As exceções são para os serviços considerados indispensáveis, cujo funcionamento ficará a critério dos respectivos gestores. A medida será publicada no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (26).
Foto: Yacy Ribeiro/Secom
As exceções são para os serviços considerados indispensáveis, cujo funcionamento ficará a critério dos respectivos gestores. A medida será publicada no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (26).
Foto: Yacy Ribeiro/Secom
A poucos dias do dia de São João, comemorado na próxima quarta-feira (24), a agenda dos pré-candidatos ao Governo de Pernambuco passou a contar com as principais festas juninas do estado. O período é historicamente utilizado por lideranças políticas para o cumprimento de agendas públicas e contato com a população nas diferentes regiões do estado, estendendo-se do Sertão ao Grande Recife.
O trânsito entre polos de grande porte e distritos rurais serve como termômetro político por reunirem prefeitos, deputados e lideranças locais nos pátios de evento a poucos meses do pleito eleitoral. No entanto, o cientista político Bhreno Vieira alerta que o problema aparece quando o político transforma a festa em um ato de campanha fora de época.
“O limite é o não pedido de voto, seja ele direto ou indireto. Porque fez isso, fere a legislação eleitoral, já vigente, para o período de pré-campanha”, explica ele.
Segundo Vieira, os políticos em pré-campanha precisam ter cautela, especialmente postulantes que já estão em cargos públicos. “A governadora não pode usar o peso da máquina que é financiada pelo governo para favorecer o nome nesse sentido. A mesma coisa também os prefeitos, eles não podem usar o nome de pré-candidatos para dizer que isso ou aquilo foi teve apoio de fulano de tal”, exemplificou.
De acordo com o cientista político, atitudes dessa natureza, quando configuram favorecimento de quem já está no controle da máquina pública, tornam a competição desleal.
Agenda dos pré-candidatos é extensa
No caso da governadora e pré-candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), as agendas iniciaram no final de maio, na abertura oficial do São João de Caruaru, seu reduto eleitoral. Dias depois, em 13 de junho, Raquel retornou a Caruaru onde prestigiou a festa do Alto do Moura, uma das festas mais tradicionais do município. Antes, a governadora esteve em Bezerros, também no Agreste, no São João de Serra Negra, descrita por ela como “uma festa linda de muito aconchego e forró”.
Na terça (16), a gestora estadual participou da abertura oficial do São João de Salgueiro, no Sertão Central. No dia seguinte, participou da abertura do São João de Araripina, no Sertão do Araripe. Já na última sexta (19), esteve no São João de Petrolina, reduto de seu pré-candidato ao Senado Federal, Miguel Coelho.
“O São João de Petrolina é uma festa que se reinventa a cada ano, valorizando a nossa cultura popular e reunindo grandes artistas para garantir alegria ao nosso povo”, disse a pré-candidata à reeleição. Raquel também esteve no sábado (20) no São João de Limoeiro, e no domingo (22), no de Gravatá, ambos no Agreste de Pernambuco.
Por outro lado, o São João de João Campos (PSB), que pleiteará o governo estadual em Outubro, começou na última sexta-feira (19), em visita à Casa de Luiz Gonzaga, em Exu. À noite do mesmo dia, o ex-prefeito do Recife prestigiou a abertura do São João de Araripina, ambos municípios no Sertão do estado.
Já no sábado (20), ainda no Sertão pernambucano, o postulante esteve em Serra Talhada, no Arraial do Distrito São João do Barro Vermelho. Na manhã seguinte, participou da tradicional Corrida da Fogueira, evento esportivo que integra a comemoração junina do município. Com ele, esteve a prefeita Márcia Conrado (PT), que o acompanhou em todas as agendas.
Ainda no domingo, a programação de João começou na Caminhada do Forró, em Arcoverde, também no Sertão de Pernambuco. Mais tarde do mesmo dia, ele marcou presença na Zona Norte do Recife, no Sítio Trindade, principal polo do São João da capital. Essa foi sua primeira aparição em festas juninas no Grande Recife.
As declarações da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) provocaram avaliações divergentes entre aliados do pré-candidato à Presidência.
Enquanto uma ala do PL minimiza o episódio e afirma que o partido conseguirá contornar a crise, outros admitem, reservadamente, que a exposição pública do conflito pode dificultar a aproximação de Flávio com o eleitorado feminino, considerado estratégico para a campanha.
Na avaliação de integrantes da campanha, Michelle reúne um patrimônio político difícil de substituir entre mulheres evangélicas e lideranças do PL Mulher.
Um aliado resume a preocupação dizendo que o episódio atinge justamente um eleitorado que Flávio "não podia perder de jeito nenhum". A avaliação é que um eventual distanciamento da ex-primeira-dama pode repercutir entre esses grupos e reduzir um dos principais ativos políticos da campanha.
Apesar disso, a direção do PL procura minimizar a crise. O líder do partido na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou confiar que a legenda conseguirá superar o episódio “com muita paciência e equilíbrio”.
— Normal, o partido é maior do que indivíduos.
Ao mesmo tempo, reconheceu que a exposição pública do conflito não foi positiva.
