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quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

5* confraternização dos garis em jataúba

"O povo Jataúbense são educados, não jogam lixos nas ruas."
Nesta segunda-feira 30/12/19 foi realizado mais um ano de festa, há cinco anos que a Prefeitura Municipal de Jataúba através do prefeito Antônio de Roque realiza o evento para os garis.

A confraternização para os garis teve início no ano de 2014, neste quinto ano o evento foi realizado na quadra esportiva da Escola Municipal Antônio Vieira de Melo, com a presença de 90% dos 80 garis que trabalham no município de Jataúba.

Além dos garis e suas famílias, estavam presentes o prefeito do município Antônio de Roque e sua esposa Leidinha, o vice-prefeito Jackson Buraco e esposa, Secretários(as) do município, vereadores e colaboradores.
O vice-prefeito Jackson Buraco ressaltou em palavras aos garis que sempre que o prefeito é entrevistado em qualquer meio de comunicação, destacava os garis com maior respeito e carinho, e por esse motivo esperava que em 2020 continuassem com o mesmo zelo e continuar com a cidade limpa. Falou Jackson Buraco.
Já o prefeito Antônio de Roque, lembrou que pra montar a equipe que hoje faz inveja a todos os prefeitos e politicos que visitam Jataúba não foi fácil, mais hoje colhe os frutos de ter uma cidade limpa. E que o povo Jataúbense são educados, não jogam lixos nas ruas contribuindo para que a cidade continue limpa, finalizou agradecendo a presença de todos garis e convidados, desejando a todos um feliz 2020 de paz, saúde e continuidade nos trabalhos.





























































































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Vereadores de Jataúba-PE retornam às atividades legislativa nesta quinta-feira 02/01/2020

Os vereadores da Câmara Municipal de Jataúba retomam as atividades legislativa nesta quinta-feira 02/01/2020.

Após o recesso parlamentar, os vereadores voltam as suas atividades na Casa Inácio Viterbo de Araújo. Em um ano eleitoral, os discursos se tornam mais eloquentes e os embates mais acalorados.

Além dos projetos que serão enviados pelo executivo municipal, os vereadores deverão apresentar seus requerimentos (ou pelo menos é isso que se espera) e certamente farão no decorrer das reuniões, uma prestação de contas dos seus respectivos mandatos, numa tentativa de conquistar o eleitor jataubense.

Falando em prestação de contas, já se encontra na Casa Inácio Viterbo de Araújo, para apreciação dos nobres vereadores, os pareceres das contas do prefeito Antônio de Roque (MDB), onde a Primeira e Segunda Câmara do Tribunal de Contas de Pernambuco decidiram por unanimidade APROVAR COM RESSALVAS as contas relativas aos exercícios 2016 e 2017.

A reunião acontece nesta quinta-feira 02/01/2020 a partir das 20hr.


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                     Informações: BlogDidiRamos.


















Balanço anual da guarda civil municipal de Jataúba.

No último dia do ano 31/12/19, a guarda civil municipal através do chefe da guarnição Marinaldo (Cabo 70), e Prefeitura Municipal  divulgaram o balanço da redução na criminalidade do ano de 2019 no município de Jataúba-Pe.
           
       Veja o resultado dos últimos 4 anos.

                2016/2017 - 313 ocorrências
                     2018 - 179 ocorrências
                      2019 - 146 ocorrências 

No ano de 2019 a guarda foi instituída  através de um projeto de lei, votado e aprovado por unanimidade pela Câmara Municipal de Jataúba, a GCM iniciou o ano de 2020 com o total de 20 homens, sendo 12 guardas municipais e 8 guardas comunitária.

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quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

O que vem depois da década dos grandes protestos.

