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sábado, 10 de outubro de 2026

PL apaga propaganda de Flávio Bolsonaro semelhante à de Mussolini

Partido nega referência ao fascismo e atribui semelhança a coincidência; historiador vê possível estratégia para desviar debate eleitoral.

O Partido Liberal (PL) apagou, na manhã deste sábado (10), uma propaganda de Flávio Bolsonaro que apresentava semelhanças com uma peça utilizada pelo ditador fascista italiano, Benito Mussolini, em 1934. A publicação foi divulgada no canal oficial do partido no WhatsApp. Procurado pelo ICL Notícias, o PL negou qualquer referência ao fascismo e pediu desculpas pelo que classificou como um equívoco.

A montagem mostrava o rosto do senador em preto e branco, cercado pela expressão “Tropa do Flávio”, repetida diversas vezes. O formato lembra uma propaganda exibida na fachada do Palazzo Braschi, em Roma, na qual a imagem de Mussolini aparecia rodeada pela palavra italiana “SÌ”, que significa “sim”.

Em nota enviada ao ICL Notícias, o partido afirmou que o material foi produzido pelo Partido Liberal Jovem (PLJ) e inspirado em peças gráficas da antiguidade. A legenda negou que houvesse intenção de fazer alusão à propaganda italiana e informou que o conteúdo foi retirado do ar.

A semelhança foi analisada por Odilon Caldeira, professor da Universidade Federal de Juiz de Fora e coordenador do Observatório da Extrema Direita. Para ele, a publicação pode ter sido utilizada como uma estratégia para provocar reações de adversários políticos e influenciar o debate eleitoral.

Propaganda de Mussolini foi utilizada em 1934

A fotografia histórica que serve de comparação foi registrada em março de 1934, durante o regime fascista italiano. Na ocasião, a fachada do Palazzo Braschi, que abrigava a federação fascista de Roma, foi coberta por uma enorme composição com o rosto de Mussolini e a repetição da palavra “SÌ”.

A propaganda estava relacionada ao plebiscito realizado naquele ano, quando os italianos foram convocados a aprovar ou rejeitar uma lista única de candidatos previamente selecionados pelo regime. A votação ocorreu em um contexto de repressão política e ausência de competição eleitoral democrática.

A imagem buscava associar a figura de Mussolini à aprovação popular do regime. A fotografia se tornou um dos registros mais conhecidos da propaganda política produzida durante a ditadura italiana.

“É evidente que isso é uma referência ao fascismo”, afirmou Caldeira ao ICL Notícias. O historiador relaciona a composição visual ao espírito de obediência e dominação característico da estética totalitária.

Historiador vê possível tentativa de desviar debate eleitoral

Apesar da avaliação sobre a referência histórica, Caldeira considera que a publicação não deve ser interpretada necessariamente como uma tentativa de conquistar o apoio de grupos neofascistas.

Na avaliação do pesquisador, a peça pode representar uma estratégia para estimular críticas ao bolsonarismo como fascista e deslocar a discussão eleitoral para um terreno menos favorável à conquista de votos.

O historiador argumenta que o uso do termo “fascista” em discussões políticas cotidianas tende a provocar reações defensivas entre eleitores identificados com o bolsonarismo. Isso, segundo ele, pode dificultar o diálogo com pessoas indecisas ou descontentes com a candidatura de Flávio Bolsonaro.

Nesse cenário, Caldeira avalia que a controvérsia poderia levar adversários do senador a dedicar tempo e energia a uma disputa sobre classificações ideológicas, deixando em segundo plano questões com maior potencial de influenciar a decisão dos eleitores.

A interpretação sobre uma possível estratégia de comunicação é uma hipótese apresentada pelo historiador. O PL, por sua vez, negou que a publicação tivesse qualquer relação intencional com a propaganda de Mussolini.

Confira a íntegra da nota do PL

“O Partido Liberal Jovem (PLJ) fez uma publicação inspirada em peças gráficas da antiguidade e não teve qualquer intenção de fazer alusão à imagem referida. Ainda assim, o conteúdo já foi retirado do ar. O partido pede desculpas pelo equívoco e por qualquer interpretação decorrente dessa coincidência.”






