Santa Cruz do Capibaribe conta, desde 2021, com uma lei que proíbe a comercialização e o manuseio desse tipo de fogos de artifício. No entanto, a proximidade com cidades vizinhas sem legislação semelhante facilita a entrada do produto no município, gerando transtornos à população.
Os fogos de estampido afetam crianças de colo, pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e idosos, além de animais de diferentes portes.
A comerciante Mauriceia Pereira da Silva vende fogos há cerca de 30 anos e conta que já adaptou seu estoque para atender à legislação. "Antigamente não havia fiscalização e havia muita procura, então nós acabávamos vendendo, mas hoje, diante das leis e das pessoas que se sentem incomodadas, evitamos vender fogos com ruído alto. Nossa venda é apenas de fogos com pouco ruído, pouca fumaça e os que podem ser usados até por crianças, com acompanhamento de adultos", afirmou.
A campanha de fiscalização segue até o final do mês. A Secretaria disponibilizou o telefone (81) 92001-1908 para denúncias sobre a venda de fogos proibidos.

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