      Protesto em Hong Kong, no inicío de dezembro de 2019.
Deixemos de lado a discussão sobre se a década termina em 2019 ou só no final de 2020. Para todos os efeitos, já é possível apontar as principais tendências dos anos 10 do século XXI — e tentar imaginar que impacto terão nos anos 20 que se avizinham.
A primeira década do século foi marcada pela Guerra ao Terror e pelas tensões do que se convencionou chamar de "choque de civilizações". O combate ao terrorismo islâmico justificou intervenções militares sob a desculpa de promover a democracia em alguns lugares (Iraque) e o apoio redobrado ou a tolerância a ditaduras em outros (Arábia Saudita e China, por exemplo).
A Guerra ao Terror focou na questão militar e das alianças políticas (as nações foram divididas entre aquelas que apoiavam o terrorismo e as que os combatiam), mas negligenciou a bomba populacional econômica e social nos países muçulmanos, tanto no Oriente Médio quanto na África e na Ásia.
Esse contexto represou descontentamentos que explodiram em 2011, com a chamada Primavera Árabe, a onda de protestos populares que começou na Tunísia e se espalhou por outros países árabes e não-árabes do Norte da África e do Oriente Médio.
A Primavera Árabe não tencionava simplesmente a troca de governos, mas alterar profundamente as estruturas de poder. Começou como um movimento secular, mas foi cooptada por grupos fundamentalistas — o que acabou por justificar o retorno de regimes ditatoriais, como ocorreu no Egito, onde o ditador Hosni Mubarak deu lugar a uma pseudodemocracia islâmica, rapidamente substituída por uma nova ditadura militar.
A Primavera Árabe também resultou em guerras civis longevas, como as da Síria, da Líbia e do Iêmen, países que terão que lidar com as consequências desses conflitos e da destruição do seu tecido social pelas próximas décadas.
E impactou o mundo todo em duas frentes: a primeira, com o surgimento do mais apocalíptico dos grupos terroristas islâmicos, o Estado Islâmico (EI ou Isis), que avançou no vácuo do poder na Síria e no Iraque e que patrocinou ou inspirou atentados em diversos países do Ocidente; a segunda, com a maior onda de refugiados desde a II Guerra Mundial, formada por centenas de milhares de pessoas que tentavam escapar da fome e da guerra, vindas principalmente da África, do Oriente Médio e da Ásia.
Não é possível entender o Brexit, o voto pela saída do Reino Unido da União Europeia, e a ascensão de líderes nacionalistas na Europa e nos Estados Unidos sem levar em conta esses dois subprodutos da Primavera Árabe: a ameaça do Estado Islâmico e a onda de refugiados.
Mas a influência da Primavera Árabe vai além.
Em maio de 2013, a repressão violenta da polícia a um protesto contra a destruição de um parque em Istambul, na Turquia, foi a fagulha para protestos mais amplos contra o governo de Recep Erdogan, que vinha endurecendo o regime na tentativa de manter seu país incólume dos ventos da rebeldia que sopravam dos vizinhos árabes.