Entidade pede inelegibilidade de políticos após pastor dizer que igreja elegeu candidatos


Movimento Brasil Laico denuncia suposto uso de templos como comitês eleitorais e pede apuração envolvendo André do Prado, Paulo Freire Costa e outros candidatos.

A Associação Movimento Brasil Laico apresentou, nesta sexta-feira (9), uma representação à Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo (PRE-SP) solicitando a investigação de lideranças da Assembleia de Deus e de candidatos que teriam sido beneficiados pelo uso de estruturas religiosas nas eleições de 2026. A entidade pede que, caso sejam comprovadas irregularidades, sejam adotadas medidas para cassação de mandatos e declaração de inelegibilidade por oito anos dos envolvidos.

A denúncia foi motivada por uma declaração do pastor José Wellington Costa Júnior, da Assembleia de Deus Ministério do Belém, durante um culto realizado no dia seguinte ao primeiro turno das eleições, em 4 de outubro.

“Andaram dizendo por aí que iam ensinar o Belém a fazer política, mas ainda bem que nós não aprendemos com eles, porque nós elegemos, eles não”, afirmou o religioso, segundo reportagem do UOL citada na representação.

Para o Movimento Brasil Laico, a declaração constitui um indício de que a estrutura da igreja teria sido utilizada para impulsionar candidaturas. A entidade sustenta que a atuação poderia configurar propaganda eleitoral irregular em templos, abuso de poder econômico e recebimento de doações de fontes proibidas pela legislação.

Políticos citados na denúncia

O documento menciona políticos ligados a duas vertentes da Assembleia de Deus: o Ministério do Belém e o Ministério de Madureira, também conhecido como Assembleia de Deus do Brás.

Entre os nomes estão o senador eleito André do Prado (PL-SP), o deputado federal reeleito Paulo Freire Costa (PL-SP), a deputada estadual reeleita Marta Costa (PSD-SP) e a vereadora Rute Costa (PL-SP), eleita segunda suplente de senador na chapa de André do Prado.

Também são citados Cezinha de Madureira (PL-SP), Oseias de Madureira (PL-SP) e outros candidatos associados ao Ministério de Madureira.

A representação inclui ainda os pastores José Wellington Bezerra da Costa e José Wellington Costa Júnior, além do bispo Samuel Ferreira, apontados como dirigentes das organizações religiosas investigadas.

Segundo a entidade, o Ministério do Belém teria mobilizado sua estrutura para favorecer candidaturas de integrantes da família de seus dirigentes. Já o Ministério de Madureira teria promovido candidatos durante atividades religiosas e eventos realizados em seus templos.

Pedido de cassação e inelegibilidade

O Movimento Brasil Laico solicita que o Ministério Público Eleitoral instaure um procedimento investigatório e, caso encontre elementos suficientes, apresente uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE).

A entidade pede a apuração de possíveis práticas de abuso de poder econômico, abuso de autoridade e uso indevido dos meios de comunicação social.

Entre as medidas solicitadas estão a preservação de vídeos, transmissões ao vivo e publicações feitas pelas igrejas desde 16 de agosto, além da análise das prestações de contas dos candidatos e da utilização de recursos das instituições religiosas em atividades de campanha.

A associação também pede uma investigação específica sobre cultos realizados em 4 de outubro, dia da votação, para verificar a eventual ocorrência de propaganda eleitoral proibida.

A legislação eleitoral impede a realização de propaganda em templos religiosos e proíbe que entidades religiosas façam doações a campanhas, inclusive por meio da cessão de bens e serviços com valor econômico.

Entidade também questiona imunidade tributária

Outro ponto da representação é o pedido de investigação sobre possível desvio de finalidade da imunidade tributária concedida às organizações religiosas.

O Movimento Brasil Laico argumenta que o uso de patrimônio, equipamentos e serviços das igrejas para campanhas eleitorais poderia caracterizar atividade incompatível com as finalidades essenciais dessas instituições.

Por isso, solicita que os órgãos tributários competentes sejam comunicados para avaliar eventual suspensão da imunidade, conforme os procedimentos previstos na legislação.

