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quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Jataúba terá o Dia D da Vacinação Antirrábicas

A Prefeitura de Jataúba, através da Secretaria de Saúde, comunica a população, que no próximo sábado dia 7 de novembro, será realizado o Dia D da Campanha de Vacinação Antirrábica no município.

Em Jataúba sede, a vacinação acontecerá na Vigilância, que é na Academia da Saúde, ao lado do Clube Municipal no Bairro Boa Vista. Sendo que os agentes de endemias irá passar também nas casas aplicando a vacina em cães e gatos, a partir dos 3 a 4 meses de idade. O objetivo da campanha é prevenir a raiva e proteger a saúde dos animais, seus donos e da população.

Na Zona Rural, a vacinação já está acontecendo com visitas nas residências e sítios para aplicação da vacina. A ação teve inicio no último dia 21 de outubro, e só será finalizada quando tiver concluída toda zona rural.

O atendimento terá início às 7h e seguirá até as 17h. A vacinação é destinada a cães e gatos e é uma importante medida de prevenção contra a raiva, doença que pode ser transmitida dos animais para os seres humanos.




Durante ação do Castramóvel, prefeito André Raimundo reforça compromisso com a causa animal em Cachoeirinha


Iniciativa do Governo de Pernambuco contou com a participação do gestor municipal, que destacou a ampliação do apoio à causa animal.

O prefeito de Cachoeirinha, André Raimundo, acompanhou a ação do Castramóvel no município, iniciativa do Governo de Pernambuco voltada à promoção da saúde e do bem-estar animal. Durante a visita, o gestor conversou com tutores, acompanhou o trabalho das equipes responsáveis e destacou a importância de fortalecer as políticas públicas de proteção animal.

A ação disponibilizou 360 vagas para castração de cães e gatos, contribuindo para o controle populacional desses animais, a prevenção de doenças e a promoção da guarda responsável.

Em Cachoeirinha, o cuidado com a causa animal também integra as ações desenvolvidas pela gestão municipal. A Prefeitura ampliou o repasse financeiro destinado à Sociedade Protetora dos Animais de Cachoeirinha (SPAC), fortalecendo o trabalho realizado pela entidade, além de promover castrações de animais acolhidos pela instituição.

Para o prefeito André Raimundo, a proteção animal exige atenção contínua e iniciativas que contribuam para o bem-estar dos animais e da população.
 
“Quem tem um pet em casa sabe o quanto ele faz parte da família. Por isso, cuidar da causa animal é também cuidar da saúde e do bem-estar da nossa população. Além de recebermos essa importante iniciativa do Governo de Pernambuco, nossa gestão tem investido no fortalecimento desse trabalho. É um compromisso que precisa continuar”, destacou o prefeito.

A ação do Castramóvel segue até esta sexta-feira (6), em Cachoeirinha, com atendimentos destinados a animais previamente cadastrados.


Fotos: Elisama Macêdo


Governo Bolsonaro tentou vender respiradores no exterior durante a pandemia


Itamaraty de Ernesto Araújo acionou dez embaixadas quando país registrava mais de mil mortes por dia e Abin alertava para colapso.
 

O governo de Jair Bolsonaro tentou abrir mercado no exterior para respiradores produzidos no Brasil durante um dos períodos mais críticos da pandemia de Covid-19. Em 17 de junho de 2020, o Itamaraty, então comandado por Ernesto Araújo, acionou dez embaixadas para identificar potenciais compradores, estimar quantos aparelhos poderiam ser vendidos e preparar uma ação de promoção comercial.

A descoberta foi feita a partir de um lote de telegramas diplomáticos obtido pela Fiquem Sabendo por meio da Lei de Acesso à Informação. Entre os documentos analisados pela reportagem está a circular reservada que determinou a busca por compradores, classificada pelo próprio Itamaraty como “urgentíssimo”.

O Itamaraty justificou a iniciativa diante da “possibilidade de que, em breve, a produção brasileira de ventiladores pulmonares supere a demanda interna”. O telegrama, no entanto, não apresenta dados, projeções ou estudos que comprovassem a existência desse excedente.

