O processo se arrastava havia 10 anos. A história teve início quando Seu Luiz passou a desconfiar do comportamento da filha, que começou a aparecer frequentemente em sua casa usando roupas compridas mesmo sob um sol de quase 40 graus, em Irecê.
A desconfiança se confirmou quando a mãe da jovem revelou que ela estava sendo agredida pelo marido. Diante da situação, com o objetivo de proteger a filha e a neta, Seu Luiz decidiu ir de encontro ao genro que teria admitido que deu um tapa no rosto da esposa "para ela aprender a respeitar um homem".
Foi nesse momento que o pai, tomado pela revolta, amarrou o agressor e desferiu cerca de 80 chibatadas, utilizando uma faca, segundo os autos, na palavra do genro que relatou que foi até a faca quebrar.
Durante o julgamento, Seu Luiz descreveu o momento. Em plenário, relatou que disse ao genro: "Rapaz, elemento ruim, covarde. Como tu bate na filha de um homem? Olha o tamaninho da minha filha. Uma filha que eu criei nos meus braços, dei amor, dava tudo pela minha filha, para você fazer isso com minha filha. Agora você vai sentir a dor que ela sentiu."
Ainda em seu depoimento, o Seu Luiz fez uma declaração que marcou o júri:
"Ele é bom pra bater em mulher. Eu só queria fazer ele sentir o que é apanhar de alguém em situação de vantagem. Se fosse pra matar, eu tinha feito e largado o corpo na estrada. Deixa eu sair pra voltar a cuidar das minhas filhas e esposa. Mas, se for pra pagar, eu tô aqui pra pagar."

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