Águas passadas. Assim definiu o pré-candidato ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB), a relação da sigla que é presidente com o PT após o caso da entrevista do ministro de Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias (PT), onde este afirmou, na última segunda-feira (8), que o presidente Lula (PT) teria palanque duplo (ou seja, apoiando a candidatura de Raquel Lyra (PSD) e a o socialista) na campanha deste ano. A declaração foi dada após encontro com grupos sindicais ligados ao PSB nesta quarta-feira (10), no bairro da Soledade, área central do Recife.
"A situação é a melhor possível. Como eu sempre disse, a relação é muito boa, verdadeira, orgânica e não apenas uma relação eleitoral. Fizemos o dever de casa ao longo desses últimos anos de construção e de fortalecimento do palanque de Lula [no estado]", afirmou João Campos
Questionado se foi solicitado ao presidente Lula que mandasse um vídeo de apoio à sua candidatura como forma de encerrar de vez o assunto, João Campos negou que tenha tido algum tipo de pedido nesse sentido. Reiterou ainda que a situação foi completamente contornada entre as duas partes. "O PSB apontou ao PT, de forma oficial, a construção das candidaturas aos governos estaduais como como uma prioridade nacional, assim como o PT elencou as suas prioridades. É algo que já está resolvido e não é de hoje", destacou.
Ainda de acordo com João Campos, o ministro Wellington Dias afirmou que a entrevista dada ao jornal O Globo foi mais como uma posição pessoal do ministro. "Não vi como algo grave. Foi [uma opinião] completamente isolada. Sem problema", disse.

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