Bom Conselho (PE) - A Sudene realizou, nesta quarta-feira (28), uma agenda institucional em Bom Conselho, no Agreste de Pernambuco, com foco no fortalecimento do setor produtivo local. A programação incluiu visitas a empresas, reunião com gestores locais e encontros com empresários locais.
Com cerca de 46 mil habitantes e distante 275 quilômetros do Recife, o município tem sua economia baseada principalmente nos serviços e na agroindústria, com destaque para a produção de leite, uma das principais fontes de emprego e renda da região.
Na reunião com gestores públicos locais, foram debatidas ações estruturantes nas áreas de esgotamento sanitário e tratamento de água, consideradas essenciais para melhorar as condições de saúde pública e criar um ambiente mais favorável à atração de novos negócios.
“É preciso ter uma agenda de parcerias para levar desenvolvimento para a economia e oportunidades para melhorar a vida das pessoas”, afirmou o superintendente da Sudene, Francisco Alexandre.
Segundo ele, além de estruturar articulações para viabilização de projetos estruturantes, a Autarquia atua para aproximar políticas públicas e setor produtivo. “A Sudene oferece linhas de financiamento, parcerias com outras instituições de fomento e incentivos fiscais. Apresentamos as possibilidades para que o setor produtivo possa crescer de forma sustentável, regularizada e capaz de oferecer empregos e contribuir com a economia local, fortalecendo a arrecadação do município e ampliando as oportunidades para a população”, completou.
Outra etapa da agenda foi a escuta direta do empresariado local. A Autarquia visitou a fábrica de laticínios Leta, uma das principais indústrias do município e beneficiária de incentivos fiscais da Sudene, que incluem redução de 75% do Imposto de Renda e reinvestimento de 30% do tributo devido, além de financiamento com recursos do FNE.
O gerente-geral da empresa, Cláudio Ferreira, relatou que o grupo ampliou suas operações para Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Atualmente, a indústria emprega 420 trabalhadores em suas unidades, com mão de obra majoritariamente local, e processa cerca de 40 mil litros de leite por dia, volume que se transforma em aproximadamente 80 toneladas de produtos. O portfólio reúne mais de 60 itens.
O profissional ratificou a importância dos instrumentos da Sudene para a viabilidade dos negócios. “O avanço que tivemos no faturamento após os incentivos foi gigante. Antes, tínhamos cerca de 150 colaboradores. Com o apoio recebido, conseguimos quadruplicar esse número recentemente”, afirmou o diretor executivo, Cláudio Paiva. Para ele, os efeitos dos instrumentos de fomento são imediatos. “Os benefícios que chegam gerar emprego imediato”, disse.
Em reunião com outros empresários locais, a Autarquia apresentou instrumentos de apoio como o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), o Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e os incentivos fiscais voltados à modernização, à ampliação da produção e à diversificação das atividades, explicando os procedimentos para pleitear os recursos. A ideia é facilitar novos investimentos, elevar a produtividade e ampliar a competitividade das empresas locais.

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