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quarta-feira, 29 de abril de 2026
Em entrevista, Diogo Moraes presta contas do mandato e fala da ampliação de apoios políticos
Fraude à Cota de Gênero nas Eleições de 2026: como o compliance eleitoral pode evitar danos irreversíveis
Advogado e Cientista Político.
Mestre pela UFPE.
Pós-graduado em Direito Eleitoral, Direito Político, Marketing e Gestão Pública.
Por anos, muitos partidos trataram a cota de gênero como mera exigência burocrática. Preenchia-se a nominata feminina às pressas, registravam-se candidaturas sem planejamento e seguia-se adiante como se o problema estivesse resolvido.
A jurisprudência eleitoral brasileira demonstrou que não está.
Nas últimas eleições, a fraude à cota de gênero é uma das condutas mais severamente reprimidas pela Justiça Eleitoral. Cassações coletivas, perda de mandatos, anulação de votos, inelegibilidades e desgaste público passaram a integrar o custo da improvisação partidária. Em 2026, insistir nesse modelo será não apenas irresponsável, mas politicamente suicida.
A questão central é simples: não basta cumprir percentuais formais; é necessário assegurar participação feminina real, viável e competitiva.
O erro estratégico dos partidos
Muitos partidos ainda repetem a mesma fórmula fracassada: montam a chapa nos últimos meses, escolhem candidatas sem critério político, sem estrutura mínima, sem equipe técnica e sem perspectiva concreta de campanha. Depois, abandonam essas mulheres à própria sorte.
O resultado costuma ser previsível: candidaturas sem material, sem comunicação, sem arrecadação, sem orientação jurídica, sem prestação de contas adequada e, em alguns casos, sem qualquer campanha efetiva.
Quando isso ocorre, abre-se espaço para questionamentos sobre candidaturas fictícias ou lançadas apenas para cumprir a cota legal.
O problema é ainda mais grave quando se trata de candidatas estreantes, que naturalmente precisam de maior suporte partidário para ingressar no processo eleitoral em igualdade mínima de condições.
O que começa errado termina no tribunal
Fraudes à cota de gênero raramente nascem no dia do registro. Elas começam muito antes, na ausência de planejamento.
Quando o partido não faz seleção séria de pré-candidatas, não analisa viabilidade política, não oferece formação, não estrutura comunicação e não acompanha juridicamente a campanha, cria-se um ambiente propício ao desastre.
Em termos objetivos, o passivo pode ser devastador, pois a irregularidade pode resultar na cassação de toda a chapa proporcional, na perda de mandatos já conquistados e até mesmo na nulidade dos votos obtidos. Além disso, dirigentes partidários e candidatos envolvidos podem ser declarados inelegíveis, enquanto a legenda sofre desgaste público relevante, com danos reputacionais duradouros e enfraquecimento político local que pode comprometer seu desempenho por vários ciclos eleitorais.
Não se trata apenas de risco jurídico. Trata-se de risco institucional.
A solução: compliance eleitoral preventivo
Os partidos precisam compreender que compliance eleitoral não é luxo de grandes legendas; é mecanismo de sobrevivência política.
Assim como empresas adotam governança para evitar crises, partidos precisam implementar rotinas preventivas para assegurar legalidade, transparência e efetividade eleitoral.
No tema da participação feminina, a prevenção exige uma estrutura séria e integrada.
O primeiro passo é realizar uma seleção qualificada de pré-candidaturas, pois a escolha não pode servir apenas para preencher números formais da nominata. É necessário identificar mulheres com potencial político, inserção comunitária, disposição real de campanha e projeto consistente de candidatura. Em seguida, torna-se indispensável investir em capacitação antecipada, oferecendo treinamento em redes sociais, comunicação política, legislação eleitoral, arrecadação, construção de agenda pública e posicionamento estratégico. Paralelamente, o partido deve garantir suporte jurídico permanente, com advogados especializados acompanhando desde a pré-campanha até a diplomação, orientando sobre propaganda, condutas vedadas, registros, impugnações e prestação de contas. Também é fundamental a existência de uma estrutura contábil profissional, capaz de assegurar correta distribuição de recursos, rastreabilidade financeira, regularidade documental e prestação de contas técnica, reduzindo de forma significativa riscos futuros. Por fim, é essencial monitorar a performance eleitoral, porque campanhas reais deixam sinais concretos, como agenda ativa, produção de materiais, presença digital, mobilização política, despesas compatíveis e participação efetiva na disputa.
