A Polícia Federal listou uma série de mensagens trocadas entre o ex-presidente Jair Bolsonaro e o pastor Silas Malafaia para afirmar que os dois atuaram para coagir a Justiça Brasileira no curso do processo sobre a trama golpista.
Segundo a PF, há "fortes indícios" de participação do religioso na "empreitada criminosa" de intimidar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) por meio de sanções nos Estados Unidos.
Em julho deste ano, o pastor enviou uma mensagem a Bolsonaro, avisando que iria publicar um vídeo nas redes sociais sobre o tarifaço anunciado pelo presidente norte-americano Donald Trump.
"Presidente, você voltou para o jogo. Podem usar bravatas aqui, vão ter que sentar na mesa para negociar. Você é o cerne da questão. Quem é o Brasil para peitar os EUA? Mico contra um gorila. O vídeo que vou postar daqui a pouco eu vou ao cerne da questão. A próxima retaliação vai ser contraministros do STF e suas famílias. Vão dobrar a aposta apoiando oitador? DUVIDO", escreveu Malafaia a Bolsonaro, na ocasião.
Ele escreveu que Malafaia aparece nos diálogos e postagens como "orientador e auxiliar das ações de coação e obstrução promovidas pelos investigados Eduardo Nantes Bolsonaro e Jair Messias Bolsonaro". "Impõe-se concluir que estão associados no propósito comum, bem como nas práticas dele resultante, de interferir ilicitamente no curso e no desenlace da Ação Penal n. 2668 [da trama golpista], em que o ex-presidente figura como réu", afirmou Gonet.

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