A decisão foi formalizada por meio de uma carta enviada ao presidente nacional do PSB, João Campos, pré-candidato ao Governo de Pernambuco. No documento, Milton Coelho destaca que a saída marca o encerramento de um “ciclo marcante” de sua vida pública.
“Após 32 anos de dedicada e intensa militância, solicitei minha desfiliação do Partido Socialista Brasileiro (PSB), legenda à qual servi com compromisso, lealdade e profundo senso de propósito”, escreveu.
Ao longo da trajetória no PSB, Coelho ocupou posições estratégicas dentro da estrutura partidária, tendo sido presidente e secretário-geral no Diretório do Recife e no Diretório Estadual de Pernambuco. Também integrou o Diretório Nacional desde 2001 e exerceu a função de secretário especial da Executiva Nacional.
Na carta, ele faz questão de registrar agradecimento às lideranças que influenciaram sua caminhada política, com menção especial a Miguel Arraes e Eduardo Campos, além de Carlos Siqueira, com quem atuou na condução do partido. “Despeço-me com respeito, serenidade e o sentimento de dever cumprido, levando comigo a história construída”, afirmou.
A mudança partidária ocorre em um momento de rearranjo político em Pernambuco, com movimentações que já projetam o cenário eleitoral de 2026. A filiação de Milton Coelho ao PT reforça a estratégia da legenda de ampliar sua presença no estado, especialmente com quadros experientes e com trânsito histórico em diferentes campos da política local.
Milton Coelho foi deputado federal, vice-prefeito de Recife (2009-2012), secretário de Governo de Pernambuco (2012-2014), durante a gestão do socialista Eduardo Campos, e secretário de Administração do estado (2015-2021), no governo de Paulo Câmara (PSB).

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