A mulher não pode ser usada como escudo jurídico.
Talvez o ponto mais sensível dessa discussão seja ético: candidatas mulheres não podem ser tratadas como instrumento para viabilizar candidaturas masculinas.
Quando o partido registra mulheres apenas para cumprir formalidade, sem investir nelas, reproduz dupla violência política: contra a democracia e contra a própria participação feminina.
A cota de gênero existe para ampliar representação, não para mascarar exclusão.
2026 exigirá profissionalização
As eleições de 2026 tendem a ser mais fiscalizadas, mais judicializadas e mais digitalizadas. Nesse cenário, amadorismo custa caro.
Partidos que compreenderem isso desde agora sairão na frente. Os que insistirem em improviso podem descobrir tarde demais que uma chapa inteira pode ruir por erros cometidos meses antes.
A verdadeira prevenção não começa no processo judicial. Começa na montagem séria da nominata.
Conclusão
Fraude à cota de gênero não se combate apenas com punição posterior. Combate-se com organização anterior.
Se os partidos desejam segurança jurídica, competitividade eleitoral e legitimidade pública em 2026, precisam substituir o velho modelo de improvisação por um sistema profissional de compliance eleitoral.
Em política, como no Direito, certos danos são irreversíveis. E quase todos poderiam ter sido evitados com planejamento.
Governadora Raquel Lyra assina concessão parcial da Compesa para investi em saneamento
Em mais um passo histórico para a população pernambucana, a governadora Raquel Lyra assinou, nesta quarta-feira (29), no Palácio do Campo das Princesas, o contrato de concessão parcial dos serviços da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), consolidando um dos principais avanços estruturantes da política de saneamento no Estado. A iniciativa, resultado de articulação do Governo de Pernambuco, garante a atuação do consórcio entre as empresas Acciona e BRK em 151 municípios da Região Metropolitana do Recife, Zona da Mata, Agreste e parte do Sertão, com foco na ampliação do abastecimento de água e da coleta e tratamento de esgoto. A vice-governadora Priscila Krause acompanhou a assinatura.
“Hoje é um dia histórico e de prosperidade para o povo pernambucano. Essa assinatura é uma das obras mais importantes da nossa história. Agradeço a iniciativa privada que entendeu que o nosso Estado é um bom lugar para se investir, através de um contrato que construímos de forma sólida e correta. A proposta do nosso Governo sempre foi trabalhar para universalização dos serviços de água e esgoto no nosso Estado. Com a assinatura, asseguramos isso. Estamos olhando para todos os pernambucanos, seja na Região Metropolitana ou no interior, garantindo um direito básico para nossa população”, enfatizou a governadora Raquel Lyra.
Com a concessão, o consórcio ficará responsável pelos serviços de distribuição de água e esgotamento sanitário, enquanto a Compesa segue atuando na produção e armazenamento de água. O contrato prevê investimentos de R$ 17,4 bilhões ao longo dos próximos anos, além do pagamento de uma outorga de R$ 4 bilhões, sendo R$ 2,4 bilhões já repassados no ato da assinatura. Desse valor, R$ 1,3 bilhão será destinado aos municípios beneficiados, sendo R$ 770 milhões também no ato da assinatura. Os 40% restantes da outorga serão divididos em dois pagamentos: 20% após o período de seis meses de transição e 20% dois anos após o início da operação.
De acordo com o secretário de Recursos Hídricos e Saneamento, Almir Cirilo, o modelo adotado busca acelerar o cumprimento das metas estabelecidas pelo Marco Legal do Saneamento, que prevê a universalização do acesso à água potável e ao esgotamento sanitário até 2033. “Hoje se faz um novo tempo. O futuro já começou. Ao longo de anos, através de muito trabalho, conseguimos captar recursos importantes que levaram, por exemplo, as águas do Rio São Francisco para o Agreste. Nossa missão agora é acompanhar as ações das empresas privadas, priorizando as demandas do Estado, para que possamos alcançar o Marco do Saneamento. A partir de hoje, estamos deixando para trás uma página difícil da história de Pernambuco”, destacou o titular da pasta.
