Nova rodada do instituto inclui mudanças que ampliam o alcance da análise sobre o eleitorado.
Oinstituto Datafolha iniciou nesta segunda-feira (7) uma nova rodada de pesquisas que, além de medir a corrida pela presidência da República e a aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, traz um elemento inédito: um bloco detalhado de perguntas sobre o nível de endividamento da população brasileira.
A inclusão do tema não é casual. No Palácio do Planalto, a avaliação é de que o alto grau de endividamento das famílias tem sido um dos principais freios à melhora da popularidade do governo, ao impactar diretamente a percepção dos eleitores sobre a situação econômica do país.
A pesquisa busca aprofundar a compreensão sobre a realidade financeira dos brasileiros. Entre as perguntas, os entrevistados deverão informar se possuem dívidas atualmente e apontar qual delas pesa mais no orçamento. As opções vão desde financiamento imobiliário e de veículos até cartão de crédito, cheque especial, empréstimos pessoais e consignados, além de dívidas com amigos ou parentes e gastos com apostas online (bets).
Outro ponto central do levantamento é a comparação com o cenário de um ano atrás. Os participantes serão questionados se estão hoje mais endividados, menos endividados ou na mesma situação em relação a abril de 2025. A ideia é medir a evolução — ou deterioração — da saúde financeira da população.
O Datafolha também investiga o grau de dificuldade para quitar essas dívidas. Os entrevistados deverão indicar se conseguem pagar sem dificuldades, com alguma dificuldade, com muita dificuldade ou se simplesmente não conseguirão arcar com os compromissos. O dado é considerado estratégico para aferir o nível de pressão econômica sobre as famílias.
O levantamento será realizado até quinta-feira (10), com entrevistas presenciais a 2.004 eleitores em diferentes regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e os resultados devem ser divulgados no sábado (13).
Este é o primeiro estudo do Datafolha desde a oficialização da candidatura de Ronaldo Caiado pelo PSD e após o fim do prazo de desincompatibilização — fatores que adicionam ainda mais expectativa aos números da disputa presidencial.
Como foi o último Datafolha
No levantamento mais recente do instituto, divulgado em 7 de março março, o cenário eleitoral indicou uma disputa mais acirrada do que em rodadas anteriores, com redução da vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre seus principais adversários.
No principal cenário estimulado de primeiro turno, Lula aparece 39% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro registra entre 33%, consolidando-se como principal nome da oposição.
Na sequência, os demais pré-candidatos surgem em patamares mais baixos: Ratinho Jr. atinge cerca de 7%, Romeu Zema aparece com 4% a 5%, Ronaldo Caiado marca aproximadamente 4%, Renan Santos oscila em torno de 3%, e Aldo Rebelo registra cerca de 2%.
Brancos, nulos e indecisos somam entre 14% e 15%, indicando ainda um contingente relevante de eleitores sem decisão consolidada.
No segundo turno, o levantamento aponta um cenário de empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro. O presidente aparece com 46% das intenções de voto, contra 43% do senador, diferença dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

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