A decisão é mais um passo dado pelos integrantes do Fisco no movimento pela devolução da paridade e a revisão do teto constitucional. Nas duas últimas semanas do mês de março, a Secretaria da Fazenda de Pernambuco (Sefaz) já havia paralisado seus trabalhos por quatro dias em uma tentativa de alertar o Governo Raquel Lyra para a necessidade de construção de um diálogo com a classe, mas não obteve respostas positivas da atual gestão.
“A proposta que aprovamos hoje ainda inclui a realização de nova AGE no dia 14 para discutirmos sobre a possibilidade de paralisação semanal e envio de ofício para o secretário da Fazenda sobre o seu posicionamento oficial diante do impasse”, explica Nilo Otaviano, presidente do Sindifisco. O Sindicato também enviará ofício para a Casa Civil solicitando audiência com a governadora Raquel Lyra. Além disso, todos os 187 gerentes da Sefaz serão convidados para uma reunião no Sindifisco para debater o tema.
Desde janeiro, a categoria tenta estabelecer um diálogo com o governo para tratar de reivindicações consideradas estruturais para a carreira e para o funcionamento da administração tributária do Estado. O Sindicato já comprovou, durante reunião com o chefe da Casa Civil, Túlio Vilaça, que as medidas para atender aos pleitos da classe não geram impacto na conta única do Tesouro e podem ser implementadas administrativamente.
No entanto, com as sucessivas negativas do governo Raquel Lyra sobre a construção de um diálogo, os membros da categoria passaram a interpretar o embate como parte de uma disputa mais ampla sobre o papel da Secretaria da Fazenda na estrutura do governo estadual.
“Avaliações internas indicam que a insatisfação ultrapassa questões salariais e envolve a percepção de perda de protagonismo institucional. A mobilização também busca reposicionar a pasta como um dos eixos centrais da administração estadual”, destaca Nilo.

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