A entidade também critica o que considera uma postura de tolerância do Ministério Público Eleitoral diante de denúncias anteriores envolvendo propaganda política em espaços religiosos.

Na representação, a associação argumenta que a liberdade religiosa não pode ser utilizada para justificar o emprego de templos como estruturas de campanha.



Doutor jataubense lança livro revolucionário sobre Autismo e Neurociência

Nova obra do Prof. Dr. Daniel Antonio Cordeiro Ermiro une pedagogia e ciência para transformar os processos de ensino-aprendizagem de pessoas com TEA. A obra nasce da necessidade urgente de ir além das teorias tradicionais, trazendo a neuropsicopedagogia como a chave para entender como o cérebro autista processa informações, interage e aprende.

O Jataubense, professor mestre e Doutor em Educação, Daniel Antonio Cordeiro Ermiro, lançou seu primeiro livro, intitulado “Aprendizagem do Autista: Intervenção Pedagógica, Neurociência a Serviço da Aprendizagem.

Se destacando mais uma vez em sua trajetória de educacional, o professor Daniel, nascido no Sítio Salobro do Município de Jataúba -PE, hoje professor da Rede Municipal de Ensino da Cidade do Congo /Paraíba, alcançou mais uma importante conquista.

Daniel Antonio Cordeiro Ermiro é graduado em Pedagogia e Educação Física, mestre e doutorado em Ciência da Educação. Sua trajetória acadêmica é marcada por diversas especializações, abrangendo Administração Escolar, Psicopedagogia Institucional, Neuropsicopedagogia Clínica e Institucional. Além disso, possui qualificação em Psicanálise Clínica. Com uma sólida atuação profissional, construída com consistência, disciplina e aprendizado contínuo ao longo da carreira, onde exerce sua expertise como pedagogo concursado na Rede Municipal de Ensino-Congo/PB. Sua dedicação à educação e ao desenvolvimento humano reflete-se em suas pesquisas, práticas educacionais e na busca constante por estratégias inovadoras para promover inclusão e aprendizagem significativa.

Ele ressaltou que a neuropsicopedagogia surge como uma poderosa aliada no tratamento do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Integrando conhecimentos da neurociência, psicologia e pedagogia, essa abordagem promove estratégias inovadoras para potencializar o desenvolvimento cognitivo, emocional e social de pessoas com autismo. Este livro desvenda como a intervenção neuropsicopedagogia pode transformar desafios em oportunidades, oferecendo aos profissionais, familiares e educadores ferramentas eficazes para estimular a aprendizagem e a inclusão. Com linguagem acessível, a obra convida o leitor a explorar novas perspectivas e entender como a neuropsicopedagogia pode ser um caminho promissor na construção de uma educação mais adaptativa e humanizada.





sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Jataúba vira a capital do cinema: 2º FESTCINE terá 52 horas de filmes e mais de 130 exibições gratuitas

Publicada a programação oficial da 2ª Edição do Festival de Cinema de Jataúba 2026

Na manhã desta sexta-feira (09), o professor, cineasta e produtor executivo Rafael Morais realizou a publicação oficial do 2º FESTCINE 2026 de Jataúba. O festival promete movimentar a região com uma estrutura robusta, valorização dos artistas locais e democratização do acesso às telas.
Ao todo, serão 5 dias de sessões gratuitas com uma estimativa de grande público. O evento começará no dia 19, com exibições distribuídas pelos turnos da manhã, tarde e noite. A única exceção será o último dia, dia 23 (sexta-feira), quando a programação se encerrará após as sessões da manhã e da tarde. No total, o público poderá desfrutar de 52 horas de filmes exibidos.
O Grande Homenageado
Este ano, o festival presta uma justa homenagem ao Sr. Mário Balbino, projetista de cinema que marcou os anos 70. Natural de Santa Cruz do Capibaribe, a história e o legado do Sr. Mário serão celebrados no encerramento do evento (dia 23) com a exibição especial do documentário "A Última Sessão da Quinta-feira".
O Festival em Números
A magnitude da 2ª edição do Festival de Cinema de Jataúba impressiona pelos seus indicadores de alcance e engajamento:
750 filmes inscritos nesta edição, mostrando a força do festival no cenário audiovisual.
101 exibições gratuitas na mostra presencial.
32 exibições gratuitas nas mostras itinerantes.
40 premiações em troféus para consagrar as produções.
12 escolas municipais convidadas, integrando a educação e a sétima arte.
7 comunidades alcançadas pelas exibições das obras.
1 Workshop de Animação Digital voltado para a formação técnica do público.
O festival será  realizado na Câmara Municipal de Jataúba, e contará com a participação em massa de artistas regionais e produtoras audiovisuais, consolidando Jataúba como um polo cultural temporário e celebrando a riqueza do cinema independente. Prepare a sua agenda para não perder nenhum dia de programação!










