Declaração foi feita durante debate nesta sexta-feira (11) entre os candidatos ao governo de Pernambuco, que teve confrontos diretos e trocas de críticas
A governadora de Pernambuco e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) citou, em uma indagação direta contra João Campos (PSB), o caso conhecido como “fura-fila”. O então prefeito do Recife foi alvo de um pedido de impeachment no início deste ano após a repercussão do episódio.
“Eu sou uma governadora honesta e trabalhadora; entrei no serviço público por vocação. Eu nunca furei fila e fiz como prioridade no governo do Estado a maior nomeação de concursados da história de um governo”, disse Raquel, durante o debate promovido pela Rádio Cidade 99,7 FM nesta sexta-feira (11) em Caruaru, no Agreste.
O comentário foi feito em bloco de perguntas iniciado pela governadora. Na ocasião, ela perguntou a João sobre concursos públicos em Pernambuco, alegando que a Prefeitura do Recife, que esteve sob a gestão dele mais de cinco anos, tem mais cargos de indicação política do que o governo do estado.
Ao responder, o ex-prefeito da capital pernambucana pontuou que irá “valorizar os servidores” e criticou a demissão de professores da rede estadual de ensino. “Faltou capacidade de gestão, isso é inadmissível”, disse João.
Em resposta a Raquel, João apontou a declaração de bens feita pela atual governadora para este processo eleitoral.
“Raquel é fura-teto. A candidata que declarou R$ 1 na sua conta corrente recebe três vezes mais do que o salário do governador. Se colocar tudo que recebeu nesse período, dá mais de R$ 1 milhão de forma inconstitucional. Queria fazer um apelo à candidata Raquel, que ela devolvesse ao povo de Pernambuco esses mais de R$ 1 milhão recebidos inconstitucionalmente, furando o teto e afrontando a Constituição”, rebateu o socialista.
Ainda durante o debate, o perfil de Raquel Lyra no Instagram publicou um vídeo intitulado "Explicando o fura-fila".
Na legenda da publicação, Raquel diz que nunca vai "compactuar com jeitinho na máquina pública" e diz que "tentar favorecer filho de magistrado em vaga de concurso é o retrato de uma política que Pernambuco não aceita mais".
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