A Primavera Árabe influenciou os protestos na Turquia. E os protestos na Turquia, por mais distantes que pudessem parecer, deram ímpeto às manifestações gigantescas no Brasil, no mesmo ano. As motivações eram diferentes em muitos pontos, mas quando as Jornadas de Junho começaram por aqui, as imagens de milhões de turcos de classe média se manifestando pacificamente ainda dominavam o noticiário brasileiro.
Em ambos os países, os manifestantes tinham pelo menos uma coisa em comum: a indignação com a corrupção da classe política e a sensação de não estarem sendo representados nas decisões do poder.
Os protestos no Brasil se metamorfosearam ao longo da década. O país do futebol protestou contra a maior festa do futebol, celebrada em seu solo. Por fim, em 2016, as ruas pressionaram pelo impeachment de uma presidente.
Mas a impaciência das ruas também se fez sentir em muitas outras partes do globo.
O governo chinês foi um dos que mais se preocuparam com o efeito dominó iniciado pela Primavera Árabe, pois entendeu imediatamente que algo parecido poderia ocorrer em seu território. A política externa do país nos anos que se seguiram, as críticas aos Estados Unidos por abandonar velhos aliados no Oriente Médio e o endurecimento do controle sobre grupos étnicos e sobre dissidentes políticos de dentro da China são provas dessa preocupação.
Mas nem Pequim escapou da sanha das ruas. Depois do Brasil, foi a vez de Hong Kong, em 2014, ser tomado por um movimento de rua. A "revolta do guarda-chuva", liderada por estudantes secundaristas, opunha-se às tentativas de Pequim de tirar aos poucos a liberdade política da população local (a ilha desfruta de uma autonomia tênue desde que foi devolvido pelos ingleses à China, em 1997).
Em 2019, os moradores de Hong Kong voltaram a desafiar as autoridades e a paciência de Pequim, dessa vez contra a tentativa de aprovar uma lei que facilitaria a extradição de cidadãos locais.
Ao longo da década, grandes protestos pipocaram por muitos outros países, incluindo, mais recentemente, no Chile, no Equador, na Bolívia, na Venezuela…
Da Tunísia ao Chile — por diferentes motivos, com graus distintos de fúria e de repressão e tendo como pano de fundo tanto ditaduras quanto democracias —, o que marcou o espírito dos protestos foi a crise da representatividade política.
A mesma crise de representatividade que levou ao poder, em diversos países, governantes que se apresentaram como outsiders, não pertencentes à elite política estabelecida.
O que ocorrer na próxima década será um desdobramento desse cenário. As ruas continuarão vivas — em ebulição em alguns países, adormecidas em outros, mas sempre prontas para voltar a serem palcos de grandes manifestações de descontentamento.
Haverá um momento na próxima década em que muitos dos tais outsiders cairão em desgraça, mesmo mantendo um núcleo fiel de apoiadores, e se tornarão o próximo alvo da fúria de manifestantes, de batedores de panelas, de militantes digitais.
Acreditava-se que as redes sociais substituiriam a participação política efetiva, mas não foi o que aconteceu. Na realidade, elas potencializaram os espaços de participação, a rua entre eles.
A cacofonia das redes, replicada nos protestos de rua (como os que se viu nas Jornadas de Junho, no Brasil), tende a trucidar novos ídolos com a mesma velocidade com que os cria.
Assim será a década prestes a começar.

