Naquele período, Lúcio já integrava o elenco, e a sua participação continuou quando Plínio Pacheco idealizou e construiu Nova Jerusalém, transferindo a encenação para o interior da Cidade de Pedra. Assim, Lombardi acompanhou de perto uma das maiores transformações da história do espetáculo: a passagem da antiga encenação realizada na vila para o grandioso projeto teatral em Nova Jerusalém, cuja estréia foi em 1968.
Na década de 1990, ele recebeu o convite de Plínio Pacheco e de seu filho, Robinson Pacheco, para assumir, ao lado de Carlos Reis, a direção artística da Paixão.
Desde então, sua atuação tem sido marcada pela experiência, pela sensibilidade e pelo profundo conhecimento da obra. Seu trabalho busca preservar a essência concebida por Plínio Pacheco, ao mesmo tempo em que acompanha as transformações necessárias para manter o espetáculo vivo e conectado às novas gerações.
A sua relação com Nova Jerusalém ultrapassa a dimensão profissional. Ao longo da caminhada, construiu vínculos de amizade, companheirismo e afeto com artistas, técnicos e profissionais que fazem parte da história do espetáculo.
Ao completar 90 anos, Lúcio Lombardi recebe o reconhecimento por uma vida dedicada ao teatro e por sua contribuição para a continuidade de um dos mais importantes espetáculos culturais do Brasil. Sua trajetória está entrelaçada à do maior teatro ao ar livre do mundo,e representa uma ponte entre a memória de seus primeiros anos e o espetáculo que, atualmente, continua emocionando plateias de todo o país e do exterior.

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