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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Damares diz que Malafaia 'devia orar, ao invés de se doer' e põe líder da bancada evangélica na mira

Senadora disse que sofreu pressões para que igrejas não fossem investigadas pela CPI do INSS.

Depois de divulgar uma lista com os nomes de igrejas e pastores investigados na CPMI que apura as fraudes no INSS, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) citou a Assembleia de Deus do Amazonas como uma das instituições religiosas que estão no bojo das apurações do colegiado. A igreja e a Fundação Boas Novas são ligadas a familiares do líder da bancada evangélica, o deputado Silas Câmara (Republicanos-AM). 

Procurado, o parlamentar afirmou que a igreja já apresentou as explicações à CPMI e que, por este motivo, não é alvo de requerimentos no momento.

No último domingo, Damares afirmou que a comissão parlamentar tem sofrido pressões de pessoas e instituições que buscam atrapalhar as investigações por terem identificado "grandes igrejas" e "grandes pastores" como parte dos desvios ilegais.

Ao GLOBO, Damares respondeu às críticas do pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, que a chamou de "linguaruda" por expor a ligação de religiosos com o esquema "sem dar nomes". 

Ela afirma agora que Malafaia "devia orar".

— O Malafaia precisa orar um pouco. Eu não submeto minhas ações parlamentares a ele. Além das instituições que divulguei, há ainda menções na CPI à Assembleia de Deus do Amazonas. Mas, a instituição já forneceu os dados solicitados, que estão sob análise — afirma.

Documentos apresentados pelo relator da CPI, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), em novembro, mostram que a Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA) teria feito pagamentos à empresa Network, que depois foram repassados a parentes de Silas Câmara e empresas ligadas a ele. 

Ainda de acordo com denúncias apresentadas à CPI, parte do dinheiro foi destinada à Fundação Boas Novas, presidida por um irmão de Silas Câmara. A menção à Assembleia de Deus do Amazonas e aos familiares de Câmara foram feitas pelo presidente da CBPA. 

Aliados de Damares e Malafaia afirmam que a desavença entre eles é antiga e já teria sido intermediada até mesmo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), durante o tempo em que Damares ocupou o Ministério dos Direitos Humanos.

Damares afirmou que a eventual participação de igrejas ou líderes religiosos em esquemas de fraude no INSS lhe causa “profundo desconforto e tristeza”, mas ressaltou que a CPMI tem o dever constitucional de investigar os fatos “com responsabilidade, imparcialidade e base documental”.







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