A secretária de Projetos Estratégicos, Simone Nunes, destacou o impacto desse contrato para a qualidade de vida da população. “A assinatura deste contrato representa um marco histórico para o Estado. O avanço concreto na universalização do acesso à água e ao esgotamento sanitário impacta diretamente na qualidade de vida de milhões de pernambucanos. Ao garantir investimentos estruturantes em 151 municípios, a governadora Raquel Lyra reafirma seu compromisso com a redução das desigualdades regionais. Este é um passo decisivo para levar dignidade e oportunidades a quem mais precisa”, ressaltou.
A medida também fortalece a capacidade de investimento do Estado e amplia a escala das intervenções em regiões historicamente afetadas pela escassez hídrica e pela ausência de infraestrutura adequada. No início deste mês, foi assinado em Petrolina, no Sertão do São Francisco, o contrato com a Vita Sertão, concessionária que ficará responsável pelos serviços em 24 municípios que formam a microrregião do Sertão. O consórcio entre Acciona e BRK ficará responsável pelos serviços na microrregião RMR-Pajeú, formada pelos demais municípios pernambucanos.
Presente no evento, o diretor-Presidente da Acciona, José Manuel Entrecanales, destacou o momento histórico. “Assim como Pernambuco é um Estado revolucionário, estamos revolucionando o setor com essa parceria”, pontuou. Já o diretor-presidente da BRK, Alexandre Thiollier, enfatizou a força da parceria. “Hoje estamos aumentando nossa parceria com o Governo de Pernambuco. Vamos trabalhar arduamente para a evolução dos serviços ofertados”, disse.
Além do impacto direto nos serviços, o contrato também prevê repasses financeiros aos municípios, fortalecendo a capacidade de investimento local e ampliando a parceria entre Estado e prefeituras na execução das políticas públicas. Representando os prefeitos beneficiados, o prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Mano Medeiros agradeceu ao Governo de Pernambuco. “Agradeço ao Governo do Estado por essa assinatura, que é um gesto de coragem. Essa ação beneficia diretamente todos os municípios pernambucanos, sendo um grande marco da atual gestão”, afirmou o gestor.
A concessão integra uma estratégia ampla do Governo de Pernambuco para garantir segurança hídrica e reduzir desigualdades regionais, combinando grandes obras estruturantes com ações complementares em todo o território. A expectativa é de que milhões de pernambucanos sejam beneficiados com a ampliação dos serviços e a melhoria na qualidade de vida.
Também presente na solenidade, o deputado estadual Renato Antunes destacou que o Governo do Estado está trazendo dignidade ao povo pernambucano. “O Governo de Pernambuco está garantindo ações que eram necessárias e não ficando apenas no discurso. Esse Governo está dando novamente esperança para todos os pernambucanos”, frisou. Já o deputado estadual Antônio Moraes destacou o compromisso da gestão estadual. “Parabenizo o Governo de Pernambuco pelo grande compromisso com a questão hídrica. Temos uma gestão com coragem e determinação para enfrentar um problema tão sério em nosso Estado”, destacou o parlamentar.
Acompanharam a assinatura os secretários de Estado Túlio Vilaça (Casa Civil) e Rodrigo Ribeiro (Mobilidade e Infraestrutura); os deputados estaduais Socorro Pimentel, João de Nadegi, Edson Vieira e Jarbas Filho. Os prefeitos, Orlando Jorge (Limoeiro), Maria Izalta (Ibirajuba), Catharina Garziera (Lagoa Grande), Elias Meu Fii (Pombos), Simão Durando (Petrolina), Helbinha Rodrigues (Trindade), Joel Gonzaga (Feira Nova), Dra. Cátia (Jataúba) e Prof. Ronaldo (Tupanatinga); além do vice-prefeito de Olinda, Chiquinho, e outras lideranças municipais. Também estiveram presentes os presidentes de órgãos, Carlos Porto Filho (Arpe), Suzana Montenegro (Apac) e Douglas Nóbrega (Compesa).
Fotos: Miva Filho/Secom
SCJ-PE mobiliza profissionais de Sertânia em formação antirracista e no planejamento decenal do sistema socioeducativo
Vereadoras de Jataúba participaram do 9º Congresso Pernambucano de Municípios
O evento, realizado nos dias 27 e 28 de abril de 2026, focou no tema "Inovação a serviço da população", abordando a modernização e eficiência das gestões municipais.
