A redução de 44% no orçamento das Forças Armadas – anunciada na terça (7) pelo presidente Jair Bolsonaro – foi alvo de críticas do deputado João Paulo (PCdoB). Na Reunião Plenária desta quinta (9), o parlamentar condenou a medida e a influência de Olavo de Carvalho no Governo Federal, além de relembrar o tratamento dado os militares durante as gestões petistas.
De acordo com ele, o corte no Ministério da Defesa não era esperado pelos oficiais, que fazem parte do Governo e compartilham com ele preceitos ideológicos em relação aos partidos de esquerda. “Agora, foram atingidos pela campanha hostil e delirante do autoproclamado filósofo Olavo de Carvalho”, acredita. “O desprezo pelo setor e a permissão do porte de armas a políticos, advogados, jornalistas e caminhoneiros parece estimular a criação de força militarizadas paralelas.”
João Paulo observou que a redução nos recursos do Ministério da Defesa será de R$ 5,8 milhões. “Apesar de significativo, ainda é menor, em valores absolutos, que o bloqueio no Ministério da Educação, da ordem de R$ 7 bilhões”, comentou.
Ele ainda pontuou que, nos governos de Lula e Dilma, o orçamento da Defesa quase triplicou e os salários dos militares aumentou. Também ressaltou projetos como a aquisição de caças, a construção de submarinos e a compra de máquinas e equipamentos para Exército, Marinha e Aeronáutica. “Ninguém se dirigia ao militar em termos ofensivos e jamais se usou as redes sociais para falar mal dessas forças e seus homens, como faz fazem atualmente”, registrou o deputado.
BLOG DO FRANÇA.
Foto: Roberto Soares

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