A determinação era clara. As embaixadas deveriam consultar governos, hospitais e empresas para levantar a “demanda presente e futura” por respiradores brasileiros, incluindo o número de aparelhos desejados e as especificações técnicas exigidas em cada país.

Segundo a circular, as informações serviriam para avaliar uma eventual “ação de promoção comercial” dos equipamentos. Na prática, a gestão de Ernesto Araújo mobilizou a rede diplomática brasileira para procurar mercados e possíveis compradores de respiradores no exterior.

A ordem foi enviada às embaixadas na Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela.

Naquele mesmo 17 de junho, o Brasil registrou 1.269 mortes por Covid-19 em apenas 24 horas. O país já acumulava 46.510 óbitos e mais de 955 mil casos confirmados. Seis estados apresentavam ocupação superior a 80% nos leitos de UTI.

No mês seguinte à ofensiva comercial por parte do governo, o Brasil somou 32 mil mortos por conta da pandemia, o maior número do mundo naquele momento e superando até mesmo os índices dos EUA.

Governo alegava possível sobra de aparelhos
A hipótese de excedente apresentada pelo Itamaraty contrastava com os atrasos na produção e na entrega de equipamentos dentro do próprio país.

Até o fim de maio de 2020, apenas 1.612 dos 14,1 mil respiradores previstos em contratos federais haviam sido entregues. Estados também reclamavam que abriram leitos contando com aparelhos prometidos pelo Ministério da Saúde que não chegaram.

A ideia de vender respiradores ia na direção contrária ao que diziam os informes confidenciais da Agência Brasileira de Inteligência. Naquele momento, o órgão alertava que faltaria respiradores em Manaus.

A análise previa ainda que o sistema de saúde entraria em colapso. Na época, o Amazonas já figurava entre os estados com maior número de mortes proporcionais por Covid. O documento registra com precisão a escalada da crise. A revelação mais contundente parte do depoimento anônimo de um agente da Abin. O servidor descreveu como os relatórios da superintendência regional divergiam da versão oficial propagada pelo governo Bolsonaro

No mesmo dia em que o Itamaraty expediu a ordem “urgentíssima” para procurar compradores no exterior, uma reunião do comitê de emergência da Saúde registrou a orientação para que o governo deixasse claro que não seria responsável pelo fornecimento de respiradores aos estados.

A tentativa de abrir mercados também esbarrava numa restrição legal. Desde abril, uma lei sancionada pelo próprio Bolsonaro proibia a exportação de ventiladores pulmonares e outros produtos médicos durante a emergência sanitária.

A saída dos equipamentos só poderia ser autorizada de forma fundamentada e desde que não comprometesse o atendimento da população brasileira.

Cinco dias antes da circular, o então ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que havia bloqueado exportações de respiradores depois de ser alertado pelo ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta de que brasileiros poderiam morrer caso os aparelhos deixassem o país.

Guedes também revelou que o Itamaraty pressionava pela liberação das vendas para evitar problemas diplomáticos. Naquele momento, a política externa de Ernesto Araújo era marcada pelo alinhamento de Bolsonaro ao então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e por sucessivos conflitos com parceiros comerciais do Brasil.

Embaixada apresentou fornecedores no Equador

O lote de telegramas obtido pela Fiquem Sabendo mostra que a busca por mercados teve desdobramentos. Em 24 de julho, a Embaixada do Brasil em Quito informou haver interesse do sistema de seguridade social equatoriano em fornecedores brasileiros de equipamentos biomédicos.

A representação pediu então à Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos, a Abimo, uma relação de fabricantes nacionais. Em novo telegrama, de 31 de julho, a embaixada informou ter recebido a lista e encaminhado os contatos ao potencial comprador equatoriano.