Com destaques para as salas temáticase palestras e standes de dezenas de cidades que esporão seus artesanatos, e os folclóricos dos municípios.
O congresso reuniu gestores e representantes dos 184 municípios de Pernambuco, na abertura com a presença da governadora Raquel Lyra, deputado federal Lula da Fonte, deputado estadual Edson Vieira, prefeita Drª Cátia Ribeiro, um grande evento, com cerca de 6,5 mil participantes.
Para as parlamentares jataubense, Carla Paiva e Josilene Cordeiro, o principal objetivo do encontro foi a troca de experiências e o fortalecimento das gestões municipais, com a presença de autoridades estaduais e federal.
Como foi nesta etapa, pela primeira vez nos nove congressos da AMUPE realizados em Pernambuco, um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino foi o palestrante mais aguardado de todo congresso.
A vereadora Carla Paiva destacou a fala do ministro do STF; " Flávio Dino realizou uma aula sobre o controle na fiscalização das emendas parlamentares."
"Nestes anos como parlamentar, cada congresso é um novo aprendizado, a evolução como as coisas acontecem e mudam na política, temos que está atentos nas fiscalizações e emendas, por esse motivo é importante destes congresso," ressaltou vereadora Josilene Cordeiro.
Eduardo da Fonte apresenta projeto para garantir bomba de insulina gratuita pelo SUS para diabéticos
A proposta amplia a Lei nº 11.347/2006 e inclui no SUS o fornecimento de bombas de insulina, sistemas de monitoramento contínuo de glicose, manutenção técnica e insumos como cateteres, reservatórios e sensores. O texto também prevê critérios clínicos, acompanhamento multiprofissional e capacitação de pacientes, familiares e profissionais de saúde.
O projeto dá prioridade a crianças e adolescentes, considerando a maior vulnerabilidade às oscilações glicêmicas e a necessidade de prevenção de complicações. Atualmente, o Brasil está entre os países com maior número de jovens com diabetes tipo 1 no mundo, com estimativas entre 90 mil e 100 mil pessoas de 0 a 19 anos convivendo com a doença.
“Esse projeto visa modernizar o SUS e garantir às crianças e a todos os diabéticos do Brasil o acesso a um instrumento com tecnologia que vai gerar mais saúde, mais dignidade e também economia para o sistema público de saúde”, destacou Eduardo da Fonte.
Câmara aprova projeto de coautoria de Lula da Fonte, para indenizar pacientes com epidermólise bolhosa
O deputado federal e segundo-secretário, Lula da Fonte, coautor da matéria, contribuiu diretamente para o avanço do projeto e para a construção de uma proposta sensível à realidade dos pacientes e de suas famílias. Ao longo da tramitação, o parlamentar esteve envolvido na articulação e defesa da iniciativa.
A relevância do projeto ganhou ainda mais notoriedade após a história do pequeno Gui, que ajudou a dar visibilidade à luta de quem convive com a doença.
O texto aprovado prevê o pagamento de uma pensão mensal, vitalícia e intransferível no valor de um salário mínimo para pessoas diagnosticadas, além de reconhecer a necessidade de cuidados contínuos e integrais.
A aprovação representa um avanço importante na garantia de dignidade e suporte às famílias afetadas. Agora o projeto segue para o Senado Federal, aguardando a sanção do presidente da República.
Em entrevista, Diogo Moraes presta contas do mandato e fala da ampliação de apoios políticos
O deputado estadual Diogo Moraes participou, nesta quarta-feira (29), de entrevista no programa Política em Pauta, da Rádio Estação FM, cond...
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"Diógenes inventou umas desculpas pessoais e disse que não ia ser mais candidato a vice, que estaria saindo fora da política." ...
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Comida de rua e altas temperaturas podem ser uma combinação perigosa. Com temperaturas extremas previstas para o Brasil nos próximos dias...
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A Secretaria da Criança e da Juventude de Pernambuco (SCJ-PE) realiza nesta terça-feira (10) a Caravana das Juventudes, ação itinerante que ...



































