Os pernambucanos terão de pagar mais impostos sobre combustíveis a partir de 1º de fevereiro de 2027. O aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), aprovado pelos estados no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), também será aplicado em Pernambuco, durante o governo da governadora reeleita Raquel Lyra (PSD).
A decisão eleva a tributação sobre gasolina, diesel e gás de cozinha. Embora os novos valores sejam uniformes em todo o Brasil, Pernambuco participou da deliberação por meio de sua representação na área fazendária.
O reajuste foi oficializado pelos Convênios ICMS 127/2026 e 128/2026, publicados no Diário Oficial da União em 28 de outubro.
Na prática, a gasolina terá aumento de R$ 0,07 por litro na parcela do imposto, enquanto o diesel terá acréscimo de R$ 0,13. Já o gás de cozinha terá elevação de R$ 0,07 por quilo.
Quanto o pernambucano pagará a mais?
Os novos valores estabelecidos pelo Confaz serão aplicados igualmente em Pernambuco e nos demais estados.
| Combustível | ICMS atual | Novo ICMS | Aumento |
|---|---|---|---|
| Gasolina | R$ 1,57/L | R$ 1,64/L | R$ 0,07 |
| Diesel | R$ 1,17/L | R$ 1,30/L | R$ 0,13 |
| Gás de cozinha | R$ 1,47/kg | R$ 1,54/kg | R$ 0,07 |
Para dimensionar o impacto no orçamento das famílias e dos trabalhadores, um abastecimento de 50 litros de gasolina terá R$ 3,50 adicionais na parcela correspondente ao ICMS, caso o aumento seja integralmente repassado.
No diesel, o mesmo volume representará R$ 6,50 a mais. Já um botijão de gás de 13 quilos terá acréscimo de R$ 0,91 na tributação.
Esses valores representam a diferença no imposto, não uma previsão garantida de aumento no preço final cobrado pelos estabelecimentos.
Governo Raquel Lyra participa da decisão que eleva o imposto
O aumento terá repercussão em Pernambuco durante a administração de Raquel Lyra. A governadora, entretanto, não estabeleceu individualmente os novos valores.
A definição ocorreu no âmbito do Confaz, conselho que reúne representantes das secretarias de Fazenda dos estados e do Distrito Federal.
Pernambuco participou da reunião por meio de sua representação fazendária. O nome de Juarez Andrade de Morais aparece no documento oficial do Confaz como representante do estado na publicação dos convênios.
Assim, embora o reajuste seja nacional e resultado de uma deliberação conjunta, o governo pernambucano integra o processo institucional que estabelece a tributação estadual dos combustíveis.
A distinção é importante para compreender a responsabilidade administrativa e política dos governos estaduais na definição dos impostos que incidem sobre o consumo.
Diesel terá a maior elevação e pode pressionar o preço dos alimentos
Entre os combustíveis atingidos, o diesel concentra o maior aumento proporcional: aproximadamente 11,1%.
O impacto merece atenção especial em Pernambuco porque o combustível abastece caminhões, ônibus, máquinas agrícolas e veículos utilizados na distribuição de mercadorias.
Uma eventual transferência dos custos adicionais para o transporte pode provocar reflexos em diferentes setores da economia, incluindo supermercados, comércio, agricultura e construção civil.
O aumento também pode atingir trabalhadores autônomos, transportadores e empresas que dependem do diesel para manter suas atividades.
Gás de cozinha também terá aumento
O reajuste não ficará restrito aos motoristas. As famílias pernambucanas que dependem do botijão de gás também estarão sujeitas à atualização tributária.
O ICMS passará de R$ 1,47 para R$ 1,54 por quilo. Em um botijão de 13 quilos, a diferença corresponde a R$ 0,91.
Embora o valor isolado pareça pequeno, o gás de cozinha representa uma despesa essencial para milhões de famílias, especialmente aquelas com menor renda.
Por que os estados aprovaram o aumento?
A atualização segue a metodologia prevista na Lei Complementar nº 192/2022, que estabelece a cobrança monofásica do ICMS sobre determinados combustíveis.
Nesse modelo, o imposto é cobrado em valor fixo por litro ou quilo, e não como percentual diretamente aplicado sobre o preço de venda.
O cálculo considera os preços médios dos combustíveis divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Para a atualização de 2027, foram comparados os valores registrados entre fevereiro e setembro de 2026 com o mesmo período de 2025.
O reajuste foi aprovado pelo Confaz em reunião realizada em 27 de outubro.
Quando o aumento começa a valer em Pernambuco?
Os novos valores entram em vigor em 1º de fevereiro de 2027. Até 31 de janeiro, permanecem as alíquotas atualmente praticadas.
Para os consumidores pernambucanos, a mudança representa mais um componente de pressão sobre as despesas com transporte, alimentação e gás de cozinha.
A dimensão do impacto no orçamento dependerá do repasse tributário aos preços finais, da política comercial dos estabelecimentos e das condições do mercado de combustíveis.
O fato é que Pernambuco estará submetido aos novos valores aprovados pelo Confaz durante o governo Raquel Lyra, com aumento de R$ 0,07 por litro de gasolina, R$ 0,13 por litro de diesel e R$ 0,07 por quilo de gás de cozinha.

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