Os registros não mostram se alguma venda de respiradores foi concluída nem se aparelhos chegaram a deixar o Brasil. Eles comprovam, porém, que o governo Bolsonaro mobilizou dez embaixadas, em caráter urgentíssimo, para identificar demanda estrangeira e preparar a comercialização de equipamentos vitais enquanto hospitais brasileiros enfrentavam UTIs lotadas e cobravam aparelhos prometidos.




quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Comissão da Alepe aprova empréstimo de R$ 1,9 bilhão para governo Raquel Lyra


PL entrou na pauta de votação do colegiado na semana passada, mas foi retirado após pedido de vistas do deputado Diogo Moraes

A Comissão de Constituição, Legislação e Justiça (CCLJ) da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) aprovou, nesta quarta-feira (4), o projeto de lei de autoria da governadora Raquel Lyra que autoriza o estado a contratar um empréstimo de até R$ 1,9 bilhão com bancos nacionais. O texto foi acatado por unanimidade.

O Projeto de Lei nº 4317/2026 entrou na pauta de votação do colegiado na semana passada, mas foi retirado após pedido de vistas do deputado Diogo Moraes (PSB), que pediu mais tempo para analisar a matéria.

Nesta terça, o parlamentar afirmou que obteve explicações necessárias para colocar o projeto de volta na pauta depois de conversar com representantes do Poder Executivo.

“O projeto não dizia em quais ações, em quais programas iriam ser investidos esses R$ 2 bilhões. Nós entramos em contato com a Secretaria de Planejamento, com o secretário Fabrício Marques, e conversamos longamente. Ele explicou que esse valor seria para os projetos existentes do Governo do Estado, tais como recursos hídricos, estradas, reformas dos hospitais e construção de escolas”, detalha.

Emendas Parlamentares

Os parlamentares também aprovaram um substitutivo ao Projeto de Lei Complementar nº 4325/2026, de autoria da deputada Débora Almeida (PSD). A matéria especifica os problemas técnicos podem impedir o pagamento das chamadas "emendas Pix", emendas parlamentares individuais do tipo transferência especial.

O deputado Diogo Moraes pediu vistas de três propostas de emenda à Constituição do Estado relativas ao tema do orçamento público e retirou de pauta a PEC nº 36/2026, de autoria do presidente da Comissão de Justiça, deputado Coronel Alberto Feitosa (PL), que garante verbas de emendas parlamentares à saúde de pessoas neurodivergentes.

O Projeto de Lei nº 4282/2026, de autoria do deputado Mário Ricardo (Podemos), destinado ao aperfeiçoamento de regras do Programa de Desenvolvimento de Pernambuco (Prodepe) foi retirado da pauta. A medida foi solicitada por representantes da Secretaria da Fazenda do Estado, para que o texto seja ajustado. As iniciativas devem ser votadas na próxima semana.




Pernambuco lidera geração de empregos no Nordeste e ocupa 2º lugar no Brasil em setembro

Com saldo positivo de 13.371 empregos formais, Estado se destaca no cenário nacional; indústria lidera contratações e safra da cana-de-açúcar impulsiona geração de vagas no interior

Pernambuco conquistou o 1º lugar no Nordeste e o 2º lugar no Brasil na geração de empregos com carteira assinada em setembro de 2026. Segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Estado registrou saldo positivo de 13.371 postos de trabalho formais no período. O resultado evidencia o desempenho positivo de diferentes setores da economia e reforça o destaque de Pernambuco na geração de oportunidades de emprego.

“Pernambuco está avançando, gerando empregos e criando oportunidades para a nossa gente. Somos o primeiro lugar no Nordeste e o segundo no Brasil na geração de empregos, e isso é fruto de muito trabalho, de investimentos e do compromisso de fazer a economia crescer. Seguimos trabalhando para que esse desenvolvimento chegue a todas as regiões do Estado e transforme a vida dos pernambucanos”, destacou a governadora Raquel Lyra.

