Situações como filas de ônibus e metrô lotados, salário que não fecha a conta mesmo depois de uma escala abusiva de trabalho e água que não chega para todo mundo. Essas são algumas das situações do dia a dia do pernambucano que levaram à construção do programa de propostas do candidato a deputado federal Jones Manoel (Federação PSOL/Rede Sustentabilidade) para a classe trabalhadora, que foi apresentado nesta semana. Todas elas estão detalhadas para o eleitorado pernambucano em jonesmanoel2026.com.br.
O documento é fruto de plenárias territoriais realizadas em todas as regiões de Pernambuco e reúne as principais bandeiras da candidatura: fim da escala 6x1 com jornada de 30 horas semanais; tarifa zero no transporte público; derrotar a privatização do Metrô do Recife; defesa da Compesa contra a privatização; reestatização de setores estratégicos de energia; fortalecimento do SUS e fim das organizações sociais (OSs); recuperação da educação pública e das universidades; enfrentamento à crise climática e às enchentes; desmilitarização da segurança pública; e defesa dos direitos das mulheres, da população negra, dos povos originários e da comunidade LGBTQIA+.
"Não vou a Brasília para conciliar com quem historicamente explorou a classe trabalhadora. Quero ir para o Congresso Nacional para disputar cada centavo do orçamento e cada linha da lei em nome de quem acorda cedo e chega tarde em casa", afirma Jones Manoel. "Um trabalhador que acorda às 5h para pegar dois ônibus lotados e ainda trabalha de domingo a domingo não precisa de promessa, precisa de mudança na vida real. É isso que o nosso programa entrega para a população”, destaca o candidato.
PROPOSTAS PARA PE - Sobre a jornada de trabalho, a Câmara aprovou, em maio de 2026, a PEC nº 221/2019, que está agora no Senado e acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais. Para Jones Manoel, aprovar o texto sem alterações é prioridade número um. O programa vai além e defende a redução para 30 horas semanais, sem corte de salário, com horas extras pagas no mínimo a 100% e fim do banco de horas. A medida atinge diretamente quem trabalha no comércio e nos serviços.
No que diz respeito ao transporte público, o trabalhador que mora na periferia do Recife ou no interior gasta em média 20% da renda com passagem. O programa propõe o Fundo Nacional da Tarifa Zero, financiado com taxação de bancos, grandes fortunas e capital poluidor, repassado a estados e municípios para estatizar a gestão do transporte.
“No Agreste e no Sertão, a proposta prevê estatização de linhas estratégicas, teto tarifário por quilômetro rodado e passe livre para estudantes e desempregados, contra os cartéis de viações que hoje cobram passagens abusivas em veículos sucateados”, pontua Jones.
O Metrô do Recife já transportou 400 mil passageiros por dia e hoje atende entre 150 mil e 170 mil, resultado de um sucateamento que serviu de pretexto para a concessão autorizada pelo governo federal em 2025. Jones Manoel defende o bloqueio de qualquer forma de privatização do Metrorec, e exige sua estatização integral com destinação de verba da União para recuperar trilhos, modernizar estações e renovar frotas com equipamentos da indústria nacional.
Outro problema enfrentado pela classe trabalhadora é o acesso à água. Uma das propostas de Jones é a defesa da estatização da Compesa e o saneamento como direito público, na mesma linha da reestatização de empresas estratégicas de energia, incluindo a Eletrobras, com participação de trabalhadores e sociedade civil na gestão.
Na saúde, o setor privado consome 57% dos recursos para atender pouco mais de 20% da população, enquanto o SUS recebe 41% para cuidar de mais de 75% dos brasileiros. “Eu defendo o fim das Organizações Sociais e da terceirização, concurso público para profissionais da saúde e fortalecimento da atenção primária, que resolve cerca de 85% dos problemas de saúde da população”, ressalta o candidato.
Na educação, o orçamento de 2026 das universidades federais perdeu mais de R$ 488 milhões para emendas parlamentares. Em Pernambuco, um bloco da Universidade de Pernambuco (UPE) em Petrolina está interditado por risco de desabamento desde 2025 e o teto da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) em Belo Jardim já desabou duas vezes.
“Por isso luto pelo fim do teto de gastos que sufoca o investimento público, recomposição orçamentária e valorização de professores e funcionários para que uma universidade pública de qualidade seja oferecida ao povo pernambucano”, comenta Jones Manoel.
As chuvas de 2022 no Recife, em Jaboatão e em Olinda deixaram marcas que ainda pesam sobre as regiões periféricas, e, por isso, Jones Manoel lutará para que verbas federais sejam destinadas a obra de contenção de encostas, drenagem urbana e recuperação de manguezais, além de defender a aprovação de um Plano Nacional de manguezais, além da aprovação de um Plano Nacional de Cidades Resilientes para enfrentar alagamentos e deslizamentos.
O programa do candidato a deputado federal também propõe a desmilitarização das polícias, o fim da figura jurídica dos autos de resistência, câmeras corporais obrigatórias para agentes de segurança e Conselhos Populares de Segurança com participação de mães de vítimas e movimentos sociais.
“O documento conta também com propostas de defesa das mulheres contra a violência machista, justiça racial e demarcação de terras indígenas e quilombolas, e enfrentamento à LGBTfobia”, pontua Jones.
As propostas deixam claro a disposição de Jones Manoel para atuar no Congresso Nacional em quatro frentes: legislação, para apresentar e combater projetos que afetam a classe trabalhadora; fiscalização, com CPIs e acionamento do TCU contra fraudes e contratos de privatização; orçamento, disputando recursos das oligarquias pernambucanas para Sistema Único de Saúde (SUS), universidades e mobilidade estatizada; e participação popular, com plenárias territoriais permanentes do Sertão ao litoral.

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