Novos trechos do relatório da Polícia Federal sobre o Caso Master revelam que o banqueiro Daniel Vorcaro, preso na última segunda-feira (17), utilizava uma rede de luxo e eventos nababescos como “moeda de troca” para expandir sua influência junto a figuras do Centrão e da direita. De festas em mansões com garotas de programa internacionais a camarotes de R$ 40 milhões na Sapucaí, a investigação sugere que a estrutura de entretenimento do Banco Master funcionava como uma engrenagem para corrupção e lobby, atingindo diretamente o discurso de “Pátria e Família” de aliados políticos do banqueiro.
A Engrenagem da “Suruba de Influência” De acordo com os vazamentos das investigações, Vorcaro não economizava para seduzir investidores e políticos. O relatório da PF aponta a presença de acompanhantes de luxo trazidas da Suécia, Ucrânia e Venezuela em eventos privados, estrategicamente planejados para fragilizar e cooptar tomadores de decisão.
O Camarote da Discórdia: No Carnaval de 2025, o banqueiro investiu R$ 40 milhões no camarote Café de La Musique Alma Rio. O espaço não era apenas para diversão, mas um hub de negócios onde voos de primeira classe e mimos extravagantes eram oferecidos a convidados estratégicos.
Impacto nas Redes: A revelação gerou uma onda de críticas de internautas, que apontam a hipocrisia de setores da base bolsonarista. Enquanto influenciadores conservadores atacam programas como o #BBB26 sob o pretexto da “moralidade”, os bastidores do Master revelam orgias financiadas por um esquema que pode ter desviado R$ 17 bilhões.
A Queda do “Outsider” Daniel Vorcaro, que começou no ramo imobiliário, sempre foi visto como um outsider no mercado financeiro. Sua ascensão meteórica, marcada por CDBs com rentabilidade irreal e aportes de centenas de milhões na SAF do Atlético-MG, agora é vista sob a ótica da fraude bancária e lavagem de dinheiro.

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