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                                            Fonte : VOL

Revolução digital armou década de rebelião, manipulação e incertezas.


                                                    Mulher no Sudão
Em meio à Primavera Árabe, uma charge circulou pela imprensa. Nela, o cartunista Patrick Chappatte imaginava uma reunião entre Kaddafi, Mubarak e Ben Ali. Em um certo momento, o egípcio perguntava aos demais ditadores: "quantos inimigos vocês tem no Facebook?".
Ao longo da década, o que o mundo viu foi uma transformação inédita na forma de comunicar. Mudamos nossos comportamentos, nossas prioridades e nossas imagens. Saímos em buscas de "likes", de aprovação da sociedade e encurtarmos distâncias. A era digital permitiu a entrega do supermercado em casa, de conhecer o futuro noivo, de criar uma dieta personalizada ou de encontrar o melhor caminho pelo trânsito de uma cidade.
Mas, também, vimos como essa mesma tecnologia revolucionou a maneira de um povo se mobilizar, resistir e organizar uma rebelião. 2019 foi especialmente marcante nesse aspecto. De Santiago à Cartum, de Hong Kong à Barcelona, as ruas sentiram o cheiro da desilusão da sociedade diante de suas autoridades. Suas estratégias: a capacidade de mobilização. Suas armas: celulares, redes sociais e a Internet.
Em 2014, um ex-analista da CIA, Martin Gurri, publicou "The Revolt of the Public". O livro recebeu pouca atenção na época. Mas basta abri-lo para entender que Gurri já havia compreendido o que iria ocorrer na década. Com um acesso inédito à informação, ele previu que a Internet iria desestabilizar a política e colocar sérias questões à credibilidade de instituições pelo mundo.
Sua definição de "público" não é exatamente aquela das massas do século 20 e nem mesmo da definição da constituição americana...We, the People. Na década de 2010, o "público" é um grupo diferente de pessoas, dependendo do contexto, do país.
Na CIA, seu trabalho era o de analisar a imprensa e ver a repercussão de medidas tomadas pelos EUA nos jornais estrangeiros. Isso, claro, até a chegada da era digital. A partir de 2001, ele conta que um "tsunami de informação" foi registrado e, apenas naquele ano, o volume era maior que em toda a história recente. Em 2002, para a surpresa dele e de sua equipe, o volume havia dobrado em relação aos registros de 2001.
Vozes que não existiam passaram a fazer parte do cenário e, claro, de suas avaliações. E juntos com elas, o que notaram foi uma intensificação da incerteza política. Mas existia uma dúvida: a existência dessas novas vozes virtuais seria traduzida nas ruas em protestos? E se isso ocorresse, que armas teriam para se proteger de uma repressão?
Essa tradução começou a dar seus primeiros sinais em 2009, em protestos no Irã. Mas se consolidou em 2011 e ganhou nomes como Primavera Árabe, Occupy Wall Street ou "Indignados" na Espanha.
Arma
Em 2013, ano dos protestos no Brasil, fui conversar com Julian Assange, já foragido na embaixada do Equador em Londres. Sua análise revelava que estávamos falando de poder, e não apenas de uma inovação tecnológica.
"Diferentes tecnologias produzem mais poder para estruturas existentes ou indivíduos e isso tem sido a história do desenvolvimento tecnológico, ao ponto que podemos ver a história da civilização humana como a história do desenvolvimento de diferentes armas de diferentes tipos", disse Assange. "Por exemplo, quando rifles, que podiam ser obtidos por pequenos grupos, eram as armas dominantes em seu dia, ou navios de guerra ou bombas atômicas. E isso define a relação de poder entre diferentes grupos de pessoas pelo mundo", disse.
"Desde 1945, a relação entre as superpotências dominantes tem sido definida por quem tem acesso às armas atômicas. Mas o que ocorre agora é que Internet é tão significativa que está começando a redefinir as relações de força que antes eram definidas pelos diferentes sistemas de armas que um país tinha. Isso porque todas as sociedades que tem qualquer desenvolvimento tecnológico, que são as sociedades influentes, se fundiram totalmente com a Internet. Portanto, não há uma separação entre o que nós pensamos normalmente que é uma sociedade, indivíduos, burocracia, estados e internet", alertou.
"A internet é o alicerce da sociedade, suas artérias, os nervos e está conectando os estados por cima das fronteiras. A Internet é um centro, se não for o centro, da nossa sociedade. Ela está envolvida na forma que uma sociedade se comunica consigo mesmo, como se comunica entre elas. Não é só simplesmente um sistema de armas ou fonte energia. Não é certo pensar como se fosse o sangue da sociedade. É o sistema nervoso central da sociedade", constatou.
Confesso que, naquele momento e em silêncio, considerei como exagerada sua avaliação de que a internet seria mais poderosa que uma arma atômica. E a década provou que eu estava completamente equivocado.
