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sábado, 20 de julho de 2019

Ele não sabe que tem 15 milhões de brasileiros abaixo da linha de pobreza? É um disparate

A declaração de Bolsonaro repercutiu também no mundo político. O senador Otto Alencar, líder do PSD, se disse “estarrecido”:
Parlamentares dizem que Bolsonaro desconhece a realidade do país e fala muita ¨bobagem¨.

Ele não sabe o que se passa no interior do Brasil. Será que ele não entende a miséria da periferia do Rio? Não sabe que tem 15 milhões de brasileiros abaixo da linha de pobreza? É um disparate.

  

Brasília: fome a 5km do Palácio do Planalto


A baiana Ivania Sousa Santos, de 36 anos, aquece o que sobrou do feijao para que ele não azede. Ela e sua família nao possuem geladeira, onde vivem não há energia elétrica. Moradora do Cerrado CCBB, um pedaço de terra com cerca de 25 familias ao lado do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), local usado para a transição do governo, Ivania sobrevive de doações e reciclagem, mas muitas vezes precisa recorrer ao lixo em busca de alimentos. Foto: Daniel Marenco / Agência O Globo

Gabriel Shinohara
Aos 50 anos, Cícero Bitu conta que passou fome. A última vez que se viu desamparado, ao lado da mulher, Ivânia Santos (foto), e dos três filhos, foi ano passado. “Eu não tinha o que nós (sic) comer. Meu sobrinho fez uma feirinha e me deu”. Eles vivem em uma espécie de acampamento a 5 km do Palácio do Planalto, local de trabalho de Bolsonaro. O dinheiro do Bolsa Família não é suficiente para todo o mês. A família precisa recorrer a doações e restos do lixo.


Rio: divisão da comida com o coração
Maxsuel cozinha na calçada para os filhos, em Cobrex, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense Foto: Marcelo Regua / Agência O Globo

Carolina Heringer
Para manter os quatro filhos minimamente alimentados, Maxuel Rismo, de 29 anos, precisa abrir mão de algumas refeições na casa humilde no bairro Codex, em Nova Iguaçu. O cardápio inclui, na maioria das vezes, arroz e feijão. Quando sobra um pouco mais de dinheiro, o rapaz compra ovos. “Esta semana ganhamos um bolo, e foi o café da manhã de meus filhos e da minha esposa. Às vezes ficamos sem comer para dar comida para eles. Digo que é uma escolha feita com o coração”.

Bahia: nem todos têm dinheiro para comer


Paloma de Jesus, de 18 anos, mora no bairro de Fazenda Coutos, em Salvador: "Nem me lembro mais do dia em que cozinhamos e comemos uma boa refeição”. Foto: Regina Bochicchio / Agência O Globo

Regina Bochicchio
“Nem me lembro mais do dia em que cozinhamos e comemos uma boa refeição”, conta Paloma de Jesus, 18 anos, mãe solteira de dois filhos. Diariamente, ela sai do bairro popular Fazenda Coutos para pedir dinheiro numa avenida movimentada de Salvador. Quando consegue R$ 30, é boa quantia. Ontem, alguém lhe pagou um lanche. O menino comeu mingau, que a vizinha deu.“Nem todo mundo tem trabalho, nem todo mundo tem dinheiro para comprar comida”, diz, sobre a frase de Bolsonaro.

Piauí: ‘Vivemos da misericórdia alheia’


A dona de casa Francisca das Chagas Silva, de 43 anos, mora no povoado Bom Sossego, zona rural de Teresina. Diabética, vive na casa da nora com outras oito pessoas. Na última quarta, desmaiou após tomar um dos oito remédios diários porque não tinha comido antes. Foto: Efrem Ribeiro / Agência O Globo

Efrem Ribeiro
A dona de casa Francisca das Chagas Silva, de 43 anos, mora no povoado Bom Sossego, zona rural de Teresina. Diabética, vive na casa da nora com outras oito pessoas. Na última quarta, desmaiou após tomar um dos oito remédios diários porque não tinha comido antes. “De manhã, a gente toma café com farinha, quando tem”. Na sexta, o almoço teve arroz, feijão e um pedaço de banana. “Não tem nada nas prateleiras e na geladeira tem duas salsichas e duas maçãs”, diz ela, que ganha R$ 130 do Bolsa Família.

Rio: garimpo de recicláveis para viver


Wilian Jorge dos Santos, de 38 anos, vive nas ruas do Centro do Rio há três anos. Para sobreviver, trabalha garimpando produtos recicláveis que são posteriormente vendidos por ele a ferros velhos. Consegue lucrar, por dia, de R$ 12 a R$ 20. Ele conta que, para se alimentar, depende de doações. Foto: Marcelo Regua / Agência O Globo

Carolina Heringer
Wilian Jorge dos Santos, de 38 anos, vive nas ruas do Centro do Rio há três anos. Para sobreviver, trabalha garimpando produtos recicláveis que são posteriormente vendidos por ele a ferros velhos. Consegue lucrar, por dia, de R$ 12 a R$ 20. Ele conta que, para se alimentar, depende de doações. “Com esse dinheiro, consigo comprar algumas coisas para comer, mas contamos sempre com a ajuda das pessoas que passam por aqui. Muitos nos dão comida. Passamos por muitas dificuldades”.

Maranhão: ‘A gente leva como Deus quer’


Tajaçuaba, bairro da zona rural de São Luís, tem um menores IDHs da região. Maria Helena Pereira, de 47 anos, esperava, no fim da tarde de ontem, a hora de dar um punhado de farinha com café para o neto Miguel. No almoço, teve arroz, também com farinha, e um enlatado como “mistura” Foto: Clodoaldo Corrêa / Agência O Globo

Clodoaldo Corrêa
Tajaçuaba, bairro da zona rural de São Luís, tem um menores IDHs da região. Maria Helena Pereira, de 47 anos, esperava, no fim da tarde de ontem, a hora de dar um punhado de farinha com café para o neto Miguel. No almoço, teve arroz, também com farinha, e um enlatado como “mistura”. Viúva, sem rendimentos, vive com ajuda da filha que trabalha e não consegue se alimentar corretamente todos os dias. “A gente leva como Deus quer”, conta, resignada.


                          Blog do França.
                           Informações: O GLOBO.








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