Plenária, que também contou com a pré-candidata a deputada estadual Yasmim Alves, mobilizou 400 pessoa em plena quinta-feira para apontar caminhos para o Brasil
Na noite desta quinta-feira (21/05), o auditório da Paróquia da Igreja da Soledade, no Recife, recebeu cerca de 400 pessoas para a plenária O desafio histórico da derrota do fascismo no Brasil, convocada pelo pré-candidato a deputado federal Jones Manoel (PSOL-Rede Sustentabilidade). O evento reuniu os deputados federais Glauber Braga (PSOL-RJ) e Sâmia Bomfim (PSOL-SP), além da pré-candidata a deputada estadual Yasmim Alves (PSOL-Rede Sustentabilidade) para um debate sem concessões sobre os rumos da esquerda radical diante do avanço da extrema-direita no Brasil.
"O Congresso inimigo do povo ainda depende de voto, ainda tem medo de perder voto e tem medo do povo. Quando a gente se mobiliza, quando a gente faz a denúncia, eles recuam. Aqui em Pernambuco, o parlamentar que defender manter a escala 6x1 vai ser duramente cobrado. Não adianta vir com chilique, dizer que estamos mentindo ou ameaçar com assédio judicial. A gente não tem medo e vai para cima de todo mundo que ataca os direitos da classe trabalhadora", ressaltou Jones Manoel.
A plenária reforçou a articulação nacional em torno da pré-candidatura de Jones Manoel. Glauber Braga e Sâmia Bomfim, duas das vozes mais combativas do PSOL no Congresso Nacional, deram o tom do debate ao defender que a resposta ao fascismo exige radicalidade na forma e no conteúdo.
"O parlamento burguês, depois da chegada do Jones, não vai ser mais o mesmo. Não porque ele vai se adaptar, porque ele não fará. Mas porque ele vai estar lá balançando aquelas estruturas. Jones vai ser um tribuno do povo, articulando a luta popular e fazendo com que essa liderança nacional inegável, que já tem repercussão em todo o Brasil, possa ter também um espaço político de enfrentamento para as lutas fundamentais do povo", disse Glauber Braga.
"A extrema direita e os fascistas não recuam nas bandeiras, eles são radicais na forma e no conteúdo. Nós precisamos também ser radicais na forma e no conteúdo para não perder terreno na organização da revolta da população com o sistema político. A gente precisa qualificar o debate no Congresso Nacional, que é muito rebaixado, e a eleição de Jones é uma necessidade para Pernambuco e para o povo brasileiro", afirmou Sâmia Bomfim.
O pré-candidato ao governo do Estado pelo PSOL, Ivan Moraes, defendeu que Pernambuco pode ser um farol para o Brasil. “A gente não tem medo de sonhar. A gente precisa sair das cordas e afirmar que essa democracia não está entregando o que prometeu, e que a gente merece muito mais”, comentou.
Yasmim Alves, pré-candidata a deputada estadual na mesma chapa, apontou o limite das estratégias de conciliação. “Nós já compreendemos que rebaixar o programa político não está dando certo. Radicalidade, para nós, significa enfrentar a raiz dos problemas. E a raiz dos problemas não cabe em frentes amplíssimas que abrigam apoios à extrema-direita.“
Fotos de Rebecca Buzato

Nenhum comentário:
Postar um comentário