A indústria foi o principal destaque de setembro, responsável pela criação de 5.890 empregos, seguida pelo setor de serviços, com 2.601 vagas. A agropecuária também apresentou resultado expressivo, com saldo de 2.006 postos de trabalho, enquanto a construção civil registrou 1.903 novas vagas e o comércio contabilizou 971. Com isso, os cinco grandes setores da economia pernambucana encerraram o mês com saldo positivo.

“Esse resultado demonstra a força da economia pernambucana e a capacidade do nosso estado de ampliar as oportunidades de trabalho e renda para a população. A liderança na geração de empregos no Nordeste e a segunda colocação no Brasil refletem o dinamismo dos nossos setores produtivos e o ambiente favorável ao desenvolvimento que estamos construindo em Pernambuco”, afirmou a secretária de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Daniele Jar Souto.

Outro destaque foi o desempenho do setor de serviços, que apresentou crescimento de 140,6% na geração de empregos em comparação com setembro de 2025. O segmento passou de 1.081 vagas no mesmo mês do ano anterior para 2.601 em setembro deste ano, um acréscimo de 1.520 postos de trabalho. 

No interior do Estado, a safra da cana-de-açúcar teve papel importante na geração de empregos, respondendo por aproximadamente metade do saldo positivo registrado em Pernambuco no mês. O desempenho da atividade sucroalcooleira contribuiu para impulsionar as contratações, especialmente nos municípios da Zona da Mata. Nesse cenário, Sirinhaém se destacou com a criação de 1.609 empregos formais, enquanto Rio Formoso contabilizou 1.120 novas vagas.

“O resultado do Novo Caged também reforça a importância de conectar as demandas do setor produtivo à qualificação profissional, ampliando a empregabilidade e o acesso às oportunidades. Na Sedepe, trabalhamos para fortalecer essa conexão por meio de ações de intermediação de mão de obra, qualificação profissional e incentivo ao empreendedorismo”, pontuou o secretário de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo, Diogo Alexandre.

Entre os municípios pernambucanos, Recife liderou a geração de empregos em setembro, com saldo positivo de 3.066 postos de trabalho. Além de Sirinhaém e Rio Formoso, também se destacaram Ipojuca, com 940 vagas, e Cabo de Santo Agostinho, com 740. Os resultados demonstram a distribuição das oportunidades de trabalho entre a capital, a Região Metropolitana e o interior do Estado.

No acumulado de janeiro a setembro de 2026, Pernambuco já contabiliza um saldo positivo de 50.596 empregos formais. Considerando o período de janeiro de 2023 a setembro de 2026, o Estado alcançou a marca de 237.133 postos de trabalho gerados, consolidando um importante avanço na ampliação das oportunidades de emprego e renda para a população pernambucana.



Nordeste responde por 40,5% dos empregos formais criados no País em setembro

Região registrou saldo de 49,1 mil vagas, com destaque para a indústria, que concentrou 36,4% dos novos postos de trabalho. Pernambuco liderou a geração de empregos

O Nordeste respondeu por 40,5% dos empregos formais criados no Brasil em setembro. A Região registrou saldo de 49.142 postos de trabalho, resultado de 337.409 admissões e 288.267 desligamentos. No País, foram abertas 121.305 vagas com carteira assinada, segundo informações da Coordenação de Estudos e Pesquisas da Sudene, com base Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgadas nesta quarta-feira (4). Os  dados estão disponibilizados na plataforma Data Nordeste.

Pernambuco liderou o resultado entre os estados, com saldo de 13.371 postos de trabalho, seguido por Alagoas, com 11.110, e Bahia, com 9.626. Os três estados concentraram 69,3% das vagas abertas na Região. Todos os nove estados nordestinos apresentaram saldo positivo em setembro. Ceará registrou 5.156 novos empregos; Paraíba, 3.895; Sergipe, 3.668; Rio Grande do Norte, 879; Piauí, 783; e Maranhão, 654.

A indústria foi o principal destaque da economia nordestina no mês de setembro. O setor gerou 17.899 empregos, o equivalente a 36,4% do saldo regional. Os serviços também tiveram participação expressiva, com 15.193 novas vagas. Juntos, os dois setores responderam por 67,3% dos empregos criados no Nordeste.

