon e o método 

Steve Bannon não é um detalhe nessa história. É parte do método. 

O ex-estrategista de Trump ajudou a transformar a extrema direita global numa rede de ressentimentos conectados. Sua fórmula combina guerra cultural, desinformação, ataque às instituições, fabricação permanente de inimigos internos e pressão sobre sistemas eleitorais. O objetivo não é apenas vencer eleições. É corroer a confiança pública na democracia até que qualquer derrota da extrema direita pareça fraude, perseguição ou conspiração. 

Eduardo Bolsonaro aprendeu esse idioma. 

Nos Estados Unidos, passou a falar para a plateia que interessava ao bolsonarismo: trumpistas, conspiracionistas, setores religiosos conservadores, operadores digitais, parlamentares republicanos e militantes da guerra cultural. Seu papel era apresentar o Brasil como laboratório de uma suposta tirania judicial e transformar Jair Bolsonaro em versão tropical de Donald Trump: o líder perseguido, injustiçado, censurado e punido por enfrentar o sistema. 

A operação tinha finalidade eleitoral evidente: preparar o terreno para 2026. 

Jair Bolsonaro, condenado e inviabilizado, seria preservado como mito. Eduardo atuaria como operador externo. Flávio Bolsonaro seria apresentado como herdeiro eleitoral. Trump funcionaria como fiador simbólico. Bannon ofereceria o método. Rubio e outros republicanos seriam as portas institucionais. As Big Techs e as redes digitais fariam o resto. 

Era um projeto de poder com sede no Brasil, palco nos Estados Unidos e método internacional. 

Flávio, o candidato made in USA 

A candidatura de Flávio Bolsonaro não nasceu apenas em Brasília. Foi sendo fabricada também nos palcos da direita americana. 

Quando Flávio foi à CPAC e pediu “pressão diplomática” sobre as eleições brasileiras, não discursava apenas para simpatizantes estrangeiros. Sinalizava que a extrema direita brasileira pretendia transformar a eleição de outubro em assunto internacional.  

Pior: pretendia convocar uma potência estrangeira a vigiar, pressionar e constranger as instituições brasileiras. O gesto revela a essência do projeto. 

Enquanto Lula representa o Brasil como chefe de Estado, Flávio se apresenta como candidato de uma família que pede tutela externa. Enquanto Lula negocia com Washington a partir do Planalto, Flávio procura legitimação em palanques trumpistas. Enquanto Lula conversa com Trump sem renunciar à soberania, os Bolsonaro tentam oferecer alinhamento automático como moeda eleitoral. 

Esse contraste é o coração do novo momento político. 

A extrema direita brasileira tentou convencer o eleitor de que somente um Bolsonaro seria capaz de falar com Trump. Tentou vender a imagem de que Washington estava fechado para Lula e aberto apenas para a família Bolsonaro. Tentou transformar a Casa Branca em comitê informal da candidatura de Flávio. 

Foi essa fantasia que Lula atravessou. 

A derrota simbólica dos Bolsonaro 

A visita de Lula à Casa Branca foi, antes de tudo, uma derrota simbólica dos Bolsonaro. 

Derrota de Eduardo, que se mudou para os Estados Unidos para operar por dentro do trumpismo e vender a ideia de que a família Bolsonaro tinha acesso privilegiado ao poder americano. 

Derrota de Flávio, que tentava se apresentar como o candidato capaz de restaurar a relação com Washington. 

Derrota de Jair Bolsonaro, que sempre tratou Trump como espelho, escu do e inspiração. 

Derrota da narrativa segundo a qual o Brasil só seria ouvido nos Estados Unidos se voltasse a ser governado pela extrema direita. 

A cena de Lula sentado com Trump na Casa Branca desmanchou a fábula. Mostrou que o presidente brasileiro, eleito pelo voto popular, pode falar com qualquer governo do mundo — inclusive com um governo ideologicamente hostil — sem se fantasiar de trumpista, sem entregar a soberania nacional e sem pedir licença à família Bolsonaro. 

Trump não recebeu Lula por simpatia ideológica. Recebeu porque o Brasil importa. 

Essa é a diferença entre diplomacia e submissão. 

Estados Unidos e Brasil têm interesses concretos em comércio, tarifas, combate ao crime organizado, minerais críticos, energia, tecnologia, Amazônia, China, América Latina e segurança regional. O governo americano pode preferir ideologicamente a extrema direita, mas não pode ignorar o peso do Brasil. E Lula, ao compreender isso, transformou uma vulnerabilidade em vantagem. 

Foi política externa a serviço da política interna — sem deixar de ser política de Estado. 

Lula não pediu bênção; impôs realidade 

É aqui que o artigo da ScheerPost — site jornalístico independente dos Estados Unidos — oferece a melhor chave de leitura. 

Reportagem do ScheerPost observou que Lula queria que a conversa fosse bem-sucedida não apenas por razões diplomáticas, mas porque enfrenta uma batalha difícil nas eleições de outubro. A viagem a Washington foi, portanto, uma operação política interna. Mesmo sem grandes resultados concretos, o clima positivo relatado pelos dois presidentes representou uma vitória para Lula no contexto da disputa presidencial. 

A leitura é precisa. Lula foi a Washington para neutralizar a principal mercadoria eleitoral dos Bolsonaro: a promessa de acesso exclusivo a Trump. 

O bolsonarismo apostava que poderia dizer ao eleitor brasileiro: Lula está isolado; Trump nos apoia; os Estados Unidos confiam em nós; só Flávio pode reconstruir a relação bilateral; só a família Bolsonaro pode impedir o Brasil de se afastar de Washington. 

A reunião na Casa Branca destruiu esse roteiro. 

