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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

333 metros e mais 300 mil toneladas: conheça o návio petroleiro da Rússia perseguido pelos EUA

A captura pode intensificar atrito entre Washington e Moscou.

Os Estados Unidos concretizaram a apreensão de um petroleiro ligado à Venezuela após uma perseguição de mais de duas semanas no Atlântico Norte, reforçando sua campanha de bloqueio a embarcações que driblam sanções internacionais. A operação aconteceu nos últimos dias e culminou com a captura do navio Marinera, anteriormente conhecido como Bella 1. As informações são da emissora estatal russa RT.

A Rússia já teria enviado um submarino e outros navios de guerra para escoltar o petroleiro, segundo a agência de notícias Reuters.

De acordo com o Ministério dos Transportes da Rússia, forças americanas abordaram a embarcação de bandeira russa fora das águas territoriais de qualquer Estado e que o contato com a embarcação foi perdido.

Aida segundo ministério, a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar de 1982, “nenhum Estado tem o direito de usar a força contra embarcações devidamente registradas nas jurisdições de outros Estados”. Mesmo sem ratificaram a convenção, os EUA geralmente reconhecem suas disposições. 

Os Estados Unidos intensificaram a vigilância sobre o petroleiro Marinera, que navega pelo Mar do Norte após escapar de uma tentativa de abordagem no Caribe. Desde o início de janeiro, aeronaves da Marinha dos EUA monitoram de perto o navio. Em dezembro, Rússia havia apresentado um pedido diplomático formal exigindo que os EUA parassem de perseguir o navio.

Nesta semana, quando foi abordado, o petroleiro foi acompanhado por aviões de patrulha marítima P-8A Poseidon, que operam a partir de bases no Reino Unido e na Islândia. Registros de voo mostram monitoramento quase contínuo enquanto o navio cruzava o Atlântico em direção às águas próximas à costa norte britânica. A operação também conta com apoio de aeronaves de vigilância eletrônica da Força Aérea do Reino Unido.

Dimensões 

Construído em 2002, o Bella 1 tem 333 metros de comprimento e capacidade superior a 300 mil toneladas, tratando-se de uma das maiores classes de embarcação em operação no transporte de petróleo bruto.

O navio possui também múltiplos tanques de carga e sistemas de bombeamento de alta vazão, além de autonomia para travessias intercontinentais, com velocidade média entre 30 km/h. Como outros VLCCs do início dos anos 2000, sua estrutura atende aos padrões regulatórios da época, considerados hoje menos rigorosos do ponto de vista ambiental e de segurança.


Nos últimos anos, o Bella 1 passou a operar fora dos circuitos tradicionais do comércio marítimo, sendo apontado por serviços de monitoramento como parte da chamada “Dark Fleet”, conjunto de petroleiros antigos usados para contornar sanções internacionais.


O navio apresenta histórico de trocas frequentes de nome e bandeira, além do desligamento deliberado do sistema de rastreamento AIS, prática comum em operações clandestinas. Após escapar de uma abordagem no Caribe, reapareceu sob bandeira russa e com o novo nome Marinera, mas segue listado em bases públicas de rastreamento e registros marítimos internacionais, como MarineTraffic, VesselFinder e Equasis, que confirmam suas dimensões, tipo e histórico operacional.




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