A indústria de transformação foi responsável por 16.384 dos 17.899 empregos criados pelo setor industrial no Nordeste. O resultado representa 91,5% do saldo da indústria e confirma a importância desse segmento para o mercado de trabalho regional.

Alagoas liderou a geração de vagas industriais, com 7.980 postos, seguido por Pernambuco, com 5.890. Juntos, os dois estados responderam por 77,5% do saldo do setor. Bahia (2.055), Sergipe (1.203), Ceará (690), Paraíba (586), Rio Grande do Norte (133) e Piauí (85) também tiveram resultados positivos. O Maranhão foi o único estado com saldo negativo na indústria, com o fechamento líquido de 723 vagas.

No setor de serviços, as atividades relacionadas à Saúde Humana e a Serviços Sociais, com 4.257 novos postos, e Transporte, Armazenagem e Correio, com 2.667, tiveram destaque. Na primeira, a Bahia respondeu por 2.376 vagas, o equivalente a 55,8% do saldo registrado no Nordeste.

A construção abriu 5.556 vagas no Nordeste. Bahia (1.914) e Pernambuco (1.903) lideraram o resultado. O comércio registrou saldo de 5.430 postos, com destaque para Bahia (1.162), Pernambuco (971) e Maranhão (841).

A agropecuária também terminou o mês com saldo positivo, de 5.066 empregos. Pernambuco respondeu por 2.066 vagas, seguido por Alagoas (1.446) e Sergipe (1.136). Piauí e Bahia tiveram resultados negativos, com 424 e 704 postos a menos, respectivamente.

                         Os jovens

A faixa etária de 18 a 24 anos concentrou o maior saldo de empregos em setembro, com 24.299 novas vagas. O resultado representa quase metade do saldo regional. Também tiveram desempenho positivo os trabalhadores de 40 a 49 anos (7.740), de 30 a 39 anos (6.885) e de 25 a 29 anos (5.606). A única faixa com saldo negativo foi a de pessoas com 65 anos ou mais, que registrou 593 postos a menos.

Na análise por escolaridade, trabalhadores com ensino médio completo lideraram a geração de empregos, com saldo de 28.996 vagas. Entre os demais níveis de instrução, destacaram-se os trabalhadores com até a 5ª série incompleta, com 5.963 postos, e aqueles com ensino médio incompleto e escolaridade entre a 6ª e a 9ª série do ensino fundamental, ambos com 3.494 vagas.

Os homens ocuparam 35.578 dos novos postos, enquanto as mulheres responderam por 13.564. Isso corresponde a 72,4% e 27,6% do saldo, respectivamente. A remuneração média dos homens admitidos foi de R$ 2.121,50, ante R$ 1.984,18 entre as mulheres. A diferença foi de R$ 137,32.

                 Acumulado do ano

De janeiro a setembro, o Nordeste acumulou saldo positivo de 261.643 empregos formais, o equivalente a 20,95% do resultado nacional. A média regional foi de aproximadamente 29,1 mil vagas por mês.

No terceiro trimestre, o saldo chegou a 127.846 postos de trabalho. Apesar do resultado positivo, houve recuo de 27% em relação ao mesmo período de 2025. A média mensal no trimestre foi de aproximadamente 42,6 mil empregos.

O recorte territorial também mostra a contribuição de áreas estratégicas para o desenvolvimento regional. Os municípios localizados na área de atuação da Sudene registraram saldo de 50.999 empregos em setembro, equivalente a 42% do resultado nacional. No Semiárido, foram criadas 12.285 vagas, enquanto os municípios situados no bioma Caatinga apresentaram saldo de 10.492 postos de trabalho.





Pé-de-Meia Universitário deve começar em 2027 para aluno do CadÚnico

Programa também será universalizado para ensino médio público em março

O ministro da Educação (MEC), Leonardo Barchini, disse, nesta quarta-feira (4), que o Pé-de-Meia Universitário tem a implementação prevista para 2027. A nova etapa do programa será focada na permanência de estudantes do ensino superior cadastrados no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico) e na conclusão de curso de graduação nas universidades públicas.