Lula não saiu de lá como aliado de Trump. Nem precisava. Saiu como presidente do Brasil reconhecido como interlocutor necessário dos Estados Unidos. Para a disputa interna brasileira, isso basta. Porque o objetivo não era converter Trump em lulista — o que seria absurdo. O objetivo era impedir que Trump continuasse sendo tratado como propriedade eleitoral dos Bolsonaro. 

A operação Eduardo acabou — e de forma melancólica 

A operação Eduardo Bolsonaro acabou. Não porque a extrema direita deixou de ser perigosa. Não porque suas redes internacionais tenham sido desmontadas. Não porque Steve Bannon, Marco Rubio, a CPAC e o trumpismo tenham desaparecido do horizonte da eleição brasileira. Nada disso. 

Acabou porque fracassou em seu objetivo central. 

Eduardo Bolsonaro fugiu para os Estados Unidos por duas razões. A primeira era ficar perto fisicamente de Donald Trump, de Marco Rubio, de Steve Bannon e das autoridades do governo americano que poderiam ser mobilizadas contra o Brasil.  

A segunda era ficar longe do Brasil — longe da Polícia Federal, longe do Supremo Tribunal Federal, longe do risco concreto de responder aqui, em território nacional, pelas consequências da ofensiva que ajudou a organizar contra as instituições brasileiras. 

Não foi exílio romântico. Foi fuga política. 

E foi fuga financiada pelo próprio pai. Jair Bolsonaro admitiu publicamente ter enviado R$ 2 milhões ao filho nos Estados Unidos. Disse que “lá fora tudo é mais caro”, que tinha netos no exterior e que não queria que Eduardo “passasse por dificuldades”.  

A frase, que pretendia soar doméstica, revela a dimensão política do episódio: enquanto a militância era convocada a resistir, o operador internacional do clã era sustentado a milhões de reais fora do país. 

Eduardo foi para os Estados Unidos para ser o embaixador informal de uma restauração bolsonarista. Voltaria, imaginavam eles, como ponte vitoriosa entre o trumpismo e o Planalto. Voltaria como o homem que abriu portas em Washington, pressionou o Supremo, constrangeu Alexandre de Moraes, internacionalizou a defesa de Jair Bolsonaro e preparou o terreno para a candidatura de Flávio. 

Mas não voltou assim. 

O que restou de Eduardo no Brasil é uma caricatura do projeto original: a tentativa de se abrigar como primeiro suplente de André do Prado numa chapa ao Senado por São Paulo, mesmo morando nos Estados Unidos.  

O deputado que pretendia falar diretamente com Trump agora depende de uma vaga lateral, subordinada, indireta, para tentar manter alguma presença institucional no país que abandonou. 

É um rebaixamento político brutal. 

O operador internacional tenta virar suplente. 

O “chanceler” paralelo virou apêndice de chapa. 

O herdeiro do bolsonarismo ideológico virou problema jurídico, eleitoral e familiar. 

O homem que foi aos Estados Unidos para acionar Washington contra o Brasil agora tenta disputar uma eleição brasileira à distância. 

Essa é a derrota mais melancólica da operação Eduardo Bolsonaro. 

Lula entrou na Casa Branca como presidente eleito do Brasil. Eduardo permaneceu nos Estados Unidos como deputado encolhido, investigado, politicamente rebaixado e reduzido à condição de suplente remoto. 

A Casa Branca não virou bunker da família Bolsonaro. E Eduardo não voltou como estrategista vitorioso. Voltou como sombra de uma operação que prometia tomar Washington — e terminou disputando uma suplência em São Paulo. 

Soberania contra vassalagem 

A disputa de 2026 será também uma disputa sobre o lugar do Brasil no mundo. 

De um lado, há um projeto de soberania pragmática: conversar com Estados Unidos, China, União Europeia, América Latina, África e mundo árabe sem subordinação automática a nenhum império. Defender interesses nacionais, negociar tarifas, proteger setores estratégicos, agregar valor aos minerais críticos, preservar a capacidade industrial e manter autonomia diplomática. 

De outro, há o projeto da vassalagem ideológica: alinhar o Brasil ao trumpismo, entregar a política externa à guerra cultural, tratar a soberania como obstáculo, pedir pressão diplomática estrangeira sobre eleições nacionais e transformar recursos estratégicos em moeda de troca para apoio político. 

É isso que está em jogo. E dessa vez, como na campanha em 2018, o Estadão vai publicar editorial com o título: Uma escolha muito difícil?




 


sábado, 9 de maio de 2026

Oficina de Audiovisual movimenta neste sábado Nova Jerusalém, em Fazenda Nova, Brejo da Madre de Deus

O Auditório Plínio Pacheco, na Pousada da Paixão, em Nova Jerusalém, está recebendo neste sábado a Oficina de Interpretação para Audiovisual, ministrada pela atriz, produtora e diretora colombiana Diana Giraldo. A atividade segue até às 17h e reúne participantes de diferentes cidades pernambucanas.

Entre os alunos estão integrantes da Companhia de Teatro de Fazenda Nova, além de participantes vindos de Caruaru, Carnaíba e Toritama. A oficina promove uma imersão prática voltada para atuação diante das câmeras, com exercícios de criação de personagens, expressão corporal, interpretação e dinâmica de set audiovisual.

Realizada dentro da cidade-teatro de Nova Jerusalém, considerada o maior teatro ao ar livre do mundo, a atividade também fortalece o intercâmbio cultural e artístico entre grupos e artistas do interior pernambucano.




Embrapa Semiárido realiza audiência pública para seleção de chefe-geral em 20 de maio

A Embrapa Semiárido realizará, no dia 20 de maio de 2026, a audiência pública que integra o processo de seleção para o cargo de Chefe-geral ...