Presidente reage à polêmica sobre a Padroeira do Brasil e Flávio Bolsonaro e afirma que diferentes crenças devem ser respeitadas.
O presidente Lula (PT) afirmou no domingo (27), em entrevista à Band, que "mexer com Nossa Senhora Aparecida não é aceitável". A declaração ocorre em meio à repercussão de boatos sobre uma suposta tentativa de Flávio Bolsonaro e aliados de retirar da santa o título de Padroeira do Brasil.
"Ela vai ser padroeira do Brasil porque o povo quer e tem fé", disse Lula, em entrevista à TV Bandeirantes. O presidente também lembrou o episódio de 1995 em que um pastor evangélico chutou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida durante um programa de televisão.
Lula defendeu ainda o respeito entre diferentes religiões. "Cada um professa sua fé como quiser, sem magoar os outros", afirmou.
A discussão ganhou força na reta final da campanha depois que circularam nas redes sociais conteúdos segundo os quais grupos evangélicos ligados à candidatura de Flávio Bolsonaro defenderiam a retirada do título. Flávio nega qualquer iniciativa nesse sentido, e não há atualmente no Congresso projeto com esse objetivo.
Uma proposta semelhante foi apresentada em 2007 pelo então deputado Professor Victorio Galli, mas arquivada no ano seguinte.
Na sexta-feira (25), o ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a retirada de publicações que associavam a família Bolsonaro ao suposto plano. Neste domingo, o ministro Flávio Dino derrubou a decisão e autorizou o restabelecimento de uma postagem do humorista Antonio Tabet.
A controvérsia também provocou um embate entre Flávio e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O candidato acusou integrantes da entidade de ajudarem o PT a espalhar o boato. A CNBB negou envolvimento e afirmou que "a mentira não se combate com outra mentira".
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