A inflação fechou em 4,26% no ano de 2025, abaixo do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CNM) em 3%, com margem de 1,5 pontos percentuais para cima e para baixo. Essa é a primeira vez que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fica dentro deste intervalo no acumulado fechado de um ano desde 2019, quando ficou em 4,31%, sendo também a primeira vez dentro do atual governo Lula que esse número é registrado.
O resultado, divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira, representa um alívio para o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, que não precisará redigir a carta para justificar inflação fora da meta, documento que ele já escreveu duas vezes desde o início de seu mandato, no início deste ano.
O número veio levemente abaixo das expectativas dos analistas de mercado ouvidos pela Bloomberg, que projetavam alta de 4,27% no acumulado do ano.
Embora a inflação dos alimentos tenha acelerado na variação mensal de dezembro, as quedas nos preços desse grupo registradas ao longo do ano foram essenciais para que o índice ficasse dentro do teto da meta em 2025.

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