— Não é normal que assuntos internos sejam expostos em redes sociais. Mas tenho plena confiança que o partido saberá conduzir com equilíbrio os próximos passos — afirmou.
Apesar da posição da liderança partidária, nem todos os aliados compartilham da mesma avaliação. O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) está entre os que enxergam riscos eleitorais na crise.
Segundo ele, a disputa familiar deveria permanecer restrita ao ambiente privado e acaba desviando o foco da oposição em um momento em que o país enfrenta problemas econômicos e de segurança pública.
— Isso é prejudicial, é ruim, mancha uma imagem. Porque quando você pega a fala da Michelle dizendo que o Flávio foi desrespeitoso com ela, isso tudo gera para as mulheres que assistem um pouco de resistência ao Flávio. E a gente sabe que o presidente Bolsonaro já tinha essa dificuldade com o público feminino, justamente por ser um cara mais ríspido. Agora acontece uma situação dessas. Fica muito ruim para o Flávio essa imagem — afirmou.
O parlamentar também classificou a disputa como uma demonstração de falta de maturidade dos dois lados.
A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), assistiu à vitória da Seleção Brasileira sobre a Escócia pela Copa do Mundo de 2026, no Palácio da Alvorada. O encontro reforçou a proximidade política e pessoal construída entre os dois líderes ao longo dos últimos anos.
O encontro acontece poucos dias após Lula gravar um vídeo reafirmando que João Campos será seu único palanque em Pernambuco nas eleições de 2026, encerrando as especulações sobre uma possível divisão de apoios no estado. Nos bastidores, o convite foi interpretado como mais uma demonstração da confiança e do prestígio do socialista junto ao presidente.
Presidente nacional do PSB e uma das principais lideranças da nova geração da política brasileira, João vem ampliando seu protagonismo no cenário nacional enquanto consolida sua posição na disputa pelo governo de Pernambuco. Sua presença no Alvorada foi vista por aliados como um gesto de forte simbolismo político.
Mais do que assistir a uma partida de futebol, o encontro simbolizou a aliança entre Lula e João Campos e reforçou a perspectiva de uma parceria política capaz de aproximar ainda mais Pernambuco do governo federal em um eventual novo ciclo administrativo no estado.
*Informações da assessoria do pré-candidato ao governo de Pernambuco João Campos
No evento, foram entregues três veículos para a educação, um microônibus, dois automóveis para a Assistência Social e Secretária da Saúde. Ao todo, Eduardo da Fonte, em conjunto com o deputado federal Lula da Fonte, já enviaram mais de R$ 8 milhões para o município.
"São Benedito do Sul faz parte da minha história política e da minha trajetória de trabalho por Pernambuco. Cada investimento que chega ao município representa nosso compromisso com a população. Estamos aqui para prestar contas, entregar resultados e reafirmar que continuaremos trabalhando para trazer mais desenvolvimento para a Mata Sul”, ressaltou Eduardo da Fonte.
Esse hospital é a única unidade de alta complexidade em oncologia (UNACON) habilitada pelo Ministério da Saúde para atender os 21 municípios da V GERES e é responsável por serviços essenciais como hemodiálise, terapia intensiva e tratamento de pacientes com câncer. “Usar eleitoralmente uma unidade de saúde fundamental para o atendimento da população do interior, em especial do Agreste, é desumano e mostra bem como o PSB encara a saúde pública e até onde podem chegar para atingir um adversário político”, criticou.
Mendonça lembrou que, para prejudicar Priscila, a oposição pediu ao TCE a suspensão imediata do contrato com o hospital, colocando em risco tratamentos de pacientes oncológicos, renais e de alta complexidade atendidos pelo SUS. O pedido acabou rejeitado pelo Tribunal de Contas. Segundo Mendonça, o PSB está tentando vender como privilégio aquilo que existe há décadas e atravessou governos de todos os partidos. “Enquanto o PSB tenta forjar escândalo, os números expõem a farsa. Basta olhar o Portal da Transparência e verificar que, em 2022, último ano da gestão do PSB, o hospital recebeu R$ 29,4 milhões por serviços prestados ao SUS, valor superior ao registrado em qualquer ano na gestão Raquel Lyra.
O parlamentar relembra que os contratos entre o Governo do Estado e a Santa Casa e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, para repasses do SUS, não nasceram agora. Assim como, os serviços não começaram agora e os pacientes não passaram a ser atendidos agora. “É clara e repugnante a tentativa da oposição de transformar uma relação contratual existente há décadas, sem qualquer indício de irregularidade, em escândalo político com um único objetivo: desgastar eleitoralmente o adversário. Não vão conseguir. Priscila tem uma vida pública limpa e tem a seu favor a verdade”, completou.
O Tribunal de Contas do Estado já analisou o caso e concluiu, em parecer técnico, que não há elementos suficientes para caracterizar ilegalidade ou nepotismo na contratação da unidade. E registrou que o modelo de credenciamento adotado não é novidade e já foi utilizado em gestões anteriores, inclusive com valores semelhantes”, afirmou Mendonça.
O Governo de Pernambuco, vai decretar expediente reduzido na próxima segunda-feira (29) para as repartições públicas e entidades da administ...