Sob constante escrutínio, não demorou para que governos entendessem que não poderiam mais apenas contar com uma TV estatal para divulgar propaganda e criar sua narrativa dos fatos. Em alguns casos, a Internet teve seu sinal interrompido, repetindo uma estratégia medieval de realizar um cerco sobre uma cidade.
Mas as autoridades foram além e passaram a usar justamente aquela ferramenta revolucionária para vigiar as massas.
"Estamos colocando nossos pensamentos mais íntimos na Internet, detalhes de comunicações e mesmo entre marido e mulher, nossa posição geográfica", alertou Assange. "Enfim, tudo está sendo exposto na Internet. Isso significa que grupos que estão envolvidos em vigilância em massa têm conseguido realizar uma transferência em massa de conhecimento em sua direção. Os grupos que já tinham muito conhecimento agora têm mais. Esse é o maior roubo que de fato já ocorreu na história. Essa transferência de conhecido, de todas as comunicações interceptadas para agências nacionais de segurança e seus amigos corporativos", alertou.
Para ele, as empresas do setor são cúmplices dessa ação estatal. "Google, essencialmente, sabe o que você estava pensando. E sabe também o que você pensou no passado. Quando você tem algum pensando sobre algo, quer saber algum detalhe, você busca no Google. Google sabe todos os sites que você visitou, tudo o que você buscou, se você usou gmail ou email. Então ele te conhece melhor que você mesmo", disse. "Google conhece você melhor que sua mãe".
A questão, para Assange, é que a relação entre essas empresas e o estado não é transparente. "As pessoas simplesmente estão fazendo bilhões de centenas de horas de trabalho gratuito para a CIA. Colocando na rede todos seus amigos, suas relações com eles, seus parentes, relatando o que estão fazendo, dizendo que vi aquela pessoa naquela festa, aquela pessoa naquela loja. É um incrível instrumento de controle", disse.
Manipulação
Mas vigiar usuários é apenas parte da história. A década mostrou como a outra estratégia por parte de governos não deixou de ser sofisticada: ocupar essa nova praça pública. Por vezes, com contas oficiais e métodos de conversar diretamente com a população, sem passar por meios de comunicação e nem responder aos jornalistas.
Mas também por meio de milhares de contas falsas, na tentativa de se criar um sentimento nas redes em defesa ou contra algum tema.
Há dois anos, em uma viagem, conheci um funcionário de um ministério de um governo europeu pouco democrático que, de forma bastante clara, me explicou que seu emprego era o de colocar entre 30 e 50 comentários nas redes sociais a cada dia para defender as políticas adotadas por seu ministro. Cada uma dessas contas era falsa e, quando eu o questionei sobre a moralidade de tal postura, sua resposta foi ainda mais assustadora: "todos fazem".
Não por acaso, Trump, Brexit e tantas outras eleições consideradas como improváveis passaram a ser possíveis. A mesma revolução que abriu caminho para derrubar ditadores revelou como o público pode ser vulnerável à desinformação. Como, sem filtros, a histeria pode tomar conta da nova Ágora.
A década que começou com a crença de que a Internet era uma arma de emancipação termina com a constatação de que ela também pode ser uma ameaça às liberdades fundamentais. Um instrumento do ódio.
Em 2019, num artigo no prestigioso Journal of Democracy, o cientista político Ronald Deibert examinou a relação entre redes sociais e a política. Em suas conclusões, ele traça três "verdades dolorosas".
"A primeira verdade dolorosa é que as redes sociais são construídas em torno da vigilância de dados pessoais, com produtos que acabam por ser concebidos para nos espiar, a fim de impulsionar a publicidade na nossa direção", destaca. "A segunda verdade dolorosa é que nós consentimos com isso, mas não de forma totalmente consciente: as redes sociais são concebidas como máquinas de vício, expressamente programadas para nos inspirarem as emoções", alertou.
Mas é sua terceira "verdade dolorosa" que mais preocupa politicamente. "Os algoritmos de captação de atenção subjacentes às mídias sociais também impulsionam práticas autoritárias que visam semear confusão, ignorância, preconceito e caos, facilitando assim a manipulação e minando a responsabilidade", constatou.
"Além disso, a vigilância bem enraizada que as empresas realizam por razões econômicas é um valioso substituto para o controle autoritário", concluiu.
Ao longo da década, o rompimento da confiança entre as instituições e a população foi uma realidade. Mas parte dessas instituições descobriu que pode estar não apenas sob o ataque de cidadãos. Mas de máquinas de manipulação cujo objetivo é destruir sua legitimidade e, assim, abrir incertezas em uma determinada sociedade.
O sonho de um mundo conectado se transformou numa realidade bem mais complexa de comunidades divididas. De sociedades fraturadas. De um momento libertador, a era digital também revelou que, manipulada, ela leva em si o potencial de criar sérios riscos para democracias.

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