Minha lista de blogs
sábado, 19 de janeiro de 2019
Bolsonaro não tem como se dissociar dos atos dos filhos
A mais óbvia consequência da decisão de Flávio Bolsonaro de escancarar seu papel de investigado no caso Queiroz é ampliar as suspeitas que já o atingiam. A segunda, aumentar significativamente o desgaste do Palácio do Planalto.
Ao longo das duas últimas décadas, Jair Bolsonaro trabalhou para consolidar seu clã político. Se isso lhe garantiu o bônus de aumentar a exposição de sua imagem, garantindo que seu sobrenome se multiplicasse em cada campanha que seus herdeiros disputavam, por outro tornou os atos dos filhos indissociáveis dos do pai. Se um Bolsonaro está em apuros, é inevitável que os outros saiam arranhados.
O presidente se elegeu garantindo que mudaria as práticas políticas. O caso Queiroz, e a suspeita de que Flávio ficava com parte dos salários de seus assessores, joga a família na vala das mais velhas práticas da política.
Ficar com parte dos salários de assessores é crime de peculato – desvio de dinheiro público – e dá cadeia. Suspeitas sobre filhos de presidentes não são exatamente uma novidade, vide o caso de Lula e seus herdeiros, mas a investigação iniciada no primeiro mês do mandato do pai pode custar muito capital político ao governo.
Sem qualquer grande articulador, Bolsonaro pretendia usar sua popularidade para forçar o Congresso a aprovar os projetos de interesse do governo, a começar pela reforma da Previdência. Além disso, via nos filhos Flávio, no Senado, e Eduardo, na Câmara, os líderes informais para tocar a agenda do Planalto.
O caso Queiroz mina, a um só tempo, o capital político do presidente e a imagem do filho que seria o principal articulador entre senadores – tradicionalmente menos adesistas que os deputados. Não é pouca coisa.
Em vez de tentar impedir a investigação, Flávio Bolsonaro ajudaria mais o governo do pai, e o país, se ajudasse a esclarecer as muitas dúvidas que pairam sobre as movimentações financeiras de seu ex-assessor. Nesta sexta-feira, o ministro Marco Aurélio Mello deixou claro que a família presidencial não deve contar com ele para interromper as apurações.
França de Jataúba/blogg do frança.
Fonte: ( JG ).
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Dudu Azevedo na Paixão de Cristo de Nova Jerusalém: “Tenho um chamado”
O ator Dudu Azevedo está na cidade-teatro de Nova Jerusalém, a 180 quilômetros do Recife, participando da produção dos filmes promocionais d...
-
"Diógenes inventou umas desculpas pessoais e disse que não ia ser mais candidato a vice, que estaria saindo fora da política." ...
-
Comida de rua e altas temperaturas podem ser uma combinação perigosa. Com temperaturas extremas previstas para o Brasil nos próximos dias...
-
A Secretaria da Criança e da Juventude de Pernambuco (SCJ-PE) realiza nesta terça-feira (10) a Caravana das Juventudes, ação itinerante que ...

Nenhum comentário:
Postar um comentário