479 dos 513 deputados eleitos foram "puxados" por partido ou colegas


Só 34 dos 513 deputados eleitos superaram esse patamar com a própria votação; em 2022, foram 28. Levantamento mostra como o sistema proporcional pesa na formação da Câmara. Veja a lista de quem não preciso dos votos do partido.

Apenas 34 dos 513 deputados federais eleitos em 2026 tiveram votação nominal igual ou superior ao quociente eleitoral de seus respectivos Estados. Eles representam 6,6% da nova Câmara. Os outros 479 eleitos, ou 93,4%, ficaram abaixo desse patamar e chegaram à Câmara dentro das regras do sistema proporcional, que distribui as vagas conforme o desempenho dos partidos e federações.

O número de candidatos que alcançaram ou superaram o quociente com a própria votação cresceu em relação a 2022, quando foram 28 dos 513 deputados, ou 5,5% da Casa. O levantamento do Congresso em Foco considera a votação nominal dos eleitos e os quocientes eleitorais de cada unidade da Federação. O quociente é obtido pela divisão dos votos válidos para deputado federal pelo número de cadeiras em disputa em cada Estado e no Distrito Federal.

Nikolas FerreiraPLMG3.119.318214.7202.904.59814,53
Lucas PavanatoPLSP3.038.438338.2032.7008,98
Erika HiltonPsolSP1.596.472338.2031.258.2694,72
André FernandesPLCE684.372250.984433.3882,73
Sâmia BomfimPsolSP583.107338.203244.9041,72
Julia ZanattaPLSC560.223264.469295.7542,12
Ana ElisaPTMG524.219214.720309.4992,44
Kim KataguiriMissãoSP520.071338.203181.8681,54
Tabata AmaralPSBSP476.383338.203138.1801,41
Jeffrey ChiquiniNovoPR425.399207.241218.1582,05
Lucas PolesePLES419.735213.498206.2371,97
Delegado CaveiraPLPA414.927284.249130.6781,46
Maurício MarconPLRS379.834196.170183.6641,94
Renato BolsonaroPLSP379.312338.20341.1091,12
Jader FilhoMDBPA326.617284.24942.3681,15
Fernanda MelchionnaPsolRS280.262196.17084.0921,43
Guilherme KilterNovoPR269.832207.24162.5911,30
Cabo Gilberto SilvaPLPB267.142199.99667.1461,34
Tainah MarinhoPSBCE265.585250.98414.6011,06
Pedro CamposPSBPE261.555
Yury do ParedãoMDBCE261.291250.98410.3071,04
Jones ManoelPsolPE249.077210.58038.4971,18
Pastor Sargento IsidórioAvanteBA248.147212.35435.7931,17
Sargento FahurPLPR242.643207.24135.4021,17
GeorgianoPSDPI234.254210.90623.3481,11
Giovani CheriniPLRS234.171196.17038.0011,19
Duda SalabertPsolMG229.535214.72014.8151,07
Fábio FelixPsolDF224.224207.38216.8421,08
Rony GabrielPodemosRS223.643196.17027.4731,14
Alceu MoreiraMDBRS217.208196.17021.0381,11
Reginaldo LopesPTMG215.192214.7204721,00
Dr. LuizinhoPPRJ213.904190.08223.8221,13
Rick AzevedoPsolRJ191.371190.0821.2891,01
Lucio MosquiniPLRO158.421

Em 2026, variou de 338.203 votos em São Paulo a 39.853 em Roraima. A comparação não significa que esses 34 deputados tenham sido eleitos fora do sistema proporcional. Todos dependem das regras de distribuição de cadeiras entre partidos e federações. A diferença é que, isoladamente, eles receberam votos em quantidade igual ou superior ao quociente eleitoral de seus Estados.