A confirmação ocorreu no programa Bom Dia, Ministro, produzido pelo Canal Gov, emissora da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), desta quarta-feira (4) .

A ampliação do programa de incentivo aos estudantes universitários de baixa renda foi prometida pelo presidente Lula durante a campanha eleitoral de reeleição.

De acordo com o ministro da Educação, a expansão chega para atender a mudança no perfil acadêmico dos estudantes das universidades federais nos últimos 20 anos. Se antes, dois terços vinham da rede privada, atualmente, dois terços são estudantes de escolas públicas.

Para o ministro, a garantia de acesso ao ensino superior público, agora, exige o acompanhamento de políticas de permanência nos cursos.

“Como esse perfil de estudante mudou, precisamos dar outro tipo de assistência para que esse estudante permaneça. Porque acessar é uma das etapas que esse estudante vence, mas permanecer é uma outra batalha igualmente difícil.”

Após quatro anos de análises, o MEC está na fase final do desenho do Pé-de-Meia Universitário. O ministro confirmou que o programa terá a seguinte estrutura financeira prevista, a partir de 2027:

  • bolsa: R$ 700 por mês, concedida durante 10 meses ao longo do ano letivo;
  • poupança mensal: R$ 250 por mês, durante 10 meses, retidos em poupança;
  • resgate final: o universitário poderá sacar R$ 10 mil (mais correção inflacionária) ao concluir, em quatro anos, a graduação, para iniciar a vida profissional.

“A contrapartida também vai ser permanecer na universidade, concluir o curso de uma forma integral, no tempo certo, para que a gente possa de fato transformar ainda mais esse país”, explica Leonardo Barchini.

Universalização do Pé-de-Meia

Durante o programa, o ministro anunciou também que, a partir de 2027, o programa Pé-de-Meia na versão escolar será ampliado para todos os estudantes do ensino médio público brasileiro.

“Já iniciamos todos os estudos necessários para saber como implementar isso. Esperamos concluí-lo em 30 dias e [o Pé-de-Meia] será implementado a partir do de março do ano que vem, quando começam as aulas da rede pública”, estima o ministro.

Atualmente, têm direito ao benefício os alunos matriculados no ensino médio público que integram famílias inscritas no CadÚnico.

Barchini explica que a universalização do Pé-de-Meia irá corrigir injustiças.

“Em uma sala de aula, às vezes, 20 estudantes recebem [o Pé-de-Meia], quatro a cinco não recebem. Isso gerava uma competição adversa nesses estudantes e uma situação de iniquidade. Por determinação do presidente, nós estamos estudando as formas de implementação, mas esse benefício será universalizado”, garantiu.

O ministro da Educação ainda detalhou os avanços obtidos pelo Pé-de-Meia, chamado de poupança do ensino médio, entre eles que diminuiu o abandono escolar no ensino médio público brasileiro em 61%, entre 2022 e 2025. A reprovação caiu 62%, no mesmo período e a distorção idade-série, que é o atraso escolar, caiu 28%.

Pé-de-Meia escolar

O?programa de incentivo financeiro-educacional na versão escolar foi criado em 2024 para combater a evasão escolar e garantir que mais jovens permaneçam na escola básica e concluam o ensino médio.

O Pé-de-Meia do ensino médio pode pagar até R$ 9,2 mil, no total, para cada beneficiário que cumprir todos os critérios de frequência e conclusão dos anos eletivos desta etapa escolar.

Ao todo, o programa recebeu investimentos federais de R$ 24 bilhões para beneficiar, entre 2024 e 2026, cerca de 7,4 milhões de estudantes de baixa renda do ensino médio público.




Jataúba terá o Dia D da Vacinação Antirrábicas

A Prefeitura de Jataúba, através da Secretaria de Saúde, comunica a população, que no próximo sábado dia 7 de novembro, será realizado o Dia...