A elevação das despesas ocorre porque o salário mínimo serve de referência para uma série de benefícios e pagamentos públicos. O reajuste afeta diretamente aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o Benefício de Prestação Continuada (BPC), o seguro-desemprego e o abono salarial. Cerca de 45% dos benefícios do Regime Geral da Previdência Social têm valor vinculado ao piso nacional. O novo mínimo também influencia a contribuição previdenciária dos microempreendedores individuais (MEIs) e valores pagos em indenizações determinadas pelos Juizados Especiais.
Segundo Durigan, o Orçamento de 2027 será “robusto” e que o governo trabalha com uma expansão das despesas obrigatórias inferior ao crescimento geral do Orçamento. Ele ressaltou que o PLOA será encaminhado pelo governo ao Congresso Nacional até a próxima segunda-feira, 31. A análise do projeto é iniciada na Comissão Mista de Orçamento (CMO), depois o texto segue para votação no plenário, em sessão conjunta, para que entre em vigor.
Apesar da previsão desse aumento do salário mínimo, o valor ainda não está definido. O reajuste será definido apenas no fim do ano pelo governo, para considerar a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulada em 12 meses até novembro mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.

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