Nikolas supera quociente mineiro em mais de 14 vezes

O caso mais distante do quociente foi o de Nikolas Ferreira (PL-MG). Ele recebeu 3.119.318 votos, diante de um quociente eleitoral de 214.720 em Minas Gerais. A votação equivale a cerca de 14,5 vezes o quociente eleitoral mineiro e supera em aproximadamente 2,9 milhões o patamar correspondente ao quociente estadual. Na prática, a votação dele ajudou a puxar para a Câmara mais nove deputados.

Em São Paulo, Lucas Pavanato (PL) recebeu 3.038.438 votos, quase nove vezes o quociente paulista, de 338.203. Com essa votação, ele ajudou a eleger mais seis deputados do partido no Estado.

São Paulo concentrou o maior número de deputados acima do QE: seis. Além de Pavanato, aparecem Erika Hilton (Psol), Sâmia Bomfim (Psol), Kim Kataguiri (Missão), Tabata Amaral (PSB) e Renato Bolsonaro (PL), irmão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O Rio Grande do Sul teve cinco; Minas Gerais, quatro; Ceará e Paraná, três cada; Pará, Pernambuco e Rio de Janeiro, dois cada; e Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Paraíba, Piauí, Rondônia e Santa Catarina, um.

Em 12 Estados, nenhum deputado eleito alcançou individualmente o quociente eleitoral: Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe e Tocantins.

Alguns passaram por margem mínima

Se Nikolas e Pavanato ficaram muito acima do quociente, outros chegaram praticamente no limite. Em Minas Gerais, Reginaldo Lopes (PT) teve 215.192 votos, apenas 472 acima do QE estadual, de 214.720. No Rio de Janeiro, Rick Azevedo (Psol) recebeu 191.371 votos, diante de um quociente de 190.082 — diferença de 1.289 votos.

O grupo dos 34, portanto, reúne situações bastante distintas: de candidatos com votação equivalente a várias vezes o quociente a outros que o superaram por poucas centenas ou milhares de votos.

Votação individual não garante mandato

O contraste entre os 34 e os outros 479 ajuda a explicar uma característica central das eleições proporcionais. As cadeiras não são distribuídas simplesmente pela ordem dos candidatos mais votados em cada Estado. A votação conjunta de partidos e federações define quantas vagas cada lista conquista, e só depois elas são preenchidas pelos candidatos mais votados dentro de cada grupo.

Por isso, um candidato pode receber mais votos do que outros que foram eleitos e ainda assim ficar fora da Câmara. Em São Paulo, por exemplo, Rui Falcão (PT) recebeu 106.443 votos e não se elegeu. Sua votação foi superior à de 22 candidatos eleitos no Estado, mas a federação da qual fazia parte não conquistou cadeiras suficientes para incluí-lo entre os eleitos.

Mais casos que em 2022, mas ainda uma minoria

O aumento de 28 para 34 deputados acima do quociente entre 2022 e 2026 representa uma alta de 21,4% no número de eleitos nessa situação. Ainda assim, eles continuam sendo exceção: mais de nove em cada dez deputados eleitos em 2026 ficaram abaixo do quociente eleitoral de seus Estados.

A fotografia da nova Câmara reforça, assim, o peso da votação coletiva de partidos e federações na definição dos mandatos. Mesmo em uma eleição marcada por alguns campeões de votos, alcançar individualmente o quociente eleitoral continua sendo incomum.

PL apaga propaganda de Flávio Bolsonaro semelhante à de Mussolini

Partido nega referência ao fascismo e atribui semelhança a coincidência; historiador vê possível estratégia para desviar debate eleitoral. O...